Minha memória é péssima.
Digo, minha memória de curto prazo é péssima.
Todas as tarefas secundárias, telefonemas, recados, coisas a fazer, têm que estar num pedaço de papel, mesmo que minúsculo e quase ilegível. Já dizia o provérbio chinês que a tinta mais fraca é melhor do que a melhor memória. Imagina se comparar com a minha.
O caso é que este problema de memória acaba me trazendo problemas na gestão dos relacionamentos. Acabo perdendo contato com pessoas que são especiais para mim, esqueço de dar pelo menos um telefonema no dia do aniversário e coisas deste tipo.
O Orkut já me ajuda um bocado nisto, mas ainda não é suficiente. Ele não me diz que, na correria do dia-a-dia, estou há 2 semanas sem falar com minha melhor amiga. Também não me permite adicionar comentários sobre as pessoas que conheço, muito úteis na hora de retomar um contato ou refrescar a memória.
O que eu queria era que eu pudesse listar em minha rede social até aquelas pessoas que não fazem parte dela, que estão guardadas na agenda ou na minha maravilhosa memória de longo prazo. E aí eu recebesse alertas dizendo: "já faz 3 meses que você não liga para fulano", "se a data de entrada na faculdade que você informou é correta, sicrano está prestes a se formar" e coisas assim.
Além disto, para aqueles que estivessem cadastrados na rede, eu poderia saber de todos os assuntos pelos quais eles se interessam. E aí, com o auxílio de um minúsculo gadget, quando eu estivesse lendo matéria do interesse de alguém, eu receberia este alerta, e com um clique mandaria aquela notícia, link de vídeo ou foto para aquela pessoa.
Eu quero uma aplicação assim.
Alguém conhece algo parecido?
Alguém se habilita a desenvolver?
:-D
terça-feira, janeiro 29, 2008
quinta-feira, dezembro 06, 2007
alek.setIdade(21);
Em outros tempos, agora eu estaria chegando à maioridade.
Com o novo Código Civil, que já está ficando velho, estou na condição de maior de idade há 3 anos.
Mas chegar a esta idade ainda tenha algo de: "agora estou ficando adulta".
Como é fazer 21?
Bom, sou da teoria, extremamente válida, que não ficamos velhos ou amadurecemos de um dia para outro. Respondendo ao meu pai: "está ficando mais velha hoje, não é?" - "não, pai. Estou ficando mais velha sempre. O dia seis de dezembro é só o ápice".
Com diria Cazuza, "vida louca vida, vida breve...vida imensa..."
Vida que nem sempre te deixa no rumo que você pensou.
Vida que nem sempre te dá a chance de escolher.
Vida que nem sempre é do jeito que você quer.
Mas que também te traz presentes inesperados.
E pessoas com tesouros escondidos.
E força quando você achou que não tinha mais nenhuma.
O que mudei desde a última vez em que reuní amigos e ouvi "Parabéns pra você"? Hmm...um bocado de coisa. Li "Correndo com os Lobos - arquétipos e mitos da mulher selvagem", que agora está na lista dos livros marcantes da minha vida. Recomendo a todos. Com ele aprendi, ou melhor, estou aprendendo, a amar esta vida pulsante que corre pelas minhas veias, meus defeitos, meu corpo, minha natureza. Ganhei, pelo menos, 1 novo amigo. Aprendi, ainda que não totalmente, uma nova linguagem de programação. Mudei de emprego. Expandi meus horizontes com viagens e conversas filosóficas.
Hoje me sinto mais sólida do que há 1 ano atrás. Ainda não sei o que vou fazer definitivamente da vida. Este ano já cogitei ser psicóloga, programadora Java e missionária da ONU. Já quis fazer especialização em Engenharia de Software, graduação de Direito e voltar pra Jornalismo. Decisão? Nenhuma, por enquanto.
Então, você me pergunta: como você pode se sentir sólida se não sabe o que fazer da vida? Respondo: para mim, a questão mais importante é "quem sou eu". Partindo desta resposta, temos o resto. Fiz progressos razoáveis nesta área. Descobrindo o porquê de minhas atitudes, organizando meus conceitos e idéias, ganhando uma capacidade maior de análise das pessoas e das situações.
Percebi, por exemplo, que quando recebo notícias ruins, como foi o caso hoje à noite, não posso seguir simplesmente o conselho de deixar pra lá. Preciso gritar, reclamar, esbravejar, xingar, chorar, fazer o que for preciso. Até me sentir aliviada. Aí é a hora de respirar fundo e pensar em soluções, já com a alma de volta ao prumo.
Parece pouco? Acredite, não é. Saber reconhecer seus ciclos, seus padrões de atitude, seus defeitos, é uma das coisas mais difíceis que um ser humano pode fazer. Faz com que possamos decidir os conselhos que se aplicam a nós e quais não. Se alguém me vir contestando algo, pode simplesmente dizer "ela é 'reclamona', deveria parar com isso e simplesmente arranjar uma solução". E, se eu não me conhecesse, ficaria pensando se realmente não deveria mudar de atitude. Conhecendo-me, sei que este não é o caso.
Enfim, um novo ano começa (segundo alguns, o ano novo começa no aniversário). Desejo minha completa independência (por conseguinte, um trabalho melhor), a definição de um rumo claro na carreira e um amor, por que não? :-D
E vamos em frente, porque daqui pra os fogos do reveillón ainda tem muita água pra rolar.
Com o novo Código Civil, que já está ficando velho, estou na condição de maior de idade há 3 anos.
Mas chegar a esta idade ainda tenha algo de: "agora estou ficando adulta".
Como é fazer 21?
Bom, sou da teoria, extremamente válida, que não ficamos velhos ou amadurecemos de um dia para outro. Respondendo ao meu pai: "está ficando mais velha hoje, não é?" - "não, pai. Estou ficando mais velha sempre. O dia seis de dezembro é só o ápice".
Com diria Cazuza, "vida louca vida, vida breve...vida imensa..."
Vida que nem sempre te deixa no rumo que você pensou.
Vida que nem sempre te dá a chance de escolher.
Vida que nem sempre é do jeito que você quer.
Mas que também te traz presentes inesperados.
E pessoas com tesouros escondidos.
E força quando você achou que não tinha mais nenhuma.
O que mudei desde a última vez em que reuní amigos e ouvi "Parabéns pra você"? Hmm...um bocado de coisa. Li "Correndo com os Lobos - arquétipos e mitos da mulher selvagem", que agora está na lista dos livros marcantes da minha vida. Recomendo a todos. Com ele aprendi, ou melhor, estou aprendendo, a amar esta vida pulsante que corre pelas minhas veias, meus defeitos, meu corpo, minha natureza. Ganhei, pelo menos, 1 novo amigo. Aprendi, ainda que não totalmente, uma nova linguagem de programação. Mudei de emprego. Expandi meus horizontes com viagens e conversas filosóficas.
Hoje me sinto mais sólida do que há 1 ano atrás. Ainda não sei o que vou fazer definitivamente da vida. Este ano já cogitei ser psicóloga, programadora Java e missionária da ONU. Já quis fazer especialização em Engenharia de Software, graduação de Direito e voltar pra Jornalismo. Decisão? Nenhuma, por enquanto.
Então, você me pergunta: como você pode se sentir sólida se não sabe o que fazer da vida? Respondo: para mim, a questão mais importante é "quem sou eu". Partindo desta resposta, temos o resto. Fiz progressos razoáveis nesta área. Descobrindo o porquê de minhas atitudes, organizando meus conceitos e idéias, ganhando uma capacidade maior de análise das pessoas e das situações.
Percebi, por exemplo, que quando recebo notícias ruins, como foi o caso hoje à noite, não posso seguir simplesmente o conselho de deixar pra lá. Preciso gritar, reclamar, esbravejar, xingar, chorar, fazer o que for preciso. Até me sentir aliviada. Aí é a hora de respirar fundo e pensar em soluções, já com a alma de volta ao prumo.
Parece pouco? Acredite, não é. Saber reconhecer seus ciclos, seus padrões de atitude, seus defeitos, é uma das coisas mais difíceis que um ser humano pode fazer. Faz com que possamos decidir os conselhos que se aplicam a nós e quais não. Se alguém me vir contestando algo, pode simplesmente dizer "ela é 'reclamona', deveria parar com isso e simplesmente arranjar uma solução". E, se eu não me conhecesse, ficaria pensando se realmente não deveria mudar de atitude. Conhecendo-me, sei que este não é o caso.
Enfim, um novo ano começa (segundo alguns, o ano novo começa no aniversário). Desejo minha completa independência (por conseguinte, um trabalho melhor), a definição de um rumo claro na carreira e um amor, por que não? :-D
E vamos em frente, porque daqui pra os fogos do reveillón ainda tem muita água pra rolar.
terça-feira, dezembro 04, 2007
vida de informata
É. Parece que o termo informata existe. Eu ia colocar "computeiro", mas pessoas de fora da área poderiam se ofender (sem razão).
Sem parecer bairrista, a maioria esmagadora dos profissionais de Informática (e aí pode colocar de escovador de bit a analista de negócio) é incomum. No melhor sentido do termo. Lidar conosco (porque aí eu me incluo) é tema pra mais de metro de post, quem sabe livro. Por que?
Ora, porque...porque vivemos numa meritocracia.
Ficamos revoltados quando aqueles que sabem menos são premiados.
Passamos horas olhando para uma tela cheia de palavras numa linguagem esquisita.
Viramos madrugada para conseguir fazer algo que parece óbvio e simples para qualquer mortal.
Passamos horas discutindo qual linguagem de programação/SGBD/framework/... é melhor.
Queimamos neurônio tentando traduzir o desejo do usuário em diagramas cheios de elipses e quadrados e círculos.
Testamos loucas teorias para entender porque os pacotes simplesmente não chegam ao destino.
Não vivemos sem fones de ouvido.
A maioria de nós tem um pouco de morcego nos genes: não gostamos de claridade, trabalhamos melhor à noite e detestamos acordar cedo.
Somos muito sinceros.
Não lidamos muito bem com cobranças.
O desafio nos move.
E a cafeína também, óbvio.
Pode ser que eu mude de área.
Mas tenho a sensação de que os momentos mais inusitados (como festa de aniversário regada a truco e coca-cola) eu consegui aqui.
Sem parecer bairrista, a maioria esmagadora dos profissionais de Informática (e aí pode colocar de escovador de bit a analista de negócio) é incomum. No melhor sentido do termo. Lidar conosco (porque aí eu me incluo) é tema pra mais de metro de post, quem sabe livro. Por que?
Ora, porque...porque vivemos numa meritocracia.
Ficamos revoltados quando aqueles que sabem menos são premiados.
Passamos horas olhando para uma tela cheia de palavras numa linguagem esquisita.
Viramos madrugada para conseguir fazer algo que parece óbvio e simples para qualquer mortal.
Passamos horas discutindo qual linguagem de programação/SGBD/framework/... é melhor.
Queimamos neurônio tentando traduzir o desejo do usuário em diagramas cheios de elipses e quadrados e círculos.
Testamos loucas teorias para entender porque os pacotes simplesmente não chegam ao destino.
Não vivemos sem fones de ouvido.
A maioria de nós tem um pouco de morcego nos genes: não gostamos de claridade, trabalhamos melhor à noite e detestamos acordar cedo.
Somos muito sinceros.
Não lidamos muito bem com cobranças.
O desafio nos move.
E a cafeína também, óbvio.
Pode ser que eu mude de área.
Mas tenho a sensação de que os momentos mais inusitados (como festa de aniversário regada a truco e coca-cola) eu consegui aqui.
para descontrair
pensando sobre sucesso, sonho e estereótipos
Qual o limite entre sonho e estereótipo?
Até onde nossos sonhos são estereótipos plantados em nossa mente a cada dia, pela sociedade?
Até onde o seu desejo por conforto e realização profissional faz parte de sua essência?
Até onde a sua idéia de sucesso vem de imposições da cultura onde você vive?
O que é sucesso?
A pergunta deveria ser "onde devo chegar" em vez de "onde quero chegar"?
Como estar sempre aberto a mudanças?
Como saber se devemos abrir mão de desejos há tempos plantados em nossa mente?
Como ter a certeza de que estamos atendendo a uma fome da alma e não apenas a expectativas externas?
Até onde nossos sonhos são estereótipos plantados em nossa mente a cada dia, pela sociedade?
Até onde o seu desejo por conforto e realização profissional faz parte de sua essência?
Até onde a sua idéia de sucesso vem de imposições da cultura onde você vive?
O que é sucesso?
A pergunta deveria ser "onde devo chegar" em vez de "onde quero chegar"?
Como estar sempre aberto a mudanças?
Como saber se devemos abrir mão de desejos há tempos plantados em nossa mente?
Como ter a certeza de que estamos atendendo a uma fome da alma e não apenas a expectativas externas?
sábado, dezembro 01, 2007
Minhas regras e preceitos são simples
Toda pessoa tem um valor. Com todos se pode aprender algo.
Logo, não posso dizer "finjo que Fulano não existe, sou indiferente". Se o dissesse, estaria admitindo que um grande valor humano, mesmo que ainda oculto, não me faria falta.
O ser humano muda.
Às vezes ele muda a essência para depois mudar as atitudes exteriores.
Outras vezes, ele começa mudando as atitudes exteriores e depois percebe que a essência mudou.
Nosso objetivo é nos tornarmos sempre pessoas melhores.
Estamos aqui em processo de lapidação: eliminando defeitos, adquirindo e reforçando qualidades, aprendendo sempre.
O ser humano é capaz de tudo.
A nossa meta deve ser reduzir este "tudo" a um conjunto de ações construtivas.
O erro não é a única forma de aprendizado.
É mais dolorosa.
Além dela, existem a observação do mundo, a atenção aos nossos próprios pensamentos, a análise de como os fatos levam a novos fatos.
Afinal, nem todos os erros precisam ser cometidos.
Somos capazes de aprender qualquer coisa.
A questão é: você quer dedicar seu tempo e esforço a aprender esta coisa.
Quando a genialidade não resolve, ou não é suficiente, vem o esforço para ajudar.
As pessoas normalmente reagem bem à sinceridade.
Uma pergunta feita com sinceridade obtém resposta autêntica.
Uma pergunta feita com ironia, com intenções (mal)disfarçadas, gera antipatia e desconfiança.
Deve-se detestar ações das pessoas.
Deve-se detestar atitudes das pessoas.
Não as pessoas.
Desta maneira, apesar dos pesares, será possível dizer quase que abertamente aquilo que desagrada, sem ofender aquele que a pratica.
Isto é honestidade, autenticidade.
Observadores incautos chamariam de falsidade o sorriso que se dá àqueles que se critica.
Longe disto.
O sorriso e a cordialidade são uma maneira de lidar com um ser humano que ainda tem muito o que aprender. Como todos nós, aliás.
Como poderíamos aprender com quem nos antipatiza?
Como poderíamos ensinar a quem nos antipatiza?
O aprendizado é infinito.
Porque, afinal, quando achamos que encontramos a verdade, descobrimos que ela está um pouco mais além.
Logo, não posso dizer "finjo que Fulano não existe, sou indiferente". Se o dissesse, estaria admitindo que um grande valor humano, mesmo que ainda oculto, não me faria falta.
O ser humano muda.
Às vezes ele muda a essência para depois mudar as atitudes exteriores.
Outras vezes, ele começa mudando as atitudes exteriores e depois percebe que a essência mudou.
Nosso objetivo é nos tornarmos sempre pessoas melhores.
Estamos aqui em processo de lapidação: eliminando defeitos, adquirindo e reforçando qualidades, aprendendo sempre.
O ser humano é capaz de tudo.
A nossa meta deve ser reduzir este "tudo" a um conjunto de ações construtivas.
O erro não é a única forma de aprendizado.
É mais dolorosa.
Além dela, existem a observação do mundo, a atenção aos nossos próprios pensamentos, a análise de como os fatos levam a novos fatos.
Afinal, nem todos os erros precisam ser cometidos.
Somos capazes de aprender qualquer coisa.
A questão é: você quer dedicar seu tempo e esforço a aprender esta coisa.
Quando a genialidade não resolve, ou não é suficiente, vem o esforço para ajudar.
As pessoas normalmente reagem bem à sinceridade.
Uma pergunta feita com sinceridade obtém resposta autêntica.
Uma pergunta feita com ironia, com intenções (mal)disfarçadas, gera antipatia e desconfiança.
Deve-se detestar ações das pessoas.
Deve-se detestar atitudes das pessoas.
Não as pessoas.
Desta maneira, apesar dos pesares, será possível dizer quase que abertamente aquilo que desagrada, sem ofender aquele que a pratica.
Isto é honestidade, autenticidade.
Observadores incautos chamariam de falsidade o sorriso que se dá àqueles que se critica.
Longe disto.
O sorriso e a cordialidade são uma maneira de lidar com um ser humano que ainda tem muito o que aprender. Como todos nós, aliás.
Como poderíamos aprender com quem nos antipatiza?
Como poderíamos ensinar a quem nos antipatiza?
O aprendizado é infinito.
Porque, afinal, quando achamos que encontramos a verdade, descobrimos que ela está um pouco mais além.
Desconstruindo frases feitas
Pensar enlouquece.
Mas de vez em quando chegamos a alguma conclusão.
Eis a minha última.
Não que seja uma conclusão com cara de ponto final.
Tem mais um jeitão de fim de capítulo
Questionamento do dia: A frase "é errando que se aprende" não seria apenas um consolo para lidarmos melhor com a dor causada pelo nosso erro? Uma maneira de dizermos que isto não poderia ser evitado, quando na verdade, poderia? O erro reforça o nosso conhecimento, faz com que reflitamos. A frase não deveria ser "errando se aprende"? A primeira versão dá a entender que só é possivel aprender através do erro, o que não é verdade. Usá-la desta maneira soa como desculpa para justificar nossa vontade de ir contra algo que talvez já fosse senso comum, ou já estivesse marcado na consciência individual como algo indesejado, inadequado, errado. Tentou-se ir contra. E aí, dizemos "é errando que se aprende", quando na verdade, se tivéssemos pensado um pouco, não teríamos errado. Em vez de dizermos "que droga, poderia ter evitado isto...", dizemos como se as coisas não pudessem ter se sucedido de outra maneira. Isto diminui o arrependimento. Este sim, ensina algo. Mas normalmente tentamos fugir dele, partindo da crença que o erro é inevitável.
Hmm...isto leva a:
crença - o erro é inevitável
frase - "é errando que se aprende"
conseqüência - redução da culpa e abreviação ou completa anulação do processo de arrependimento.
crença - o erro é evitável
frase - "errando se aprende"
conseqüência - percepção de que o erro poderia ter sido evitado, culpa por não tê-lo feito se houve a oportunidade de evitar e não o fez, processo de arrependimento completo (arrependimento é diferente de remorso: um constrói, o outro envenena). Este processo de arrependimento é marcante, ainda que seja curto. Gera novas entradas no conjunto de atitudes e reações do ser, que serão lidas e aplicadas em futuras situações semelhantes.
Logo, não é o erro que ensina. É o arrependimento. Mas por ser um processo doloroso tentamos abreviá-lo afirmando simplesmente que não poderíamos tê-lo evitado. O arrependimento só não deve existir quando nos faltava elementos para tomar a decisão correta, onde este elemento pode ser uma informação, uma pessoa ou uma habilidade que ainda não havíamos adquirido. Mas é preciso obter este elemento faltante para não caírmos no mesmo erro novamente.
Erramos para aprender. Mas apenas errar não faz com que aprendamos. Errar é apenas o início de um processo de aprendizado, abreviado precocemente quando há a crença de que nenhum erro poderia ser evitado.
terça-feira, outubro 30, 2007
florbela espanca
"O meu mundo não é como o dos outros,
Quero demais, exijo demais,
Há em mim uma sede de infinito,
Uma angústia constante que nem eu mesma compreendo,
Pois estou longe de ser uma pessimista;
Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada.
Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... Sei lá de quê!"
Desabafo da poetisa portuguesa Florbela Espanca.
Meu também.
E pode ser o seu.
Quero demais, exijo demais,
Há em mim uma sede de infinito,
Uma angústia constante que nem eu mesma compreendo,
Pois estou longe de ser uma pessimista;
Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada.
Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... Sei lá de quê!"
Desabafo da poetisa portuguesa Florbela Espanca.
Meu também.
E pode ser o seu.
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domingo, outubro 28, 2007
post musical
Música faz parte de mim.
Se feliz ou em crise, não importa: ela está sempre presente.
Abaixo, um texto construído com versos das canções que me acompanham de uns tempos pra cá. Juntas, elas esboçam um quebra-cabeça sobre de onde vim, e para onde talvez eu vá.
Tem de tudo: Vienna Teng, Loreena McKennit, Capital Inicial. Até Sandy & Junior.
O autor pouco importa.
O que fica é a mensagem.
Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui.
Às vezes me olho no espelho e já nem sei mais quem sou. Havia, e ainda há, um medo e a timidez. Todo um lado que poucos viram e vêem.
Tive que abrir os olhos.
O difícil é que não consigo mais fechar e assim, assisto em silêncio até aquilo que eu não quero enxergar.
Ainda vejo o mundo com os olhos de criança, que só quer brincar e não tanta responsabilidade. E aí me forço a lembrar que é preciso muita força para sonhar e perceber que, apesar do que parece, a estrada vai além do que se vê.
Houve momentos em que todos os meus livros ficaram esquecidos, inúteis, porque só me mostravam como perder meu caminho.
Quis que alguém me dissesse "não vai ser sempre assim tão difícil".
Pensei: "Eu não posso mais ficar entre eles. Poderia passar toda a minha vida aqui, mas nunca estaria satisfeita."
Às vezes a solidão foi tão grande que me senti incompleta e repetia para o desconhecido: "não sou nada sem você. E para completar, não sei quem você é". Depois, decidi: a noite é minha companhia e a solidão, minha guia.
Cada manhã é mais um pedaço do meu caminho. Meu destino não é de ninguém e eu não deixo meus passos no chão. Sempre em frente, sempre tentando encontrar um mundo honesto, encontrar a verdade escravizada.
Muitas vezes sonhei acordada com um jeito de não sentir dor, prendi o choro. Hoje tento compreender e aceitar que a vida é uma sinfonia doce e amarga, que sou milhares de pessoas de um dia para o outro. E o melhor: que posso mudar.
Convenci-me que seria mais fácil fugir, substituindo essa dor por algo errado. Convenci-me de que seria mais fácil correr para longe do que encarar toda essa dor aqui, sozinha...lembrando da escuridão do meu passado, lembrando memórias que eu queria jamais contar.
Vou amando, me frustrando e sobrevivendo por um fio.
Mas estou aqui.
Sem desistir.
a volta daquela que tinha dado um tempo
Muito tempo sem escrever.
Sem escrever aqui, que se deixe claro.
Porque fora daqui, têm sido longos os textos.
Criados entre lágrimas e sorrisos. Jamais mostrados para alguém.
Conversas entre mim e eu mesma.
Fruto da eterna busca por respostas e alguma certeza.
A palavra que resume todo este intervalo de tempo é crise.
Crise que precede as mudanças.
Crise que acompanha as mudanças.
Crise que fica depois que as mudanças acontecem.
O que está mudando?
Eu.
O mundo.
Tudo.
Se já cheguei a algum resultado?
Digamos que sim.
Mas não são conclusivos.
(Haverá conclusão algum dia?)
Se eu poderia evitar tudo isto?
Digamos que sim.
Mas não quero.
Porque se o fizer continuarei resumida.
Confinada entre as quatro paredes que as circunstâncias construíram para mim.
Se está perto do fim?
Digamos que não.
Às vezes creio que o término nunca chegará.
Se estou feliz?
Hum...o que é estar feliz?
Se sou feliz?
Sim.
Felicidade que nem sempre se expressa através de sorrisos.
Mas que nunca vai completamente embora.
Ainda bem.
Sem escrever aqui, que se deixe claro.
Porque fora daqui, têm sido longos os textos.
Criados entre lágrimas e sorrisos. Jamais mostrados para alguém.
Conversas entre mim e eu mesma.
Fruto da eterna busca por respostas e alguma certeza.
A palavra que resume todo este intervalo de tempo é crise.
Crise que precede as mudanças.
Crise que acompanha as mudanças.
Crise que fica depois que as mudanças acontecem.
O que está mudando?
Eu.
O mundo.
Tudo.
Se já cheguei a algum resultado?
Digamos que sim.
Mas não são conclusivos.
(Haverá conclusão algum dia?)
Se eu poderia evitar tudo isto?
Digamos que sim.
Mas não quero.
Porque se o fizer continuarei resumida.
Confinada entre as quatro paredes que as circunstâncias construíram para mim.
Se está perto do fim?
Digamos que não.
Às vezes creio que o término nunca chegará.
Se estou feliz?
Hum...o que é estar feliz?
Se sou feliz?
Sim.
Felicidade que nem sempre se expressa através de sorrisos.
Mas que nunca vai completamente embora.
Ainda bem.
quinta-feira, março 22, 2007
Freak on a leash
"Something takes a part of me.
Something lost and never seen.
Everytime I start to believe,
something's raped and taken from me... from me.
Life's got to always be messing with me. (You wanna see the light)
Can't they chill and let me be free? (So do I)
Can't I take away all this pain. (You wanna see the light)
I try to every night, all in vain... in vain.
Sometimes I cannot take this place.
Sometimes it's my life I can't taste.
Sometimes I cannot feel my face.
(...)
Feeling like a freak on a leash"
Korn
Para quem gosta de rock, veja: Jovens talentos & heavy metal
Um retrocesso
Há muito tempo eu não me sentia daquela maneira.
Foi como voltar à 6º série, 1º ano, alguns momentos do 3º.
Vejo o quanto minha estabilidade é superficial.
Quase um verniz.
Continuo a mesma.
Dizem que o oposto do amor não é o ódio: é a indiferença.
Eu concordo.
E o fato foi tão pequeno.
Tão pequeno se comparado a tanto que aconteceu e que teria piores conseqüências.
Mas dizem que os piores venenos estão nos menores frascos.
As maiores dores estão nos menores fatos.
E doeu.
A ignorância é uma benção.
Saber que machucamos as pessoas todos os dias, de maneira profunda, sem que sequer notemos é ganhar uma carga de responsabilidade imensa.
É ter que prestar atenção em cada ser humano como se cada um deles fosse um universo incrivelmente delicado.
Mas não é isso que somos?
Ossos e carne.
E sentimentos frágeis.
Foi como voltar à 6º série, 1º ano, alguns momentos do 3º.
Vejo o quanto minha estabilidade é superficial.
Quase um verniz.
Continuo a mesma.
Dizem que o oposto do amor não é o ódio: é a indiferença.
Eu concordo.
E o fato foi tão pequeno.
Tão pequeno se comparado a tanto que aconteceu e que teria piores conseqüências.
Mas dizem que os piores venenos estão nos menores frascos.
As maiores dores estão nos menores fatos.
E doeu.
A ignorância é uma benção.
Saber que machucamos as pessoas todos os dias, de maneira profunda, sem que sequer notemos é ganhar uma carga de responsabilidade imensa.
É ter que prestar atenção em cada ser humano como se cada um deles fosse um universo incrivelmente delicado.
Mas não é isso que somos?
Ossos e carne.
E sentimentos frágeis.
A felicidade nos torna egoístas,
nos deixa auto-suficientes,
nos deixa auto-centrados.
Esquecemos de quem está do lado,
esquecemos de ver quem precisa de ajuda,
esquecemos que sempre que houver alguém sorrindo, haverá alguém querendo chorar.
O mundo fica cor-de-rosa.
Parece que nessa hora a felicidade é obrigação de todos.
E quem não está cumprindo, é irresponsável e simplesmente não merece ajuda.
Lição que vi.
Lição que muitas vezes não cumpri.
Lição que não mais quero esquecer.
nos deixa auto-suficientes,
nos deixa auto-centrados.
Esquecemos de quem está do lado,
esquecemos de ver quem precisa de ajuda,
esquecemos que sempre que houver alguém sorrindo, haverá alguém querendo chorar.
O mundo fica cor-de-rosa.
Parece que nessa hora a felicidade é obrigação de todos.
E quem não está cumprindo, é irresponsável e simplesmente não merece ajuda.
Lição que vi.
Lição que muitas vezes não cumpri.
Lição que não mais quero esquecer.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Resumo dos últimos dias
Grande instabilidade sentimental.
Questionamentos sobre destino, desígnios de Deus, injustiças...
Olhos ardendo e lacrimejando: óculos perdidos.
Aniversário da Bibi, cujo post de aniversário, o Blogger me impediu de publicar.
Já li sobre competição e globalização.
Pesquisei sobre mapas astrais.
Revoltei-me enquanto lia Novae.
Agora investigando a carreira de coaching: a promessa é boa, mas gostaria de informações menos propagandísticas.
Espirrando loucamente: maldita mudança climática brusca.
Ouvindo músicas melosas: "Have you ever really loved a woman", "Anytime", "Love by grace".
Há uma profusão de pensamentos e planos borbulhando.
Quando algum deles ganhar consistência, divulgo.
É que eu li em algum canto, nas minhas andanças virtuais, que compartilhar planos não é bom: divide a imaginação ao meio e a imaginação é muito importante e poderosa para realização de desejos.
Se é assim, sou quase a Mulher-maravilha: ô cabecinha prodigiosa...
Questionamentos sobre destino, desígnios de Deus, injustiças...
Olhos ardendo e lacrimejando: óculos perdidos.
Aniversário da Bibi, cujo post de aniversário, o Blogger me impediu de publicar.
Já li sobre competição e globalização.
Pesquisei sobre mapas astrais.
Revoltei-me enquanto lia Novae.
Agora investigando a carreira de coaching: a promessa é boa, mas gostaria de informações menos propagandísticas.
Espirrando loucamente: maldita mudança climática brusca.
Ouvindo músicas melosas: "Have you ever really loved a woman", "Anytime", "Love by grace".
Há uma profusão de pensamentos e planos borbulhando.
Quando algum deles ganhar consistência, divulgo.
É que eu li em algum canto, nas minhas andanças virtuais, que compartilhar planos não é bom: divide a imaginação ao meio e a imaginação é muito importante e poderosa para realização de desejos.
Se é assim, sou quase a Mulher-maravilha: ô cabecinha prodigiosa...
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
É pique, é pique, RÁ-TIM-BUM!
Iêba!
Hoje a festa é familiar. Dia em que a seguinte criatura fica um pouquinho mais velha:
Hoje a festa é familiar. Dia em que a seguinte criatura fica um pouquinho mais velha:
- Gustavo: nascido Luis Gustavo, hoje já quase não se sabe do Luis. Caçula.
Como tal, chato, pegajoso, pentelho. Fala pelos cotovelos. Está se achando o máximo desde que começou Eletrotécnica. Sai resmungando coisas como "o eletroduto pode ser reaproveitado", "o metro é décima milionésima parte de sei-lá-o-quê". Seus métodos de irritar consistem em abraçar alguém quando este alguém está furioso, cantar "doméstica" (tayrone, o cigano - argh!!!!), dizer "sabia que eu te amo" depois de ter levado um sermão. Palhaço. Gosta de rock. Torce pelo Vasco. Adora uma combinação estranha: café, açúcar, adoçante, leite (normal), leite (em pó). E ainda dizem que se parece comigo. Eu, hein?!
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É pique é pique é hora RÁ-TIM-BUM
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Sinais? Ou "viagens"?
Em vez de dormir, como faço todo dia no caminho para o trabalho, hoje vim testemunhando a felicidade de um colega: depois de muito batalhar, ele conseguiu ótima colocação num novo emprego, com muitas ferramentas e reconhecimento, ao contrário do antigo.
Eu, ao chegar, recebo cobrança por algo que eu não teria a mínima condição de fazer.
Isto é um sinal?
Am I in the right way?
Eu, ao chegar, recebo cobrança por algo que eu não teria a mínima condição de fazer.
Isto é um sinal?
Am I in the right way?
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