Eu tinha fome e vocês fundaram um clube humanitário
para discutir a minha fome.
Agradeço-lhes.
Eu estava na prisão
e vocês foram à igreja
rezar pela minha libertação.
Agradeço-lhes.
Eu estava nu
e vocês examinaram seriamente
as conseqüências de minha nudez.
Agradeço-lhes.
Eu estava doente
e vocês se ajoelharam
e agradeceram a Deus o dom da saúde.
Agradeço-lhes.
Eu não tinha casa
e vocês pregaram sobre o amor de Deus.
Vocês pareciam tão piedosos,
tão perto de Deus!
Mas eu continuo com fome
continuo só, nu, doente,
prisioneiro.
E tenho frio,
sem casa.
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segunda-feira, março 03, 2008
terça-feira, outubro 30, 2007
florbela espanca
"O meu mundo não é como o dos outros,
Quero demais, exijo demais,
Há em mim uma sede de infinito,
Uma angústia constante que nem eu mesma compreendo,
Pois estou longe de ser uma pessimista;
Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada.
Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... Sei lá de quê!"
Desabafo da poetisa portuguesa Florbela Espanca.
Meu também.
E pode ser o seu.
Quero demais, exijo demais,
Há em mim uma sede de infinito,
Uma angústia constante que nem eu mesma compreendo,
Pois estou longe de ser uma pessimista;
Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada.
Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... Sei lá de quê!"
Desabafo da poetisa portuguesa Florbela Espanca.
Meu também.
E pode ser o seu.
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