terça-feira, dezembro 12, 2006
quarta-feira, dezembro 06, 2006
É pique, é pique, é hora, RÁ-TIM-BUM!

Hoje é dia de comemorar o aniversário de uma pessoa que conheço há exatamente 20 anos e posso dizer que ela, apesar dos (muitos) pesares, é uma boa criatura. Eis o ser:
- Rosa: Uma sósingular, em essência. Criatura sorridente, amigável, otimista de carteirinha. Ainda não sabe o que quer da vida e tem fortes suspeitas de que não vai descobrir nem tão cedo. Enquanto não acha o que ama, vai fazendo o que gosta: lidar com pessoas, lidar com máquinas, ajudar o próximo, aprender. Viciada em leitura, cafeína e entender os problemas da humanidade. Fã de preto, laranja, branco. Detesta a cor rosa (segundo ela, "de rosa já basta eu"). Alérgica a camarão. Alérgica a AAS. Alérgica a quase tudo, enfim. Multifacetada. E detesta que julguem apenas uma face como se ela fosse a totalidade. Impaciente, indecisa, às vezes insegura. Mas como otimista (e brasileira) que é, não desiste (quase) nunca.
A você, dona Moça, o desejo de que encontre aquilo que busca. E é claro, dinheiro, paz, saúde (menos alergia), alegria, amigos, sucesso, felicidade, blá, blá, blá...
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Pequenas alterações no blog
Olá, pessoas! :-D
Aproveitei uns minutinhos de folga para alterar uns detalhes no blog, que espero serem úteis:
- Primeiro: corrigir o endereço do fotolog do Allyson Cabral, que teve problemas com a conta e criou um novo. Podem acessar a página do garoto clicando em "AllysonZAUM" no menu "Links".
- Segundo: foi criar um link permanente para o post "Sósingular - não, não escrevi errado". Já que o assunto virou minha bandeira pessoal (onipresente nos nicks e perfis), nada melhor do que esclarecer o maravilhoso significado da expressão. Se não leu o post, acessa aí do lado. Eu recomendo.
- Terceiro: foi a adição da minha rádio pessoal no Cotonete ao blog. Infelizmente, parece que este não deu muito certo porque a interface do player não é intuitiva. Vou deixar aí enquanto arranjo uma opção melhor. Na rádio tem Linkin Park, Laura Pausini, Black Sabbath e outros...
sexta-feira, dezembro 01, 2006
De "Observatório da Imprensa" : ódio de classe e padrão Veja
- Guerra do Rio, a imprensa e o ódio de classe : comenta a última edição do jornal "O Globo". Nela existem 9 páginas dedicadas ao assassinato da ex-mulher do sócio de uma poderosa empresa brasileira de expressão internacional e apenas 1 página falando da matança ocorrida nas favelas na mesma data. Engraçado é que a referida mulher estava divorciada há mais de 20 anos, mas talvez para dar mais destaque à notícia, resolveram citar esta relação distante. Por trás desta postura a atitude preconceituosa e discriminatória que liga o valor das pessoas ao valor monetário que possuem. Leia o artigo
- Folha adota "padrão Veja" de jornalismo : fala da última edição da "Folha de São Paulo". Numa de suas reportagens, explora um contrato de publicidade oficial envolvendo o governo federal, o Grupo Bandeirantes de Televisão e a Gamecorp (empresa da qual o filho do presidente é sócio), afirmando em manchete que "Publicidade oficial ajuda a bancar TV do filho de Lula". Na matéria não há qualquer denúncia propriamente dita. O objetivo parece ter sido simplesmente impressionar os "leitores de manchete" (infelizmente, boa parte da população). Leia o artigo
Respondam-me: haverá futuro para o jornalismo, a mídia, a ética?
* Em tempo: Dois posts seguidos relacionados à Jornalismo não são perseguição. Nem vontade de voltar para o curso. Apenas coincidência.
quinta-feira, novembro 30, 2006
Erro de redação!

"Pé machucado", "Pé fraturado", "Pé engessado", qualquer coisa. Mas "avariado" NÃO!!! De acordo com o dicionário Houaiss a palavra até pode ser usada para dano em alguma parte do corpo, num sentido figurado. Mas que fica muito estranho, isso fica...E estranheza é tudo o que um redator jornalístico não quer em um texto.
De: O Jornal
Pensamentos vespertinos - Anos 60 e saudade
ZZZZZzzzZZZzzZZZ...
Que soninho...
Mas dormir bem (leia-se "10 horas sem interrupção") é uma coisa que só devo fazer no domingo, infelizmente.
Comecei a ajudar uma amiga do trabalho (Carol) com a Feira de Ciências da escola (fico me perguntando onde é que foram parar as Ciências quando o pessoal vai falar de Exército, Ibama e afins). O tema dela? Anos 60. É muita coisa. Guerra do Vietnã, golpe militar no Brasil, homem na Lua, minissaia, Beatles, Woodstock. Mas faremos o possível para montar uma equipe legal. As idéias que já tive para o trabalho dela eu não tive para mim mesma quando precisei (será que estou ficando mais criativa com o passar do tempo?)
E durante essa ajuda bateu uma saudade do Ensino Médio...fazer trabalhos, apresentar peças, longas tardes na biblioteca devorando tudo ou só batendo papo. Bons tempos...
Já agora, o que vejo é que em 2008 ficarão poucos amigos por perto. E começa a bater uma saudade antecipada. Existe coisa mais desconfortável do que ver todos seguindo um rumo e você...nada?
terça-feira, novembro 28, 2006
Hoje vai chover

Salto alto em plena terça-feira. E é claro, as colegas do escritório não iam deixar esse milagre passar em branco. Especialmente quando se tem uma câmera digital à disposição.
segunda-feira, novembro 27, 2006
Discordância absoluta!
Brasil inteiro, vírgula!!!!!
Eu NÃO!
Não estou torcendo por uma galerinha que brincou o ano inteiro, zombou dos professores e dos pais e se comportou pior do que crianças. Quer dizer, não estou torcendo pela aprovação deles. Torço para que tenham noção da vida, aprendam o valor do conhecimento e tenham responsabilidade. Torço para que sejam adolescentes não no pior sentido do termo (bagunceiros, descompromissados, etc) e sim, no melhor (animados, revolucionários, repletos de energia). Se isso se refletir numa aprovação, melhor. Torço para que o jornalismo pare de destacar os maus exemplos e comece a bombardear os noticiários com bons exemplos: por que não mostrar aqueles já aprovados no 3º bimestre? Por que não associar aprovação-conhecimento, em vez de aprovação-farra?
Será que estou ficando paranóica demais?
Visita ao campo
Explico:

Apresento-lhes o Assentamento Jubileu 2000, pertencente ao município de São Miguel dos Milagres. Ele é composto por 42 famílias e existe há aproximadamente 1 ano e meio. Ali vivem famílias de trabalhadores sem-terra que ocuparam uma fazenda improdutiva e hoje cultivam abacaxi (delicioso!), mamão, maracujá, feijão e uma série de outros alimentos.
Fui lá a trabalho, na última sexta (24/11). E quanto mais convivo com gente diferente, mais me dou conta de como eu amo o ser humano e as coisas simples da vida. Tem idéia como é bom chupar abacaxi colhido da hora, descascado com faca peixeira, debaixo de uma árvore? É o que há de bom!
Melhor ainda é ter contato com a simplicidade do povo e vê-lo radiante com a situação atual, onde eles se sustentam e produzem para si, para vender e presentear , quando há algum tempo atrás (mal) sobreviviam do corte da cana em terra de usineiros. Isto é revolução, embora ainda haja muito por fazer.

Para quem não tem a experiência do campo, fica o registro de um momento especial: o bezerrinho da foto nasceu minutos antes de nós chegarmos no assentamento.
quinta-feira, novembro 23, 2006
É pique, é pique, é hora, RÁ-TIM-BUM!

Hoje é um dia especial. Não só porque estou postando novamente após longos dias de sumiço, mas principalmente porque hoje o Mestre Pogobol está ficando mais velho!!!
- Mestre Pogobol: Um cara que eu conheço há aproximadamente 7 anos. No início dos tempos éramos meio distantes, mas um certo curso técnico fez essa situação mudar: nos tornamos grandes amigos e hoje somos parte dos Internetmons. Um cidadão coruripense (leia-se, "de Coruripe") de marca maior, engraçado, amigo, dono de um "fuca" (leia-se "fusca") e um nariz de palhaço. Meu ex-companheiro de cantorias. Era (ou é) fã da Érika (ex-caloura do Raul Gil). Atualmente envereda pela área de Engenharia Civil, mas pode ser encontrado nas festas de Medicina. Não, não...acho que nestas ocasiões ele não quer ser encontrado...
Desejo que continue sempre essa criatura hilária, que esteja presente em nossas reuniões, que o Philos reconheça seu talento para vender ingressos, que passe em todos os cálculos da vida e, claro: felicidade, saúde, paz, sucesso e tudo aquilo que todo mundo sempre deseja nessas ocasiões. :-D
Mea culpa
Pois bem, farei o que estiver ao meu alcance para que as aranhas não se proliferem por aqui. Mas se elas começarem a se reproduzir, favor não desistir: esta blogueira demora, mas sempre posta! :-D
sexta-feira, novembro 10, 2006
Fúria feminina (feminista?!)
Confesso que sempre fui atípica. Do alto da sabedoria de meus 8 anos, proclamei à família que brincar de boneca apenas ensinava a garota a ser mãe e que eu iria morar sozinha. Bem, 11 anos depois, ainda não moro sozinha, mas a minha opinião sobre as bonecas ainda é a mesma.
Pois bem, e como fico agora ao ver que as meninas desta geração passam mais tempo cuidado da aparência do que qualquer outra coisa? Revoltada é o mínimo.
Estas "bonequinhas" geralmente pertencem às classes média e alta, têm Gisele Bündchen como referência, se acham gordas e não vivem sem cabeleireiro e maquiagem.
E é claro, são aplaudidas por pais (que babam por sua princesinha) e mães (divididas entre a felicidade e o espanto de verem miniaturas tão perfeitas de mulheres adultas).
Imagino estas garotas no futuro. Aprenderão elas que a aparência não é tudo? Entrarão em crise quando perderem a juventude? Algum dia conseguirão enxergar algo além delas mesmas? Ganharão valores como solidariedade e amor ao próximo?
Acho que Simone de Beauvoir não previu isso. Queimar sutiãs em praça pública para que parcela da geração feminina seguinte ficasse idiotizada com sua própria imagem no espelho. Ô desperdício...
Frases filosóficas
Eu ainda não entendi. Mas é profundo, não é?
quinta-feira, novembro 09, 2006
Cada vez que faço minha ronda nos blogs e sites políticos sinto um comichão para escrever e voltar à área de Humanas. Pergunto: "Como acabou o escândalo Daslu?", "Por que a Veja ainda não foi processada pela série de calúnias e atrocidades cometidas cometidas durante a campanha eleitoral?", "Por que a Globo preferiu exibir fotos de dinheiro, em vez de falar do desastre com o avião da Gol?".
Pois é...questionamentos infinitos. Fico feliz por não ser a única a pensar nisto. Existe hoje toda uma rede de sites (blogs inclusive) dedicados ao tema. Torço para que em breve a maioria dos brasileiros tenha acesso à internet, não só para orkut e afins, mas como forma de obterem conhecimento precioso e escondido pela grande mídia. Como amante de tecnologia, acredito que ela possa realmente ser ferramenta de transformação social.
Para fechar, recomendo a leitura do artigo "Só as mães são sinceras", da revista Época. Ele traz um retrato bem diferente da maternidade idílica tão divulgada na sociedade. Vale uma reflexão: "o que é ser mãe?", "sentir perda de identidade ao ser mãe é sinal de egoísmo?", "como balancear carreira, vida amorosa, filhos, controle doméstico?", "qual a causa da imposição da maternidade?". Tenho grande interesse por tudo o que se relaciona à posição da mulher em sociedade e essa reportagem me fez "viajar" um bocado. Viaje também! :-)
quarta-feira, novembro 08, 2006
É pique, é pique, é hora, RÁ-TIM-BUM!

Hoje é dia de dar parabéns para dois amigos de SI que, infelizmente, não estudam mais comigo. São eles:
- Latino (vulgo Allan): Um maluco, em resumo. Fã de números, engraçado, ótimo amigo. Já passou por fases ruins, mas parece que agora encontrou o caminho. Extremamente adaptável, a ponto de às vezes esquecer quem é. Quem nunca o viu dançando psy não pode considerar sua existência completa.
- Cobol (vulgo João Rodrigo): Gente fina, fã de Ana Carolina, um tanto quanto distraído (não pense que esqueci as etiquetas dos óculos... :-D). Possui umas tiradas ótimas. Atualmente, no Corpo de Bombeiros. Achei que iria para o casamento dele ainda esse ano, mas parece que não é dessa vez que teremos uma festa de arromba no interior do estado. Paciência...
Não tenho mais o prazer de estudar na mesma turma que vocês, mas saibam que continuo torcendo para que consigam tudo o que desejam. De resto, saúde, amor, paz, viagens, baixo colesterol, longas noites de sono e afins :-)
terça-feira, novembro 07, 2006
FAQ - Internetmons
- O que são os Internetmons? - Internetmons foi o nome adotado por um grupo de 4 amigos, que estudaram juntos no curso técnico de Informática, no Cefet, entre 2003 e 2004. São eles: Pink Potter (esta que vos fala), She-ra, Mestre Pogobol e Philos. Juntos, criaram um blog, o Mundo dos Internetmons (hospedado no weblogger, mas hoje desativado), como maneira de estarem informados sobre o mundo da tecnologia (já que teriam que postar sempre) e aprender noções de HTML.
- De onde veio o nome "Internetmon"? - Este termo foi criado pelo PJ Pereira, um profissional de web, para nomear "monstrinhos" que povoam o mercado de internet (p. ex.: "Pulachu" é aquele tipo de profissional que não pára quieto, vive pulando de emprego em emprego em busca de um salário melhor, e se acha o máximo). A She-ra ouviu este termo num seminário de que participou e na hora de criar o blog, achou uma boa idéia pegar o termo emprestado e dar um novo sentido.
- Qual a origem dos apelidos? - Responder esta é um pouco difícil e corro o risco de errar, mas vamos tentar:
Pink Potter - "Pink" é a versão inglesa do meu verdadeiro nome e "Potter" vem do meu vício por Harry Potter
Mestre Pogobol - o cara detentor desse apelido era mestre em "Bubble Volley", um joguinho de vôlei entre duas bolhas. Não sei porque cargas d'água começamos a chamar esse jogo de "pogobol". O caso é que o apelido ficou :)
She-ra: este não tem qualquer explicação. Simplesmente o Mestre Pogobol achou que tinha que ser She-ra e nós concordamos.
Philos: era o nick que o garoto utilizava no msn na época. Ele foi o último internetmon a se juntar à turma (é que no começo dos tempos ele não estudava conosco...) e no último post do finado blog, aparece como "em fase de avaliação" (eterna...) Os internetmons ainda existem? - Os internetmons enquanto grupo de amigos continua existindo, apesar de termos passado quase 2 anos sem um encontro. A boa notícia é que essa tão aguardada reunião aconteceu no último dia 30/10 e pasmem! A amizade continua a mesma :-)
- Se existem, onde estão eles? - Cada um foi para o seu canto. E esses cantos são tão distintos que para marcar uma reunião leva semanas, meses...Sou a única que continua na área de Informática, os outros deram uma mudada no rumo (só a She-ra que continua meio próxima, mas ainda assim, o negócio dela é design). Mas como gostar de informática não é pré-requisito para ser internetmon, continuamos com a identidade :-)
- O que eu faço para ser um Internetmon? - A priori, somos um grupo fechado. Mas é claro que esta é uma situação perfeitamente negociável. Se você tem alguns parafusos a menos (mas não admite nem sob tortura), adora dar risada e não tem medo de odisséias (como andar na lama, lavar panelas queimadas, limpar melancias explosivas e afins) manda um email, deixa um coment. Quem sabe a gente não te convida para a próxima reunião?
Receita para felicidade: amigos - novos e antigos
Os colegas em comum foram Kaká (gente finíssima, mestranda em Matemática) e Adelaílson (um professor de Cálculo decididamente não convencional), que tive o prazer de conhecer no meio de uma tapioca com a turma de SI e que acabaram me seqüestrando por tabela (o alvo era o Allyson). Abração para eles!
A efervescência não parou por aí. Tive o prazer de ir ao Erecomp (Encontro Regional dos Estudantes de Computação), em Campina Grande, cercada por uma galera que em 12 horas passou de desconhecida a amiga. *Mais detalhes em breve*
Os amigos de longa data são os Internetmons.
Não sabe quem são os internetmons?
Que pena...Explico:
...
Hum...acho que os Internetmons merecem um post à parte.
Sobre o Erecomp: estamos estudando uma parceria entre Parlatorium e TacaCoisa, para publicação de posts em conjunto. Aguardem notícias :-)
A pior mentira é aquela que se conta a si mesmo
Quem sabe - Los Hermanos
Quem sabe o que é ter e perder alguém
Quem sabe o que é ter e perder alguém
Quem sabe o que é ter e perder alguém
Sente a dor que senti
Quem sabe o que é ver quem se quer partir
E não ter pra onde ir
Faz tanta falta o teu amor
Te esperar
Não sei viver sem te ter
Não dá mais pra ser
Assim
Quem sabe o que é ter sem querer pra si
Não quer ver outro em mim
Não fala do que eu deveria ser
Pra ser alguém mais feliz
Faz tanta falta o teu amor
Te esperar
Não sei viver sem te ter
Não dá mais pra ser
Assim
Música implorada no show de 29/01, mas que só foi cantada em 28/11, deixando fãs (inclusive eu) histéricos. Sinto que logo chegará o tempo em que tudo o que restará é a saudade do que poderia ter sido e não foi.
Tenho o pressentimento de que demorará muito até One last cry...
quarta-feira, novembro 01, 2006
Indiferença. Individual. Quanta Idiotice!
Lula reeleito.
E uma miscelânea de pensamentos que só vão ganhar nexo quando eu puser no papel (ou no blogger).
Aviso de antemão que não faço idéia do que vai sair.
Você lê se quiser.
Estes últimos tempo tenho sentido como nunca as contradições de minha natureza sagitariana. Enquanto faço verdadeiro esforço para me auto-estimular e conseguir concluir o curso, reflito sobre as condições da natureza humana. É dispensável dizer que a vida prática ultimamente tem me tomado bem mais tempo, é só ver o tempo que passei sem postar por aqui. E não foi por falta
de idéia.
Bom, o cenário é a noite do último domingo, segundo turno. Tinha eu voltado para casa depois de ir às urnas e lá pelas 9 e meia da noite, quando já se tinha certeza (dessa vez absoluta) do resultado da eleição, mudei da Band para assistir o quadro "Ser ou não ser" no Fantástico. O resultado? Uma verdadeira tempestade mental.
Frase: "A indiferença é a banalização do mal".
Perfeita, não?
Eu achei.
E achei, porque ela resume toda a minha indignação com a situação atual.
Vivemos anestesiados, embriagados. Foi-se o tempo em que se dizia "Roubaram você? Que horror!!!!". Hoje se diz "Graças a Deus, pelo menos você está bem". Bem?!?!
E a indiferença vai bem mais além.
Na série, ela citou 3 indiferenças: a da elite pelos excluídos, dos excluídos pela elite, e da elite consigo mesma. Explico:
- Elite pelos excluídos: faz com que as elites enxerguem os excluídos como "coisa" e não como seres humanos. Para mim, essa indiferença ficou implícita (e às vezes, explícita) nas falas de diversos "comentaristas" ao longo da campanha, que insistiam em dizer que o voto do povo estava errado, que o brasileiro é burro e não sabe votar. Tudo isso simplesmente porque
as classes C e D resolveram votar por elas mesmas. E não pelas outras. - Excluídos pela elite: faz com que os pobres vejam a elite como inimigo a ser comabtido e contra o qual se pode fazer tudo, esquecendo-se do fato de que (apesar de tudo) merecem o respeito que deve ser concedido a qualquer ser humano. Esta indiferença justifica, por exemplo, o assassinato para roubar um tênis Nike.
- Elite pela elite: faz com que a elite não queira enxergar a si mesma e queira viver sempre anestesiada. Daí uma venda tão grande de tranqüilizantes entre a classe, por exemplo.
(Esta última indiferença me levou a outra linha de raciocínio: o que há de verdadeiro, ou correto, na anestesia dos sentimentos? Porque sempre dizemos a alguém que chora: "tenha calma", "anime-se" e não permitimos que a dor tenha sua vazão? Lembro um trecho de Cazuza: "você sonhava acordada com um jeito de não sentir dor, prendia o choro...")
O caso é que depois de ver tudo isso tão estampado, fiquei com a sensação de que não estou fazendo nada para mudar. Vivemos numa sociedade injusta e individualista. Não fiquei surpresa ao saber que a solidariedade entre os jovens anda baixa. Não que os jovens não sejam solidários. Eles são. Mas com os semelhantes. O diferente não é semelhante. Logo, semelhantes são só aqueles que compartilham de nosso meio social, de nossas opiniões. A esses eu devo solidariedade. Ao resto, não.
E porque não faço nada? Porque só cuidar de mim mesma já toma tempo demais. E por que tanto tempo dedicado a si?
Porque vivemos numa sociedade individualista e injusta.

