Nos últimos dias, tantas coisas...
Gargalhei...
Chorei...
Quis matar...
Quis morrer...
depois achei que tudo não passava de besteira e voltei ao normal.
Fiz boa ação.
E má ação também...droga...a gente supera...
Conversas longas...
Estudos longos também...
Direitos, Data Warehouse, Psicologia...
Encontrei gente boa...
Reencontrei gente boa...
Músicas...
Coldplay, Teatro Mágico, Raul Seixas...
Uma pausa nas crises existenciais..
Algum tempo dedicado às questões da vida prática...
E agora perto do dia que pode ser o mais importante da minha vida.
Até agora, claro...
Misto de ansiedade, medo, expectativa, tensão...
(Praticamente uma noiva...)
Bons fluidos..
Pensamentos positivos...
E venha o que vier!
terça-feira, setembro 09, 2008
quinta-feira, junho 12, 2008
SPOOOOOOOOOOOOOOOORT!
Não sou fã de futebol.
Mas sou nordestina!
E pernambucana!!
E torcedora do Sport!!!!
Viva o Leãaaaaaaoo!!!!
Detalhe para o comentário insistente: "O gramado não ajuda..." Ora pois: o Sport tem mais de 70% da posse de bola e a culpa é do gramado!!!!!
Sou mais o comentário do Carlinhos Bala: "O Corinthians não veio pra jogar: veio aqui pra bater"
E nós batemos eles!!!!! =D
sábado, maio 31, 2008
De Arnaldo Jabor:
"De um lado, São Paulo e a complexa experiência de Estado industrializado, rico e privatista. De outro, a voz dos grotões, onde o estado ainda é o provedor dos vassalos famintos".
Não preciso explicar porque não suporto esse cara.
E também não preciso dizer que o Jornal Nacional de quarta-feira fez parecer que a CSS (reencarnação da CPMF) é o fim do mundo. Com direito a texto ensaiado na abertura e tudo. Como se os preços tivessem baixado com o fim da CPMF. Como se a maioria do povo brasileiro pagasse CPMF. E o cúmulo é ouvir o presidente da FIESP (que com certeza não vive de salário) inventar trocadilhos com o nome do imposto. Queria ver se fosse da empresa dele que tirassem 40 bilhões de reais, como é que ele ficaria. Falar que é preciso reduzir os gastos é moleza...
Não, não comemorei o fim da CPMF...pelo contrário, fiquei revoltada como nunca, por ver comentários absolutamente políticos e desconexos da realidade na hora de justificar o voto pelo fim do imposto.
Não vejo ninguém querendo reduzir ICMS, por exemplo...Por que será?
"De um lado, São Paulo e a complexa experiência de Estado industrializado, rico e privatista. De outro, a voz dos grotões, onde o estado ainda é o provedor dos vassalos famintos".
Não preciso explicar porque não suporto esse cara.
E também não preciso dizer que o Jornal Nacional de quarta-feira fez parecer que a CSS (reencarnação da CPMF) é o fim do mundo. Com direito a texto ensaiado na abertura e tudo. Como se os preços tivessem baixado com o fim da CPMF. Como se a maioria do povo brasileiro pagasse CPMF. E o cúmulo é ouvir o presidente da FIESP (que com certeza não vive de salário) inventar trocadilhos com o nome do imposto. Queria ver se fosse da empresa dele que tirassem 40 bilhões de reais, como é que ele ficaria. Falar que é preciso reduzir os gastos é moleza...
Não, não comemorei o fim da CPMF...pelo contrário, fiquei revoltada como nunca, por ver comentários absolutamente políticos e desconexos da realidade na hora de justificar o voto pelo fim do imposto.
Não vejo ninguém querendo reduzir ICMS, por exemplo...Por que será?
sexta-feira, maio 02, 2008
tori amos
"...So you found a girl
Who thinks really deep thougts
What's so amazing about really deep thoughts
Boy you best praya that I bleed real soon
How's that thought for you
I said sometimes I hear my voice
And it's been here
Silent all these years
Years go by
Will I still be waiting
For somebody else to understand?
Years go by
If I'm stripped of my beauty
And the orange clouds raining in my hand
Years go by
Will I choke on my tears
'Til finally there is nothing left?"
Silent All These Years
Who thinks really deep thougts
What's so amazing about really deep thoughts
Boy you best praya that I bleed real soon
How's that thought for you
I said sometimes I hear my voice
And it's been here
Silent all these years
Years go by
Will I still be waiting
For somebody else to understand?
Years go by
If I'm stripped of my beauty
And the orange clouds raining in my hand
Years go by
Will I choke on my tears
'Til finally there is nothing left?"
Silent All These Years
desabafo + ou - político
<>
Não é do meu feitio escrever sobre convicções políticas. Até porque, assim como religião e futebol, é um assunto de consenso impossível. Mas depois de receber o enésimo email sobre o fato de o nosso atual presidente não possuir formação acadêmica, a paciência esgotou.
As pessoas têm a péssima mania de não refletir sobre as convicções que estão por trás de brincadeiras "inocentes". Já recebi piadas de todos os tipos. As mais inocentes se referem a erros de concordância (freqüentes nos discursos presidenciais) ou frases inusitadas, cheias das expressões populares que tantas vezes utilizamos. As piores tentam associar a (falta de) qualidade de nossa educação à formação do presidente. Já vi o nome do Lula ser utilizado até por profissional com doutorado que não consegue emprego ("ah, não consigo emprego, mas o que se pode esperar num país em que o presidente é analfabeto"). Não podia esperar silogismo pior.
Quando as pessoas fazem piada/comentário deste último tipo estão dizendo, ocultamente que a educação formal é o mais importante, que a vida, as experiências e dificuldades não substituem um diploma e que o sucesso alcançado por quem não seguiu o caminho tradicional de formação é inválido. E até errado, vergonhoso, etc. Engraçado como muitos falam isso sem acreditarem de verdade. Se não acreditam, porque continuam propagando este tipo de coisa? Não, isto não é besteira.
Para começo de conversa, normalmente as pessoas que não têm grande educação formal são as que mais a valorizam. Nessa valorização tem muito de intenção concreta (conseguir um bom emprego, um salário digno, etc), mas também de muito daquele desejo que nos acomete quando vemos algo que não tivemos. Então, nada mais idiota do que achar que o presidente não valorizaria a educação. Em boa gíria: "Fala séééério!".
Quanto a não ser capacitado para governar um país, eu pergunto: um diploma, seja de graduação, mestrado, doutorado, pós-doc, capacita um cidadão a ser presidente? Você, que com certeza já tem algum diploma na mão, se sente preparado para ser presidente? Ou mesmo vereador? Será que esta crítica não é um pouco de: "sou muito melhor que ele e não estou onde ele está"? Se a resposta é sim, é hora de se inspirar no Fiat Palio e rever seus conceitos =)
A educação formal é importante, não há o que de discutir quanto a este ponto. Mas ela não substitui outras qualidades, estas difíceis de se obter: habilidade de negociação, relacionamento, perseverança (perder 3 eleições é dureza...) e outras tantas. Lula possui estas características. Se não tivesse, não teria conseguido ajudar a mudar o rumo da organização sindical do país, representando 100 mil metalúrgicos em negociações com empregadores.
Os erros que ele cometeu, as inúmeras "crises" (algumas reais, outras nem tanto) podem ser atribuídos a diversos motivos: desconhecimento, maus assessores, até desonestidade. Mas nunca a sua falta de uma graduação. Se assim fosse, o presidente anterior (sociólogo, com honoris causa da Universidade de Coimbra) teria uma conduta impecável. Quem tem alguma memória bem sabe que não foi exatamente assim...
Então não venham me dizer que a situação atual é culpa do presidente atual. E também não venham me dizer que ele é um analfabeto incapaz. Se fosse assim não teria chegado onde chegou. O que não se quer enxergar é que algumas pessoas possuem características preciosas, que estão acima de qualquer banco de escola ou de universidade. O que não se engole é que uma pessoa possa obter sucesso sem seguir o padrão da sociedade. O que não se engole é que um discurso presidencial possa ser entendido por pessoas humildes e despertar risos na platéia. É simples? É rude? É cru? Sim, é. E daí?
Ver um cara humilde chegar no mais alto emprego público do país têm efeitos diversos sobre as pessoas. Noto que pra uma pessoa humilde, mas com auto-estima elevada, isto tem efeito estimulante. Se a auto-estima, a visão de si mesmo for negativa, vemos resistência. Talvez porque deixe muito claro que não é o diploma que diferencia o sucesso ou insucesso.
Não vejo como o fim da educação o presidente que temos. Pelo contrário: é um indício de que nossa educação precisa melhorar muito, para chegar no ponto em que nossos acadêmicos tenham o brilhantismo de comunicação, persistência e conciliação que ele tem.
Mas aí eu me penso que talvez não seja preciso criar novas escolas ou faculdades. Porque já existem professoras para estas matérias.
São a d. Dificuldade e a d. Vida.
< / modo conciliador e tranquilo ON>
Não é do meu feitio escrever sobre convicções políticas. Até porque, assim como religião e futebol, é um assunto de consenso impossível. Mas depois de receber o enésimo email sobre o fato de o nosso atual presidente não possuir formação acadêmica, a paciência esgotou.
As pessoas têm a péssima mania de não refletir sobre as convicções que estão por trás de brincadeiras "inocentes". Já recebi piadas de todos os tipos. As mais inocentes se referem a erros de concordância (freqüentes nos discursos presidenciais) ou frases inusitadas, cheias das expressões populares que tantas vezes utilizamos. As piores tentam associar a (falta de) qualidade de nossa educação à formação do presidente. Já vi o nome do Lula ser utilizado até por profissional com doutorado que não consegue emprego ("ah, não consigo emprego, mas o que se pode esperar num país em que o presidente é analfabeto"). Não podia esperar silogismo pior.
Quando as pessoas fazem piada/comentário deste último tipo estão dizendo, ocultamente que a educação formal é o mais importante, que a vida, as experiências e dificuldades não substituem um diploma e que o sucesso alcançado por quem não seguiu o caminho tradicional de formação é inválido. E até errado, vergonhoso, etc. Engraçado como muitos falam isso sem acreditarem de verdade. Se não acreditam, porque continuam propagando este tipo de coisa? Não, isto não é besteira.
Para começo de conversa, normalmente as pessoas que não têm grande educação formal são as que mais a valorizam. Nessa valorização tem muito de intenção concreta (conseguir um bom emprego, um salário digno, etc), mas também de muito daquele desejo que nos acomete quando vemos algo que não tivemos. Então, nada mais idiota do que achar que o presidente não valorizaria a educação. Em boa gíria: "Fala séééério!".
Quanto a não ser capacitado para governar um país, eu pergunto: um diploma, seja de graduação, mestrado, doutorado, pós-doc, capacita um cidadão a ser presidente? Você, que com certeza já tem algum diploma na mão, se sente preparado para ser presidente? Ou mesmo vereador? Será que esta crítica não é um pouco de: "sou muito melhor que ele e não estou onde ele está"? Se a resposta é sim, é hora de se inspirar no Fiat Palio e rever seus conceitos =)
A educação formal é importante, não há o que de discutir quanto a este ponto. Mas ela não substitui outras qualidades, estas difíceis de se obter: habilidade de negociação, relacionamento, perseverança (perder 3 eleições é dureza...) e outras tantas. Lula possui estas características. Se não tivesse, não teria conseguido ajudar a mudar o rumo da organização sindical do país, representando 100 mil metalúrgicos em negociações com empregadores.
Os erros que ele cometeu, as inúmeras "crises" (algumas reais, outras nem tanto) podem ser atribuídos a diversos motivos: desconhecimento, maus assessores, até desonestidade. Mas nunca a sua falta de uma graduação. Se assim fosse, o presidente anterior (sociólogo, com honoris causa da Universidade de Coimbra) teria uma conduta impecável. Quem tem alguma memória bem sabe que não foi exatamente assim...
Então não venham me dizer que a situação atual é culpa do presidente atual. E também não venham me dizer que ele é um analfabeto incapaz. Se fosse assim não teria chegado onde chegou. O que não se quer enxergar é que algumas pessoas possuem características preciosas, que estão acima de qualquer banco de escola ou de universidade. O que não se engole é que uma pessoa possa obter sucesso sem seguir o padrão da sociedade. O que não se engole é que um discurso presidencial possa ser entendido por pessoas humildes e despertar risos na platéia. É simples? É rude? É cru? Sim, é. E daí?
Ver um cara humilde chegar no mais alto emprego público do país têm efeitos diversos sobre as pessoas. Noto que pra uma pessoa humilde, mas com auto-estima elevada, isto tem efeito estimulante. Se a auto-estima, a visão de si mesmo for negativa, vemos resistência. Talvez porque deixe muito claro que não é o diploma que diferencia o sucesso ou insucesso.
Não vejo como o fim da educação o presidente que temos. Pelo contrário: é um indício de que nossa educação precisa melhorar muito, para chegar no ponto em que nossos acadêmicos tenham o brilhantismo de comunicação, persistência e conciliação que ele tem.
Mas aí eu me penso que talvez não seja preciso criar novas escolas ou faculdades. Porque já existem professoras para estas matérias.
São a d. Dificuldade e a d. Vida.
domingo, abril 27, 2008
responda rápido
Quantos sagitarianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Resposta: O sol está brilhando, está cedo, nós temos a vida inteira pela frente, e você está preocupado em trocar uma lâmpada estúpida?
É..essa sou eu =)
Resposta: O sol está brilhando, está cedo, nós temos a vida inteira pela frente, e você está preocupado em trocar uma lâmpada estúpida?
É..essa sou eu =)
necessidade
A sósingularidade traz dias bons e ruins.
Não tive um dia bom.
Preciso de um pouco de flaneûr...
Não tive um dia bom.
Preciso de um pouco de flaneûr...
sábado, abril 26, 2008
você é humano?
(Daqui a pouco nem os humanos vão conseguir resolver os captchas...)
captchas - testes para diferenciar humanos de computadores. Freqüentemente utilizados em salas de bate-papo, formulários de cadastro ou de download. Mais sobre captchas
segunda-feira, abril 21, 2008
fractais da realidade
No final das contas, todos os conflitos, guerras, discussões, acabam versando sobre os mesmos pontos. Afinal, somos todos humanos e lá no cerne da questão, estão as perguntas básicas, estudadas desde o início do pensamento: "o que é a verdade?", "o que é o certo e o errado?", "qual é a natureza do homem?". No final das contas, estamos sempre em busca de alimento, proteção, segurança, companhia.
Num tempo de ócio produtivo ontem, me veio o pensamento de que todas as situações cotidianas que vivemos são pedaços de fractal. Explico: meu conhecimento sobre o assunto tende a zero, mas o que me fez associar foi o fato de que os fractais, ainda que em minúsculas frações, conservam em cada unidade a representação idêntica do corpo original.
Em cada atitude está presente toda a nossa complexidade. Não percebemos que em conversas cotidianas estamos confrontando visões de mundo, questões complexas. Quando dizemos: "ah, isto é absolutamente errado" e outro responde: "não, isto é correto segundo a cultura dele(a)" parece que estamos a debater meras opiniões. Na verdade, estamos falando sobre relativismo cultural, assunto que embora seja quase sempre colocado como verdade pelo senso comum (e defendido por pessoas esclarecidas) está longe de ser ponto pacífico no meio das Ciências Sociais.
O caso é que para adquirir conhecimento e exercitar a reflexão não é preciso ir aos grandes conflitos da História. Na discussão com seu vizinho estão os mesmos ingredientes que compuseram aqueles conflitos. Em menor escala, claro. Para ser maduro, não é preciso passar por experiências terríveis. A base do amor romântico pode ser aprendida com a amizade. A naturalidade pode ser aprendida observando a natureza. A conciliação pode ser aprendida em discussões com a família. É claro que este será um conhecimento prévio, mas absolutamente valioso. Quantos de nós passam a vida ansiando por experiências incríveis, sem nos prepararmos para elas, quando as lições já poderiam ter sido aprendidas no dia-a-dia?
Nossa tendência é achar que os princípios só se aplicam aos grandes problemas. É fácil dizer que todas as pessoas são boas. Também é fácil dizer que "fulano não me faz falta, não me faz diferença". Difícil é perceber a gigantesca contradição entre as duas frases. Fácil é dizer que não julgamos pela aparência. Difícil é procurar explicações positivas ou neutras para uma atitude que nos prejudicou.
Para aprender, basta termos olhos atentos, mentes questionadoras e uma sede insaciável por conhecimento. Não acreditar na primeira idéia, não procurar "a minha" verdade, martelar cada pensamento e não achar que estamos construindo o conhecimento do zero: na maioria das vezes, o caminho é se apoiar no ombro de gigantes. Dos verdadeiros gigantes.
Num tempo de ócio produtivo ontem, me veio o pensamento de que todas as situações cotidianas que vivemos são pedaços de fractal. Explico: meu conhecimento sobre o assunto tende a zero, mas o que me fez associar foi o fato de que os fractais, ainda que em minúsculas frações, conservam em cada unidade a representação idêntica do corpo original.
Em cada atitude está presente toda a nossa complexidade. Não percebemos que em conversas cotidianas estamos confrontando visões de mundo, questões complexas. Quando dizemos: "ah, isto é absolutamente errado" e outro responde: "não, isto é correto segundo a cultura dele(a)" parece que estamos a debater meras opiniões. Na verdade, estamos falando sobre relativismo cultural, assunto que embora seja quase sempre colocado como verdade pelo senso comum (e defendido por pessoas esclarecidas) está longe de ser ponto pacífico no meio das Ciências Sociais.
O caso é que para adquirir conhecimento e exercitar a reflexão não é preciso ir aos grandes conflitos da História. Na discussão com seu vizinho estão os mesmos ingredientes que compuseram aqueles conflitos. Em menor escala, claro. Para ser maduro, não é preciso passar por experiências terríveis. A base do amor romântico pode ser aprendida com a amizade. A naturalidade pode ser aprendida observando a natureza. A conciliação pode ser aprendida em discussões com a família. É claro que este será um conhecimento prévio, mas absolutamente valioso. Quantos de nós passam a vida ansiando por experiências incríveis, sem nos prepararmos para elas, quando as lições já poderiam ter sido aprendidas no dia-a-dia?
Nossa tendência é achar que os princípios só se aplicam aos grandes problemas. É fácil dizer que todas as pessoas são boas. Também é fácil dizer que "fulano não me faz falta, não me faz diferença". Difícil é perceber a gigantesca contradição entre as duas frases. Fácil é dizer que não julgamos pela aparência. Difícil é procurar explicações positivas ou neutras para uma atitude que nos prejudicou.
Para aprender, basta termos olhos atentos, mentes questionadoras e uma sede insaciável por conhecimento. Não acreditar na primeira idéia, não procurar "a minha" verdade, martelar cada pensamento e não achar que estamos construindo o conhecimento do zero: na maioria das vezes, o caminho é se apoiar no ombro de gigantes. Dos verdadeiros gigantes.
verdade absoluta
Sabe porque não acredito que tudo é relativo? Porque nossa tendência é pensar que a verdade absoluta é uma frase sem exceções, do tipo "Matar é errado". Mas isto não é correto. A verdade absoluta é composta da declaração geral e de todos os seus aperfeiçoamentos, as suas ressalvas, as suas exceções. E aí ela se torna absoluta.
A nossa tarefa é fazer esta lapidação.
A nossa tarefa é fazer esta lapidação.
resumo de viagem
Fiz trancinha.
Gravei a harmonia na pele.
Coloquei tornozeleira.
Já que não como camarão, me tornei um.
Dancei ao som da batucada.
Troquei a fitinha.
(re)Descobri a minha área do coração.
Tive noites surreais.
E atitudes surreais também.
Conversei até altas horas.
Chorei, ri, gritei, me exaltei.
Andei, andei, andei.
E quando já estava cansada, andei mais um pouco.
Dormir? A gente dorme em casa =)
Gravei a harmonia na pele.
Coloquei tornozeleira.
Já que não como camarão, me tornei um.
Dancei ao som da batucada.
Troquei a fitinha.
(re)Descobri a minha área do coração.
Tive noites surreais.
E atitudes surreais também.
Conversei até altas horas.
Chorei, ri, gritei, me exaltei.
Andei, andei, andei.
E quando já estava cansada, andei mais um pouco.
Dormir? A gente dorme em casa =)
sábado, março 22, 2008
frase solta
Uma frase solta, surgida do nada.
Que trouxe no seu ponto final um pedido irresistível de continuação.
A chuva não cessava.
E mesmo que o fizesse não traria diferença: as coisas não seriam as mesmas. Nunca mais.
Estranho que este pensamento só tenha lhe ocorrido agora: enquanto ouve a água que teima em correr pelo telhado, enquanto se encolhe no sofá para escapar do frio, enquanto tenta pôr em ordem os cacos que restaram da devastação de sua vida.
O sol faz com que se caminhe sem pensar.
A falta dele obriga a refletir. Mas que triste: não há conclusões.
Amanhã é um novo dia. Um presente, diriam alguns.
Presentes inúteis para uma velha criatura, que já não fica feliz em abrir os olhos e ver que continua no mesmo lugar.
No mesmo mundo.
Sempre.
Ainda.
terça-feira, março 04, 2008
segunda-feira, março 03, 2008
poeta anônimo do Malawi
Eu tinha fome e vocês fundaram um clube humanitário
para discutir a minha fome.
Agradeço-lhes.
Eu estava na prisão
e vocês foram à igreja
rezar pela minha libertação.
Agradeço-lhes.
Eu estava nu
e vocês examinaram seriamente
as conseqüências de minha nudez.
Agradeço-lhes.
Eu estava doente
e vocês se ajoelharam
e agradeceram a Deus o dom da saúde.
Agradeço-lhes.
Eu não tinha casa
e vocês pregaram sobre o amor de Deus.
Vocês pareciam tão piedosos,
tão perto de Deus!
Mas eu continuo com fome
continuo só, nu, doente,
prisioneiro.
E tenho frio,
sem casa.
para discutir a minha fome.
Agradeço-lhes.
Eu estava na prisão
e vocês foram à igreja
rezar pela minha libertação.
Agradeço-lhes.
Eu estava nu
e vocês examinaram seriamente
as conseqüências de minha nudez.
Agradeço-lhes.
Eu estava doente
e vocês se ajoelharam
e agradeceram a Deus o dom da saúde.
Agradeço-lhes.
Eu não tinha casa
e vocês pregaram sobre o amor de Deus.
Vocês pareciam tão piedosos,
tão perto de Deus!
Mas eu continuo com fome
continuo só, nu, doente,
prisioneiro.
E tenho frio,
sem casa.
domingo, março 02, 2008
problemas
Maldita seja Lady Murphy! Se algo pode dar errado, acredite: vai dar!
Estava eu, feliz por ter feito pequenas e necessárias alterações no blog, me preparando para ir dormir quando tenho a infeliz idéia de adicionar uma nova barra de busca. O Blogger me sugere experimentar seu novo editor de layout. Aceito.
Resultado: estragou o layout do blog!!!!
E ainda por cima, não me ofereceu o indispensável botão "redo" para voltar à configuração anterior.
De maneira que a barra de título está sendo cortada, as cores dos links estão mudadas e se no Firefox a situação está ruim, no Internet Explorer (como sempre) está ainda pior.
É tarde demais para editar CSS.
Vou dormir.
Se me der a louca, amanhã mudo de vez esse layout...
(consciência para alek: "maldita preguiça essa sua - não poderia simplesmente adicionar essa barra na mão? Tinha que usar editor bonitinho mas ordinário?!?!? De que valeram as aulas de programação web??? Bem feito!!!")
Estava eu, feliz por ter feito pequenas e necessárias alterações no blog, me preparando para ir dormir quando tenho a infeliz idéia de adicionar uma nova barra de busca. O Blogger me sugere experimentar seu novo editor de layout. Aceito.
Resultado: estragou o layout do blog!!!!
E ainda por cima, não me ofereceu o indispensável botão "redo" para voltar à configuração anterior.
De maneira que a barra de título está sendo cortada, as cores dos links estão mudadas e se no Firefox a situação está ruim, no Internet Explorer (como sempre) está ainda pior.
É tarde demais para editar CSS.
Vou dormir.
Se me der a louca, amanhã mudo de vez esse layout...
(consciência para alek: "maldita preguiça essa sua - não poderia simplesmente adicionar essa barra na mão? Tinha que usar editor bonitinho mas ordinário?!?!? De que valeram as aulas de programação web??? Bem feito!!!")
crise de poderes, crise da tapioca, crise, crise, crise...
Depois de ver o que a grande mídia anda fazendo, fico intimamente feliz por ter mudado de rumo e ido para uma área em que os problemas podem ser resolvidos consultando um fórum, perdendo noites de sono ou simplesmente reiniciando (na verdade, não é tão simples, mas continuemos).
Depois de assistir repórteres comentando a crise institucional, crise de Poderes, que está ocorrendo no país, fico pensando que ninguém nesse lugar abençoado-por-Deus-e-bonito-por-natureza discute planos, soluções, estratégias. Só neste ano já tivemos a "epidemia" de febre amarela (onde morreu mais gente por reação à vacina do que pela doença propriamente), o escândalo dos cartões corporativos (quando, p.ex., o governo de São Paulo gastou muito mais do que o Governo Federal inclusive pagando despesas em casas noturnas, mais caras do que uma tapioca), o apagão elétrico (que com as chuvas ficou adiado pra o ano que vem), e agora, graças a um "comentário" do Ministro Marco Aurélio Melo, a "crise dos Poderes" (digo "comentário", porque segundo PHA o comentário nunca existiu). Estamos apenas em março.
Quando é que vamos discutir educação, saúde, software livre, etc????
Respondo: existem núcleos discutindo, talvez até encontrando e implementando soluções.
Mas notícia boa não vende jornal.
Depois de assistir repórteres comentando a crise institucional, crise de Poderes, que está ocorrendo no país, fico pensando que ninguém nesse lugar abençoado-por-Deus-e-bonito-por-natureza discute planos, soluções, estratégias. Só neste ano já tivemos a "epidemia" de febre amarela (onde morreu mais gente por reação à vacina do que pela doença propriamente), o escândalo dos cartões corporativos (quando, p.ex., o governo de São Paulo gastou muito mais do que o Governo Federal inclusive pagando despesas em casas noturnas, mais caras do que uma tapioca), o apagão elétrico (que com as chuvas ficou adiado pra o ano que vem), e agora, graças a um "comentário" do Ministro Marco Aurélio Melo, a "crise dos Poderes" (digo "comentário", porque segundo PHA o comentário nunca existiu). Estamos apenas em março.
Quando é que vamos discutir educação, saúde, software livre, etc????
Respondo: existem núcleos discutindo, talvez até encontrando e implementando soluções.
Mas notícia boa não vende jornal.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
quadrinho imitando a vida
Em honra e glória de todas as vezes em que nós, garotas de computação, passamos pela gafe de dizer, em alto e bom som, no meio de não-nerds: eu adoro fazer programas!Extraído de Nerdson não vai à escola
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
frase do dia
"Por isso que eu digo:
ou a gente acorda
ou a gente não acorda mais"
Frase dita por apresentador de telejornal, enquanto comentava protestos de moradores da Vila Brejal, em Maceió
ou a gente acorda
ou a gente não acorda mais"
Frase dita por apresentador de telejornal, enquanto comentava protestos de moradores da Vila Brejal, em Maceió
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
saldo do dia
Aprendi os fundamentos de licitação.
E li até o artigo 16 da lei 8666/93.
Fiz os exercícios sobre Poderes Administrativos.
E acho que entendi a diferença entre poder de polícia e poder regulamentar.
Comprovei a positiva influência de um ônibus vazio no final do dia.
Desencantei-me ainda mais com a política alagoana.
Decorei toda a letra de "Entre a Cruz e a Espada".
Achei um ebook de uma escritora querida: Florbela Espanca.
Recomendo ler "as tiras de edi"
Já passei da hora de dormir.
E li até o artigo 16 da lei 8666/93.
Fiz os exercícios sobre Poderes Administrativos.
E acho que entendi a diferença entre poder de polícia e poder regulamentar.
Comprovei a positiva influência de um ônibus vazio no final do dia.
Desencantei-me ainda mais com a política alagoana.
Decorei toda a letra de "Entre a Cruz e a Espada".
Achei um ebook de uma escritora querida: Florbela Espanca.
Recomendo ler "as tiras de edi"
Já passei da hora de dormir.
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