domingo, outubro 05, 2008

erro no base (broffice) - error in script line file

Ontem. Um belo sábado. Depois de curtir noite de sexta com amigos, música e coca-cola, vamos a um dia de produção.
Consigo deixar a preguiça de lado e gasto toda a tarde/noite alimentando um banco de dados, em vez de simplesmente digitar tudo no editor de planilha e depois aplicar tabelas dinâmicas para sumarização.
E eis que hoje, manhã de domingo de sol, quando vou concluir meu trabalho (rapidamente, para curtir o restante do dia), o Base resolve me pregar uma peça:
Desespero. Pânico. Ódio.
...

Lá vamos nós procurar uma solução.

A primeira, obviedade das obviedades, reinstalar o BrOffice.
Duvido da efetividade, já que a conexão não pode ser feita porque há uma constraint duplicada no script. Não é problema do programa. É um erro no arquivo.

A segunda opção, achada milagrosamente nesta única referência em português que achei, é editar o arquivo "script".
Explico: os arquivos odf ("odb", "ods", etc) na verdade são um composto de arquivos. Dá pra ver isto quando se abre um deles com um compactador (Winzip, Winrar, 7-Zip, etc). Esta é a estrutura "real" de um arquivo odb:
Dentro da pasta "database", há um arquivo "script", que contém todas as instruções DDL (Data Definition Language) e DCL (Data Constraint Language), para criação das tabelas e definição das "constraints" (chaves primárias e estrangeiras). O problema, no meu caso, estava exatamente neste arquivo. Bastaria ir até a linha 14 e modificar "SK_FK_01" para "SK_PK_01" e assim, retirar a duplicidade.
Minha seqüência das ações seria:

- Copiar o arquivo original e deixá-lo a salvo
- Modificar a extensão da cópia para ".rar"
- Abrir com Winrar
- Extrair todos os arquivos para uma nova pasta
- Editar o arquivo "script", retirando a duplicidade
- Compactar tudo de novo
- Mudar a extensão para "odb"

Até aí, tudo tranqüilo?
Estaria...se o BrOffice compreendesse que o arquivo que eu modifiquei continuava sendo um banco de dados...
Quando eu salvava com a extensão ".rar", ele abria com o Writer, e solicitava parâmetros para conversão dos arquivos (pena eu não ter a tela aqui para mostrar...). Quando usava ".zip", ele até compreendia que não se tratava de um mero arquivo texto: abria uma tela com diversas opções de filtro. A mais próxima era "Banco de dados do OpenOffice 1.0", mas ainda assim, o arquivo não abria corretamente.
Já pensando no tempo que levaria pra fazer tudo de novo, lembrei do 7-zip, um compactador open-source que uso no trabalho. Não sou fã da interface dele, mas pensei que ele poderia se entender melhor com o Base do que as soluções proprietárias.
Baixo, instalo...
E já vem a primeira vantagem: posso abrir o odb, abrir o arquivo "script" e já editá-lo diretamente, sem necessidade de extrair primeiro, como é no Winrar/Winzip. Faço isto. Mas para funcionar foi necessária uma gambiarra: os arquivos da pasta database não têm extensão. Só que o Notepad exige uma, e se você não coloca nenhuma, lá vai o ".txt". E daí o Base não entende. E tudo continua sem funcionar.

Para resolver, usei ".lll" (pode ser qualquer coisa) como extensão e salvei numa pasta qualquer.Depois, foi só retirar a extensão.
Com o arquivo .odb aberto no 7-zip, foi só selecionar o novo arquivo "script" e colocá-lo na pasta. O programa só pede que você confirme a inserção do novo arquivo. A substituição é feita sem maiores problemas (não consegui fazer isto no winrar...)

Depois de toda esta briga, finalmente abrir o banco e começar o trabalho do dia...

terça-feira, setembro 09, 2008

Nos últimos dias, tantas coisas...

Gargalhei...
Chorei...
Quis matar...
Quis morrer...
depois achei que tudo não passava de besteira e voltei ao normal.

Fiz boa ação.
E má ação também...droga...a gente supera...

Conversas longas...
Estudos longos também...
Direitos, Data Warehouse, Psicologia...

Encontrei gente boa...
Reencontrei gente boa...

Músicas...
Coldplay, Teatro Mágico, Raul Seixas...

Uma pausa nas crises existenciais..
Algum tempo dedicado às questões da vida prática...

E agora perto do dia que pode ser o mais importante da minha vida.
Até agora, claro...
Misto de ansiedade, medo, expectativa, tensão...
(Praticamente uma noiva...)

Bons fluidos..
Pensamentos positivos...
E venha o que vier!

quinta-feira, junho 12, 2008

SPOOOOOOOOOOOOOOOORT!


Não sou fã de futebol.
Mas sou nordestina!
E pernambucana!!
E torcedora do Sport!!!!

Viva o Leãaaaaaaoo!!!!

Detalhe para o comentário insistente: "O gramado não ajuda..." Ora pois: o Sport tem mais de 70% da posse de bola e a culpa é do gramado!!!!!
Sou mais o comentário do Carlinhos Bala: "O Corinthians não veio pra jogar: veio aqui pra bater"

E nós batemos eles!!!!! =D

sábado, maio 31, 2008

De Arnaldo Jabor:

"De um lado, São Paulo e a complexa experiência de Estado industrializado, rico e privatista. De outro, a voz dos grotões, onde o estado ainda é o provedor dos vassalos famintos".

Não preciso explicar porque não suporto esse cara.
E também não preciso dizer que o Jornal Nacional de quarta-feira fez parecer que a CSS (reencarnação da CPMF) é o fim do mundo. Com direito a texto ensaiado na abertura e tudo. Como se os preços tivessem baixado com o fim da CPMF. Como se a maioria do povo brasileiro pagasse CPMF. E o cúmulo é ouvir o presidente da FIESP (que com certeza não vive de salário) inventar trocadilhos com o nome do imposto. Queria ver se fosse da empresa dele que tirassem 40 bilhões de reais, como é que ele ficaria. Falar que é preciso reduzir os gastos é moleza...
Não, não comemorei o fim da CPMF...pelo contrário, fiquei revoltada como nunca, por ver comentários absolutamente políticos e desconexos da realidade na hora de justificar o voto pelo fim do imposto.
Não vejo ninguém querendo reduzir ICMS, por exemplo...Por que será?

sexta-feira, maio 02, 2008

tori amos

"...So you found a girl
Who thinks really deep thougts
What's so amazing about really deep thoughts
Boy you best praya that I bleed real soon
How's that thought for you

I said sometimes I hear my voice
And it's been here
Silent all these years

Years go by
Will I still be waiting
For somebody else to understand?
Years go by
If I'm stripped of my beauty
And the orange clouds raining in my hand
Years go by
Will I choke on my tears
'Til finally there is nothing left?"

Silent All These Years

desabafo + ou - político

<>

Não é do meu feitio escrever sobre convicções políticas. Até porque, assim como religião e futebol, é um assunto de consenso impossível. Mas depois de receber o enésimo email sobre o fato de o nosso atual presidente não possuir formação acadêmica, a paciência esgotou.

As pessoas têm a péssima mania de não refletir sobre as convicções que estão por trás de brincadeiras "inocentes". Já recebi piadas de todos os tipos. As mais inocentes se referem a erros de concordância (freqüentes nos discursos presidenciais) ou frases inusitadas, cheias das expressões populares que tantas vezes utilizamos. As piores tentam associar a (falta de) qualidade de nossa educação à formação do presidente. Já vi o nome do Lula ser utilizado até por profissional com doutorado que não consegue emprego ("ah, não consigo emprego, mas o que se pode esperar num país em que o presidente é analfabeto"). Não podia esperar silogismo pior.

Quando as pessoas fazem piada/comentário deste último tipo estão dizendo, ocultamente que a educação formal é o mais importante, que a vida, as experiências e dificuldades não substituem um diploma e que o sucesso alcançado por quem não seguiu o caminho tradicional de formação é inválido. E até errado, vergonhoso, etc. Engraçado como muitos falam isso sem acreditarem de verdade. Se não acreditam, porque continuam propagando este tipo de coisa? Não, isto não é besteira.

Para começo de conversa, normalmente as pessoas que não têm grande educação formal são as que mais a valorizam. Nessa valorização tem muito de intenção concreta (conseguir um bom emprego, um salário digno, etc), mas também de muito daquele desejo que nos acomete quando vemos algo que não tivemos. Então, nada mais idiota do que achar que o presidente não valorizaria a educação. Em boa gíria: "Fala séééério!".

Quanto a não ser capacitado para governar um país, eu pergunto: um diploma, seja de graduação, mestrado, doutorado, pós-doc, capacita um cidadão a ser presidente? Você, que com certeza já tem algum diploma na mão, se sente preparado para ser presidente? Ou mesmo vereador? Será que esta crítica não é um pouco de: "sou muito melhor que ele e não estou onde ele está"? Se a resposta é sim, é hora de se inspirar no Fiat Palio e rever seus conceitos =)

A educação formal é importante, não há o que de discutir quanto a este ponto. Mas ela não substitui outras qualidades, estas difíceis de se obter: habilidade de negociação, relacionamento, perseverança (perder 3 eleições é dureza...) e outras tantas. Lula possui estas características. Se não tivesse, não teria conseguido ajudar a mudar o rumo da organização sindical do país, representando 100 mil metalúrgicos em negociações com empregadores.

Os erros que ele cometeu, as inúmeras "crises" (algumas reais, outras nem tanto) podem ser atribuídos a diversos motivos: desconhecimento, maus assessores, até desonestidade. Mas nunca a sua falta de uma graduação. Se assim fosse, o presidente anterior (sociólogo, com honoris causa da Universidade de Coimbra) teria uma conduta impecável. Quem tem alguma memória bem sabe que não foi exatamente assim...

Então não venham me dizer que a situação atual é culpa do presidente atual. E também não venham me dizer que ele é um analfabeto incapaz. Se fosse assim não teria chegado onde chegou. O que não se quer enxergar é que algumas pessoas possuem características preciosas, que estão acima de qualquer banco de escola ou de universidade. O que não se engole é que uma pessoa possa obter sucesso sem seguir o padrão da sociedade. O que não se engole é que um discurso presidencial possa ser entendido por pessoas humildes e despertar risos na platéia. É simples? É rude? É cru? Sim, é. E daí?

Ver um cara humilde chegar no mais alto emprego público do país têm efeitos diversos sobre as pessoas. Noto que pra uma pessoa humilde, mas com auto-estima elevada, isto tem efeito estimulante. Se a auto-estima, a visão de si mesmo for negativa, vemos resistência. Talvez porque deixe muito claro que não é o diploma que diferencia o sucesso ou insucesso.

Não vejo como o fim da educação o presidente que temos. Pelo contrário: é um indício de que nossa educação precisa melhorar muito, para chegar no ponto em que nossos acadêmicos tenham o brilhantismo de comunicação, persistência e conciliação que ele tem.

Mas aí eu me penso que talvez não seja preciso criar novas escolas ou faculdades. Porque já existem professoras para estas matérias.

São a d. Dificuldade e a d. Vida.

< / modo conciliador e tranquilo ON>

domingo, abril 27, 2008

responda rápido

Quantos sagitarianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Resposta: O sol está brilhando, está cedo, nós temos a vida inteira pela frente, e você está preocupado em trocar uma lâmpada estúpida?
É..essa sou eu =)

necessidade

A sósingularidade traz dias bons e ruins.
Não tive um dia bom.
Preciso de um pouco de flaneûr...

sábado, abril 26, 2008

você é humano?

Agora responda quais letras têm um gato junto delas.
(Daqui a pouco nem os humanos vão conseguir resolver os captchas...)
captchas - testes para diferenciar humanos de computadores. Freqüentemente utilizados em salas de bate-papo, formulários de cadastro ou de download. Mais sobre captchas


segunda-feira, abril 21, 2008

fractais da realidade

No final das contas, todos os conflitos, guerras, discussões, acabam versando sobre os mesmos pontos. Afinal, somos todos humanos e lá no cerne da questão, estão as perguntas básicas, estudadas desde o início do pensamento: "o que é a verdade?", "o que é o certo e o errado?", "qual é a natureza do homem?". No final das contas, estamos sempre em busca de alimento, proteção, segurança, companhia.

Num tempo de ócio produtivo ontem, me veio o pensamento de que todas as situações cotidianas que vivemos são pedaços de fractal. Explico: meu conhecimento sobre o assunto tende a zero, mas o que me fez associar foi o fato de que os fractais, ainda que em minúsculas frações, conservam em cada unidade a representação idêntica do corpo original.

Em cada atitude está presente toda a nossa complexidade. Não percebemos que em conversas cotidianas estamos confrontando visões de mundo, questões complexas. Quando dizemos: "ah, isto é absolutamente errado" e outro responde: "não, isto é correto segundo a cultura dele(a)" parece que estamos a debater meras opiniões. Na verdade, estamos falando sobre relativismo cultural, assunto que embora seja quase sempre colocado como verdade pelo senso comum (e defendido por pessoas esclarecidas) está longe de ser ponto pacífico no meio das Ciências Sociais.

O caso é que para adquirir conhecimento e exercitar a reflexão não é preciso ir aos grandes conflitos da História. Na discussão com seu vizinho estão os mesmos ingredientes que compuseram aqueles conflitos. Em menor escala, claro. Para ser maduro, não é preciso passar por experiências terríveis. A base do amor romântico pode ser aprendida com a amizade. A naturalidade pode ser aprendida observando a natureza. A conciliação pode ser aprendida em discussões com a família. É claro que este será um conhecimento prévio, mas absolutamente valioso. Quantos de nós passam a vida ansiando por experiências incríveis, sem nos prepararmos para elas, quando as lições já poderiam ter sido aprendidas no dia-a-dia?

Nossa tendência é achar que os princípios só se aplicam aos grandes problemas. É fácil dizer que todas as pessoas são boas. Também é fácil dizer que "fulano não me faz falta, não me faz diferença". Difícil é perceber a gigantesca contradição entre as duas frases. Fácil é dizer que não julgamos pela aparência. Difícil é procurar explicações positivas ou neutras para uma atitude que nos prejudicou.

Para aprender, basta termos olhos atentos, mentes questionadoras e uma sede insaciável por conhecimento. Não acreditar na primeira idéia, não procurar "a minha" verdade, martelar cada pensamento e não achar que estamos construindo o conhecimento do zero: na maioria das vezes, o caminho é se apoiar no ombro de gigantes. Dos verdadeiros gigantes.

verdade absoluta

Sabe porque não acredito que tudo é relativo? Porque nossa tendência é pensar que a verdade absoluta é uma frase sem exceções, do tipo "Matar é errado". Mas isto não é correto. A verdade absoluta é composta da declaração geral e de todos os seus aperfeiçoamentos, as suas ressalvas, as suas exceções. E aí ela se torna absoluta.
A nossa tarefa é fazer esta lapidação.

resumo de viagem

Fiz trancinha.
Gravei a harmonia na pele.
Coloquei tornozeleira.
Já que não como camarão, me tornei um.
Dancei ao som da batucada.
Troquei a fitinha.
(re)Descobri a minha área do coração.
Tive noites surreais.
E atitudes surreais também.
Conversei até altas horas.
Chorei, ri, gritei, me exaltei.
Andei, andei, andei.
E quando já estava cansada, andei mais um pouco.

Dormir? A gente dorme em casa =)

sábado, março 22, 2008

frase solta


Uma frase solta, surgida do nada.
Que trouxe no seu ponto final um pedido irresistível de continuação.

A chuva não cessava.
E mesmo que o fizesse não traria diferença: as coisas não seriam as mesmas. Nunca mais.
Estranho que este pensamento só tenha lhe ocorrido agora: enquanto ouve a água que teima em correr pelo telhado, enquanto se encolhe no sofá para escapar do frio, enquanto tenta pôr em ordem os cacos que restaram da devastação de sua vida.
O sol faz com que se caminhe sem pensar.
A falta dele obriga a refletir. Mas que triste: não há conclusões.
Amanhã é um novo dia. Um presente, diriam alguns.
Presentes inúteis para uma velha criatura, que já não fica feliz em abrir os olhos e ver que continua no mesmo lugar.
No mesmo mundo.
Sempre.
Ainda.

terça-feira, março 04, 2008

Mãe: O que você está fazendo aí sozinha, abandonada, deitada no chão?
Eu: ?!?!
Mãe: Tô falando com a gata!

segunda-feira, março 03, 2008

poeta anônimo do Malawi

Eu tinha fome e vocês fundaram um clube humanitário
para discutir a minha fome.
Agradeço-lhes.

Eu estava na prisão
e vocês foram à igreja
rezar pela minha libertação.
Agradeço-lhes.

Eu estava nu
e vocês examinaram seriamente
as conseqüências de minha nudez.
Agradeço-lhes.

Eu estava doente
e vocês se ajoelharam
e agradeceram a Deus o dom da saúde.
Agradeço-lhes.

Eu não tinha casa
e vocês pregaram sobre o amor de Deus.
Vocês pareciam tão piedosos,
tão perto de Deus!

Mas eu continuo com fome
continuo só, nu, doente,
prisioneiro.
E tenho frio,
sem casa.

domingo, março 02, 2008

problemas

Maldita seja Lady Murphy! Se algo pode dar errado, acredite: vai dar!

Estava eu, feliz por ter feito pequenas e necessárias alterações no blog, me preparando para ir dormir quando tenho a infeliz idéia de adicionar uma nova barra de busca. O Blogger me sugere experimentar seu novo editor de layout. Aceito.
Resultado: estragou o layout do blog!!!!
E ainda por cima, não me ofereceu o indispensável botão "redo" para voltar à configuração anterior.
De maneira que a barra de título está sendo cortada, as cores dos links estão mudadas e se no Firefox a situação está ruim, no Internet Explorer (como sempre) está ainda pior.
É tarde demais para editar CSS.
Vou dormir.
Se me der a louca, amanhã mudo de vez esse layout...

(consciência para alek: "maldita preguiça essa sua - não poderia simplesmente adicionar essa barra na mão? Tinha que usar editor bonitinho mas ordinário?!?!? De que valeram as aulas de programação web??? Bem feito!!!")

crise de poderes, crise da tapioca, crise, crise, crise...

Depois de ver o que a grande mídia anda fazendo, fico intimamente feliz por ter mudado de rumo e ido para uma área em que os problemas podem ser resolvidos consultando um fórum, perdendo noites de sono ou simplesmente reiniciando (na verdade, não é tão simples, mas continuemos).
Depois de assistir repórteres comentando a crise institucional, crise de Poderes, que está ocorrendo no país, fico pensando que ninguém nesse lugar abençoado-por-Deus-e-bonito-por-natureza discute planos, soluções, estratégias. Só neste ano já tivemos a "epidemia" de febre amarela (onde morreu mais gente por reação à vacina do que pela doença propriamente), o escândalo dos cartões corporativos (quando, p.ex., o governo de São Paulo gastou muito mais do que o Governo Federal inclusive pagando despesas em casas noturnas, mais caras do que uma tapioca), o apagão elétrico (que com as chuvas ficou adiado pra o ano que vem), e agora, graças a um "comentário" do Ministro Marco Aurélio Melo, a "crise dos Poderes" (digo "comentário", porque segundo PHA o comentário nunca existiu). Estamos apenas em março.
Quando é que vamos discutir educação, saúde, software livre, etc????

Respondo: existem núcleos discutindo, talvez até encontrando e implementando soluções.
Mas notícia boa não vende jornal.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

quadrinho imitando a vida

Em honra e glória de todas as vezes em que nós, garotas de computação, passamos pela gafe de dizer, em alto e bom som, no meio de não-nerds: eu adoro fazer programas!

Extraído de Nerdson não vai à escola

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

para descontrair


Extraído de Tiras do Edi

frase do dia

"Por isso que eu digo:
ou a gente acorda
ou a gente não acorda mais"


Frase dita por apresentador de telejornal, enquanto comentava protestos de moradores da Vila Brejal, em Maceió

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

saldo do dia

Aprendi os fundamentos de licitação.
E li até o artigo 16 da lei 8666/93.
Fiz os exercícios sobre Poderes Administrativos.
E acho que entendi a diferença entre poder de polícia e poder regulamentar.

Comprovei a positiva influência de um ônibus vazio no final do dia.
Desencantei-me ainda mais com a política alagoana.
Decorei toda a letra de "Entre a Cruz e a Espada".
Achei um ebook de uma escritora querida: Florbela Espanca.

Recomendo ler "as tiras de edi"

Já passei da hora de dormir.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

by nietzsche


Não querer magoar, não querer prejudicar ninguém pode ser sinal tanto de um caráter justo como de um caráter medroso.
A diferença é sutil e requer atenção para ser percebida.
Mas a maioria escolhe sempre a segunda opção como julgamento.

oração

Que eu consiga estar quebrada, mas feliz
Que eu seja pobre, mas agradável
Que eu seja baixinha, mas saudável
Que mesmo cansada, eu consiga trabalhar
E que nunca deixe de acreditar que as coisas vão dar certo

Que eu possa agir como bêbada, mesmo sóbria
Que eu possa me preocupar, mas sem esquentar muito a cabeça
Que eu consiga ser dura, forte, mas sempre doce, amigável...

Que eu possa sorrir, mesmo triste

Que acredite sempre na mudança
Que sempre mantenha a esperança de receber algo de bom
Mesmo daqueles que até hoje só mostraram seu lado ruim

Que eu continue acreditando que depois de dias difíceis
às vezes vêm dias ainda mais difíceis,
outras vezes vêm uns menos difíceis,
e em algumas ocasiões, somos agraciados com dia cheio de facilidades.

Amém.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

post 101

Mal tinha reparado que o post anterior foi o centésimo. Mas de qualquer maneira, colocar Alanis no 100º foi uma boa escolha.
Comecei este blog mais por vontade de falar do que de ser ouvida. Desde criança me acostumei a traduzir sentimentos, angústias, pensamentos bobos para a linguagem escrita. Por isto que de vez em quando saem até posts bastante tolos: coisinhas-à-toa, mas que dá vontade de registrar. Outras vezes, fica aqui o fruto de observação, reflexão...estes normalmente tem cozimento lento, elaboração complicada, e por vezes um nascimento difícil. Por isto mesmo são ainda mais especiais.
Mas o objetivo está sendo alcançado. E para que continue assim, escrevo para falar de minha saudade de um amigo que está longe e que me faz muita falta em dias como este: dia em que não tenho carona pra pegar depois da aula porque simplesmente não tem mais aula. Então não tem ônibus pra esperar e aí não tem conversa enquanto esperamos.
E aí não tem relato desesperado e exaltado de como é difícil não ver as coisas saírem como se espera, de como é difícil não sentir energia em si mesma pra mudar o caminho. E sentir como se, por mais que se esforce, nunca vai agir do jeito certo, sempre vai ficar aquém. Perceber que, infelizmente, por mais que seus olhos enxerguem bem, é quase impossível abrir a mente de outras pessoas. E então reclamar, mesmo sem resultado, que a vida é complicada, quando poderia ser tão mais simples.
E aí ouvir, no tom simples e meio angustiado de quem não pode fazer nada, que vai dar tudo certo. Que no fim, tudo dá certo.
É tão difícil ser estável. É tão difícil conhecer as regras e seguí-las, quando o normal é não fazê-lo. É tão difícil diferenciar o que é essência e o que não é.

Hoje foi um dia difícil.

*Para Léo: ainda tem paciência no teu estoque pra mim? =) Prometo te responder em breve, moço...

learn - lesson by alanis

You live, you learn - vive
You love, you learn - ama
You cry, you learn - chora
You lose, you learn - perde
You bleed, you learn - sangra
You scream, you learn - grita

You grieve, you learn - aflige
You choke, you learn - sufoca
You laugh, you learn - ri
You choose, you learn - escolhe
You pray, you learn - reza
You ask, you learn - pergunta
You live, you learn - vive
Aprender.
Tenho que lembrar que é isto que estou fazendo, mesmo quando parece que o dia se encerrou sem conclusões. Mesmo quando sinto minha mente absolutamente esgotada, espremida até a última gota. Mesmo quando me sinto sem energias para mudar o rumo. Ou para melhorar o caminho em que estou agora.

terça-feira, janeiro 29, 2008

minha rede social

Minha memória é péssima.
Digo, minha memória de curto prazo é péssima.
Todas as tarefas secundárias, telefonemas, recados, coisas a fazer, têm que estar num pedaço de papel, mesmo que minúsculo e quase ilegível. Já dizia o provérbio chinês que a tinta mais fraca é melhor do que a melhor memória. Imagina se comparar com a minha.
O caso é que este problema de memória acaba me trazendo problemas na gestão dos relacionamentos. Acabo perdendo contato com pessoas que são especiais para mim, esqueço de dar pelo menos um telefonema no dia do aniversário e coisas deste tipo.
O Orkut já me ajuda um bocado nisto, mas ainda não é suficiente. Ele não me diz que, na correria do dia-a-dia, estou há 2 semanas sem falar com minha melhor amiga. Também não me permite adicionar comentários sobre as pessoas que conheço, muito úteis na hora de retomar um contato ou refrescar a memória.
O que eu queria era que eu pudesse listar em minha rede social até aquelas pessoas que não fazem parte dela, que estão guardadas na agenda ou na minha maravilhosa memória de longo prazo. E aí eu recebesse alertas dizendo: "já faz 3 meses que você não liga para fulano", "se a data de entrada na faculdade que você informou é correta, sicrano está prestes a se formar" e coisas assim.
Além disto, para aqueles que estivessem cadastrados na rede, eu poderia saber de todos os assuntos pelos quais eles se interessam. E aí, com o auxílio de um minúsculo gadget, quando eu estivesse lendo matéria do interesse de alguém, eu receberia este alerta, e com um clique mandaria aquela notícia, link de vídeo ou foto para aquela pessoa.
Eu quero uma aplicação assim.
Alguém conhece algo parecido?
Alguém se habilita a desenvolver?

:-D

quinta-feira, dezembro 06, 2007

alek.setIdade(21);

Em outros tempos, agora eu estaria chegando à maioridade.
Com o novo Código Civil, que já está ficando velho, estou na condição de maior de idade há 3 anos.
Mas chegar a esta idade ainda tenha algo de: "agora estou ficando adulta".

Como é fazer 21?
Bom, sou da teoria, extremamente válida, que não ficamos velhos ou amadurecemos de um dia para outro. Respondendo ao meu pai: "está ficando mais velha hoje, não é?" - "não, pai. Estou ficando mais velha sempre. O dia seis de dezembro é só o ápice".

Com diria Cazuza, "vida louca vida, vida breve...vida imensa..."
Vida que nem sempre te deixa no rumo que você pensou.
Vida que nem sempre te dá a chance de escolher.
Vida que nem sempre é do jeito que você quer.
Mas que também te traz presentes inesperados.
E pessoas com tesouros escondidos.
E força quando você achou que não tinha mais nenhuma.

O que mudei desde a última vez em que reuní amigos e ouvi "Parabéns pra você"? Hmm...um bocado de coisa. Li "Correndo com os Lobos - arquétipos e mitos da mulher selvagem", que agora está na lista dos livros marcantes da minha vida. Recomendo a todos. Com ele aprendi, ou melhor, estou aprendendo, a amar esta vida pulsante que corre pelas minhas veias, meus defeitos, meu corpo, minha natureza. Ganhei, pelo menos, 1 novo amigo. Aprendi, ainda que não totalmente, uma nova linguagem de programação. Mudei de emprego. Expandi meus horizontes com viagens e conversas filosóficas.
Hoje me sinto mais sólida do que há 1 ano atrás. Ainda não sei o que vou fazer definitivamente da vida. Este ano já cogitei ser psicóloga, programadora Java e missionária da ONU. Já quis fazer especialização em Engenharia de Software, graduação de Direito e voltar pra Jornalismo. Decisão? Nenhuma, por enquanto.
Então, você me pergunta: como você pode se sentir sólida se não sabe o que fazer da vida? Respondo: para mim, a questão mais importante é "quem sou eu". Partindo desta resposta, temos o resto. Fiz progressos razoáveis nesta área. Descobrindo o porquê de minhas atitudes, organizando meus conceitos e idéias, ganhando uma capacidade maior de análise das pessoas e das situações.
Percebi, por exemplo, que quando recebo notícias ruins, como foi o caso hoje à noite, não posso seguir simplesmente o conselho de deixar pra lá. Preciso gritar, reclamar, esbravejar, xingar, chorar, fazer o que for preciso. Até me sentir aliviada. Aí é a hora de respirar fundo e pensar em soluções, já com a alma de volta ao prumo.
Parece pouco? Acredite, não é. Saber reconhecer seus ciclos, seus padrões de atitude, seus defeitos, é uma das coisas mais difíceis que um ser humano pode fazer. Faz com que possamos decidir os conselhos que se aplicam a nós e quais não. Se alguém me vir contestando algo, pode simplesmente dizer "ela é 'reclamona', deveria parar com isso e simplesmente arranjar uma solução". E, se eu não me conhecesse, ficaria pensando se realmente não deveria mudar de atitude. Conhecendo-me, sei que este não é o caso.

Enfim, um novo ano começa (segundo alguns, o ano novo começa no aniversário). Desejo minha completa independência (por conseguinte, um trabalho melhor), a definição de um rumo claro na carreira e um amor, por que não? :-D
E vamos em frente, porque daqui pra os fogos do reveillón ainda tem muita água pra rolar.

terça-feira, dezembro 04, 2007

vida de informata

É. Parece que o termo informata existe. Eu ia colocar "computeiro", mas pessoas de fora da área poderiam se ofender (sem razão).
Sem parecer bairrista, a maioria esmagadora dos profissionais de Informática (e aí pode colocar de escovador de bit a analista de negócio) é incomum. No melhor sentido do termo. Lidar conosco (porque aí eu me incluo) é tema pra mais de metro de post, quem sabe livro. Por que?
Ora, porque...porque vivemos numa meritocracia.
Ficamos revoltados quando aqueles que sabem menos são premiados.
Passamos horas olhando para uma tela cheia de palavras numa linguagem esquisita.
Viramos madrugada para conseguir fazer algo que parece óbvio e simples para qualquer mortal.
Passamos horas discutindo qual linguagem de programação/SGBD/framework/... é melhor.
Queimamos neurônio tentando traduzir o desejo do usuário em diagramas cheios de elipses e quadrados e círculos.
Testamos loucas teorias para entender porque os pacotes simplesmente não chegam ao destino.
Não vivemos sem fones de ouvido.
A maioria de nós tem um pouco de morcego nos genes: não gostamos de claridade, trabalhamos melhor à noite e detestamos acordar cedo.
Somos muito sinceros.
Não lidamos muito bem com cobranças.
O desafio nos move.
E a cafeína também, óbvio.


Pode ser que eu mude de área.
Mas tenho a sensação de que os momentos mais inusitados (como festa de aniversário regada a truco e coca-cola) eu consegui aqui.

para descontrair


Para as mulheres de homens norm...comuns, podem inventar com cheiro de dinheiro, cerveja e bola de futebol :-)

pensando sobre sucesso, sonho e estereótipos

Qual o limite entre sonho e estereótipo?
Até onde nossos sonhos são estereótipos plantados em nossa mente a cada dia, pela sociedade?
Até onde o seu desejo por conforto e realização profissional faz parte de sua essência?
Até onde a sua idéia de sucesso vem de imposições da cultura onde você vive?

O que é sucesso?
A pergunta deveria ser "onde devo chegar" em vez de "onde quero chegar"?
Como estar sempre aberto a mudanças?
Como saber se devemos abrir mão de desejos há tempos plantados em nossa mente?
Como ter a certeza de que estamos atendendo a uma fome da alma e não apenas a expectativas externas?

sábado, dezembro 01, 2007

Minhas regras e preceitos são simples

Toda pessoa tem um valor. Com todos se pode aprender algo.
Logo, não posso dizer "finjo que Fulano não existe, sou indiferente". Se o dissesse, estaria admitindo que um grande valor humano, mesmo que ainda oculto, não me faria falta.

O ser humano muda.
Às vezes ele muda a essência para depois mudar as atitudes exteriores.
Outras vezes, ele começa mudando as atitudes exteriores e depois percebe que a essência mudou.

Nosso objetivo é nos tornarmos sempre pessoas melhores.
Estamos aqui em processo de lapidação: eliminando defeitos, adquirindo e reforçando qualidades, aprendendo sempre.

O ser humano é capaz de tudo.
A nossa meta deve ser reduzir este "tudo" a um conjunto de ações construtivas.

O erro não é a única forma de aprendizado.
É mais dolorosa.
Além dela, existem a observação do mundo, a atenção aos nossos próprios pensamentos, a análise de como os fatos levam a novos fatos.
Afinal, nem todos os erros precisam ser cometidos.

Somos capazes de aprender qualquer coisa.
A questão é: você quer dedicar seu tempo e esforço a aprender esta coisa.
Quando a genialidade não resolve, ou não é suficiente, vem o esforço para ajudar.

As pessoas normalmente reagem bem à sinceridade.
Uma pergunta feita com sinceridade obtém resposta autêntica.
Uma pergunta feita com ironia, com intenções (mal)disfarçadas, gera antipatia e desconfiança.

Deve-se detestar ações das pessoas.
Deve-se detestar atitudes das pessoas.
Não as pessoas.
Desta maneira, apesar dos pesares, será possível dizer quase que abertamente aquilo que desagrada, sem ofender aquele que a pratica.
Isto é honestidade, autenticidade.

Observadores incautos chamariam de falsidade o sorriso que se dá àqueles que se critica.
Longe disto.
O sorriso e a cordialidade são uma maneira de lidar com um ser humano que ainda tem muito o que aprender. Como todos nós, aliás.
Como poderíamos aprender com quem nos antipatiza?
Como poderíamos ensinar a quem nos antipatiza?

O aprendizado é infinito.
Porque, afinal, quando achamos que encontramos a verdade, descobrimos que ela está um pouco mais além.

Desconstruindo frases feitas


Pensar enlouquece.
Mas de vez em quando chegamos a alguma conclusão.
Eis a minha última.
Não que seja uma conclusão com cara de ponto final.
Tem mais um jeitão de fim de capítulo

Questionamento do dia: A frase "é errando que se aprende" não seria apenas um consolo para lidarmos melhor com a dor causada pelo nosso erro? Uma maneira de dizermos que isto não poderia ser evitado, quando na verdade, poderia? O erro reforça o nosso conhecimento, faz com que reflitamos. A frase não deveria ser "errando se aprende"? A primeira versão dá a entender que só é possivel aprender através do erro, o que não é verdade. Usá-la desta maneira soa como desculpa para justificar nossa vontade de ir contra algo que talvez já fosse senso comum, ou já estivesse marcado na consciência individual como algo indesejado, inadequado, errado. Tentou-se ir contra. E aí, dizemos "é errando que se aprende", quando na verdade, se tivéssemos pensado um pouco, não teríamos errado. Em vez de dizermos "que droga, poderia ter evitado isto...", dizemos como se as coisas não pudessem ter se sucedido de outra maneira. Isto diminui o arrependimento. Este sim, ensina algo. Mas normalmente tentamos fugir dele, partindo da crença que o erro é inevitável.

Hmm...isto leva a:

crença - o erro é inevitável
frase - "é errando que se aprende"
conseqüência - redução da culpa e abreviação ou completa anulação do processo de arrependimento.

crença - o erro é evitável
frase - "errando se aprende"
conseqüência - percepção de que o erro poderia ter sido evitado, culpa por não tê-lo feito se houve a oportunidade de evitar e não o fez, processo de arrependimento completo (arrependimento é diferente de remorso: um constrói, o outro envenena). Este processo de arrependimento é marcante, ainda que seja curto. Gera novas entradas no conjunto de atitudes e reações do ser, que serão lidas e aplicadas em futuras situações semelhantes.


Logo, não é o erro que ensina. É o arrependimento. Mas por ser um processo doloroso tentamos abreviá-lo afirmando simplesmente que não poderíamos tê-lo evitado. O arrependimento só não deve existir quando nos faltava elementos para tomar a decisão correta, onde este elemento pode ser uma informação, uma pessoa ou uma habilidade que ainda não havíamos adquirido. Mas é preciso obter este elemento faltante para não caírmos no mesmo erro novamente.
Erramos para aprender. Mas apenas errar não faz com que aprendamos. Errar é apenas o início de um processo de aprendizado, abreviado precocemente quando há a crença de que nenhum erro poderia ser evitado.

terça-feira, outubro 30, 2007

florbela espanca

"O meu mundo não é como o dos outros,
Quero demais, exijo demais,
Há em mim uma sede de infinito,
Uma angústia constante que nem eu mesma compreendo,
Pois estou longe de ser uma pessimista;
Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada.
Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... Sei lá de quê!"


Desabafo da poetisa portuguesa Florbela Espanca.
Meu também.
E pode ser o seu.


domingo, outubro 28, 2007

post musical


Música faz parte de mim.
Se feliz ou em crise, não importa: ela está sempre presente.
Abaixo, um texto construído com versos das canções que me acompanham de uns tempos pra cá. Juntas, elas esboçam um quebra-cabeça sobre de onde vim, e para onde talvez eu vá.
Tem de tudo: Vienna Teng, Loreena McKennit, Capital Inicial. Até Sandy & Junior.
O autor pouco importa.
O que fica é a mensagem.



Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui.
Às vezes me olho no espelho e já nem sei mais quem sou. Havia, e ainda há, um medo e a timidez. Todo um lado que poucos viram e vêem.
Tive que abrir os olhos.
O difícil é que não consigo mais fechar e assim, assisto em silêncio até aquilo que eu não quero enxergar.

Ainda vejo o mundo com os olhos de criança, que só quer brincar e não tanta responsabilidade. E aí me forço a lembrar que é preciso muita força para sonhar e perceber que, apesar do que parece, a estrada vai além do que se vê.

Houve momentos em que todos os meus livros ficaram esquecidos, inúteis, porque só me mostravam como perder meu caminho.
Quis que alguém me dissesse "não vai ser sempre assim tão difícil".
Pensei: "Eu não posso mais ficar entre eles. Poderia passar toda a minha vida aqui, mas nunca estaria satisfeita."

Às vezes a solidão foi tão grande que me senti incompleta e repetia para o desconhecido: "não sou nada sem você. E para completar, não sei quem você é". Depois, decidi: a noite é minha companhia e a solidão, minha guia.

Cada manhã é mais um pedaço do meu caminho. Meu destino não é de ninguém e eu não deixo meus passos no chão. Sempre em frente, sempre tentando encontrar um mundo honesto, encontrar a verdade escravizada.

Muitas vezes sonhei acordada com um jeito de não sentir dor, prendi o choro. Hoje tento compreender e aceitar que a vida é uma sinfonia doce e amarga, que sou milhares de pessoas de um dia para o outro. E o melhor: que posso mudar.

Convenci-me que seria mais fácil fugir, substituindo essa dor por algo errado. Convenci-me de que seria mais fácil correr para longe do que encarar toda essa dor aqui, sozinha...lembrando da escuridão do meu passado, lembrando memórias que eu queria jamais contar.
Vou amando, me frustrando e sobrevivendo por um fio.

Mas estou aqui.

Sem desistir.

a volta daquela que tinha dado um tempo

Muito tempo sem escrever.
Sem escrever aqui, que se deixe claro.
Porque fora daqui, têm sido longos os textos.
Criados entre lágrimas e sorrisos. Jamais mostrados para alguém.
Conversas entre mim e eu mesma.
Fruto da eterna busca por respostas e alguma certeza.

A palavra que resume todo este intervalo de tempo é crise.
Crise que precede as mudanças.
Crise que acompanha as mudanças.
Crise que fica depois que as mudanças acontecem.
O que está mudando?
Eu.
O mundo.
Tudo.

Se já cheguei a algum resultado?
Digamos que sim.
Mas não são conclusivos.
(Haverá conclusão algum dia?)

Se eu poderia evitar tudo isto?
Digamos que sim.
Mas não quero.
Porque se o fizer continuarei resumida.
Confinada entre as quatro paredes que as circunstâncias construíram para mim.

Se está perto do fim?
Digamos que não.
Às vezes creio que o término nunca chegará.

Se estou feliz?
Hum...o que é estar feliz?
Se sou feliz?
Sim.
Felicidade que nem sempre se expressa através de sorrisos.
Mas que nunca vai completamente embora.
Ainda bem.

quinta-feira, março 22, 2007

Eu recebi a sentença:
"esta sensação nunca vai passar, não importa onde esteja".
Eu queria não acreditar.
Mas os fatos me forçam.

Freak on a leash

"Something takes a part of me.
Something lost and never seen.
Everytime I start to believe,
something's raped and taken from me... from me.
Life's got to always be messing with me. (You wanna see the light)
Can't they chill and let me be free? (So do I)
Can't I take away all this pain. (You wanna see the light)
I try to every night, all in vain... in vain.
Sometimes I cannot take this place.
Sometimes it's my life I can't taste.
Sometimes I cannot feel my face.
(...)
Feeling like a freak on a leash"

Korn
Para quem gosta de rock, veja: Jovens talentos & heavy metal

Um retrocesso

Há muito tempo eu não me sentia daquela maneira.
Foi como voltar à 6º série, 1º ano, alguns momentos do 3º.
Vejo o quanto minha estabilidade é superficial.
Quase um verniz.
Continuo a mesma.

Dizem que o oposto do amor não é o ódio: é a indiferença.
Eu concordo.
E o fato foi tão pequeno.
Tão pequeno se comparado a tanto que aconteceu e que teria piores conseqüências.
Mas dizem que os piores venenos estão nos menores frascos.
As maiores dores estão nos menores fatos.
E doeu.

A ignorância é uma benção.
Saber que machucamos as pessoas todos os dias, de maneira profunda, sem que sequer notemos é ganhar uma carga de responsabilidade imensa.
É ter que prestar atenção em cada ser humano como se cada um deles fosse um universo incrivelmente delicado.
Mas não é isso que somos?
Ossos e carne.
E sentimentos frágeis.
A felicidade nos torna egoístas,
nos deixa auto-suficientes,
nos deixa auto-centrados.
Esquecemos de quem está do lado,
esquecemos de ver quem precisa de ajuda,
esquecemos que sempre que houver alguém sorrindo, haverá alguém querendo chorar.
O mundo fica cor-de-rosa.
Parece que nessa hora a felicidade é obrigação de todos.
E quem não está cumprindo, é irresponsável e simplesmente não merece ajuda.
Lição que vi.
Lição que muitas vezes não cumpri.
Lição que não mais quero esquecer.
Há que se receber com a mesma serenidade o fracasso e a vitória.
A vitória sem orgulho.
O fracasso sem tristeza.
Porque estes são dois lados de uma mesma moeda.
E nunca é possível ter certeza de qual será o próximo resultado.
Algumas pessoas são portas fechadas.
Portas que jamais vão se abrir.
E por que?
Por um momento.
Uma palavra.
Um erro.
Uma tentativa de acerto.
Por que às vezes somos tão imutáveis?
Somos tão resilientes?
Três palavras a eliminar do dicionário.
Três atitudes a erradicar da vida.
Indiferença.
Ironia.
Sarcasmo.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Resumo dos últimos dias

Grande instabilidade sentimental.
Questionamentos sobre destino, desígnios de Deus, injustiças...
Olhos ardendo e lacrimejando: óculos perdidos.
Aniversário da Bibi, cujo post de aniversário, o Blogger me impediu de publicar.
Já li sobre competição e globalização.
Pesquisei sobre mapas astrais.
Revoltei-me enquanto lia Novae.
Agora investigando a carreira de coaching: a promessa é boa, mas gostaria de informações menos propagandísticas.
Espirrando loucamente: maldita mudança climática brusca.
Ouvindo músicas melosas: "Have you ever really loved a woman", "Anytime", "Love by grace".
Há uma profusão de pensamentos e planos borbulhando.
Quando algum deles ganhar consistência, divulgo.
É que eu li em algum canto, nas minhas andanças virtuais, que compartilhar planos não é bom: divide a imaginação ao meio e a imaginação é muito importante e poderosa para realização de desejos.
Se é assim, sou quase a Mulher-maravilha: ô cabecinha prodigiosa...

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

É pique, é pique, RÁ-TIM-BUM!

Iêba!
Hoje a festa é familiar. Dia em que a seguinte criatura fica um pouquinho mais velha:

  • Gustavo: nascido Luis Gustavo, hoje já quase não se sabe do Luis. Caçula. Como tal, chato, pegajoso, pentelho. Fala pelos cotovelos. Está se achando o máximo desde que começou Eletrotécnica. Sai resmungando coisas como "o eletroduto pode ser reaproveitado", "o metro é décima milionésima parte de sei-lá-o-quê". Seus métodos de irritar consistem em abraçar alguém quando este alguém está furioso, cantar "doméstica" (tayrone, o cigano - argh!!!!), dizer "sabia que eu te amo" depois de ter levado um sermão. Palhaço. Gosta de rock. Torce pelo Vasco. Adora uma combinação estranha: café, açúcar, adoçante, leite (normal), leite (em pó). E ainda dizem que se parece comigo. Eu, hein?!

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Sinais? Ou "viagens"?

Em vez de dormir, como faço todo dia no caminho para o trabalho, hoje vim testemunhando a felicidade de um colega: depois de muito batalhar, ele conseguiu ótima colocação num novo emprego, com muitas ferramentas e reconhecimento, ao contrário do antigo.
Eu, ao chegar, recebo cobrança por algo que eu não teria a mínima condição de fazer.

Isto é um sinal?
Am I in the right way?

segunda-feira, janeiro 29, 2007

A verdade existe. Mas tem muitas versões.


Dizem que os sagitarianos costumam ter uma crise de identidade na transição da adolescência para a fase adulta.
Bem, se serve de confirmação, eu estou em crise.
(De novo)


No último final de semana fui parar numa realidade completamente diferente, pessoas diferentes, costumes diferentes. Sabe aquilo que você só encara de passagem e não faz questão alguma de descobrir como é de verdade? Pois é, embora eu não fizesse questão, acabei descobrindo.
Descobri que sou um bocado tolerante, mas que algumas coisas realmente não me descem. Descobri que sou absolutamente impaciente com gênios ruins. Descobri que posso ser um bocado cruel se quiser.
Mas a descoberta mais importante, e que me fez desejar ardentemente um papel para escrever (ou melhor, um teclado para digitar) foi a de que a verdade existe. Só que para achá-la é preciso ouvir as várias versões, porque cada um tem sua verdade, ou sua parte da verdade (*).
É o seguinte: escutei uma narrativa (longa, por sinal) de 4 pessoas diferentes. Foi engraçado ver como as versões se completavam e se esclareciam mutuamente. Uma me disse "Não sei porque Fulano fez aquilo". Depois, conversando com o Fulano, descobri o porquê. Tão óbvio, tão simples. Mas tal qual padre, não posso revelar nada do que ouvi. Não posso desfazer mal-entendidos. Não posso desfazer más impressões. Não posso fazer com que os envolvidos finalmente se entendam. É uma pena. Mas guardarei a lição aprendida para usos futuros e espero não esquecê-la. Porque é relativamente fácil esclarecer os conflitos alheios. Os nossos sempre parecem insolúveis.
A descoberta tem preço: a progressiva perda da capacidade de julgar. Explico: a cada vez que ouço pessoas dizendo o porquê de cometerem erros, fazerem "maldades", mais me convenço de que tudo isto é muito relativo. Exceto alguns casos, as pessoas não erram porque querem. São levadas a isto por não terem consciência da real dimensão de seu erro, por não saberem que é um erro. Sabendo disto, para mim fica mais difícil identificar culpados, porque cada um "sabe a alegria e a dor que traz no coração".



*Um dos diálogos cruciais entre meus personagens imaginários:
"- Pensas me enganar. Mas eu sei a verdade.
- Uma parte da verdade é a verdade?
- Sim.
- Não. A parte que tu sabes da verdade mais aquela que sei: isto é a verdade."


sexta-feira, janeiro 19, 2007

Retiro temporário

Neste final de semana, estarei visitando regiões nunca dantes exploradas (pelo menos, não por mim...rsss...). Post, scraps, mails e afins irão esperar até terça-feira. :-)
Poderei ser achada no litoral norte e/ou celular.
Para os que ficam, comentem!
Para os que ficam e são de tecnologia, leiam Web 2.0 é uma revolução?

Abraços!

terça-feira, janeiro 16, 2007

Como enlouquecer um sagitariano


Rezo todo dia pra nunca fazerem isso comigo...
M
ostre a mesa de trabalho dele, num canto voltada para a parede
  • Diga a ele que tem prazo de duas horas para entregar um trabalho. (na verdade, dizer que tem prazo já é um problema. E se esta cobrança vier com cara feia, MUITO PIOR)
  • Quando ele contar uma aventura que passou, diga que é uma coisa normal (isso dá nos nervos...)
  • Se ele começar a filosofar, fale que isso não enche barriga e é melhor ele trabalhar (resposta para isto: "tenho culpa se você tem a mente limitada?")
  • Quando ele convidar você para um programa diga que está com dor de cabeça e não está afim das suas maluquices (maluquices??? eu???)
  • Diga que ele está comendo muito (não quero ouvir isto nem da balança, que dirá de outra pessoa)
  • Se ele comentar sobre um assunto fale para ele se informar e que "está por fora" (aí bateu no ponto fraco: cultura)
  • Não lhe dê férias (ficamos mal-humorados, resmungões, depressivos e estressados.)
  • Diga para ele calar a boca e que fala demais (está correndo sério risco de vida se o fizer...)
  • Diga para ele não jantar porque vai levá-lo a um restaurante. Vá para um restaurante francês que sirva pratos minúsculos (só tem perdão se depois vier um belo rodízio de pizza.)
  • Faça gozação com ele na frente de todo mundo (somos otimistas. Mas extremamente susceptíveis. Das 2 uma: ou a gente te mata ou a gente se mata. Por via das dúvidas não faça.)
  • Concorde com ele e depois diga que só concordou para ele parar de falar (castigo: ouvir mais 4 horas de argumentação)
  • Diga para ele esperar um pouco na recepção.... demore mais de duas horas (somos impacientes. E pode esperar que vai ter troco)
  • Diga que seus projetos são inviáveis e que ele não é criativo (ou seja: "sonhador" e "burro": ofensas mortais...)

    Fonte: Gaia Astral

Escolha nossa de cada dia

Ser ou não ser.
Levantar ou dormir.
Mudar ou não mudar.
Insistir ou desistir.
Continuar ou jogar para o ar.
Ouvir ou ignorar.
Sair ou não sair.
Comer ou não comer.
Se importar ou dar de ombros.
Abstrair ou detalhar.

Bons motivos para escolher qualquer uma delas.
O seu ser é consequência de suas escolhas.
Sou realmente responsável por minhas escolhas?

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Tarcísio Gonçalves Pereira

Há 7 dias morreu uma das pessoas que mais tiveram peso na minha (ainda precária) formação espiritual.
Essa pessoa era o Tarcísio.
Sabe aquela criatura que consegue arrancar risadas mesmo do ouvinte mais rabugento? Aquela que consegue fazer a Palavra ser entendida mesmo por quem não dá a mínima? Era ele. Nem meu pai, contestador de muitas coisas em matéria de religião, resistia ao encanto.
O segredo? Bom-humor.
Mineiro, da cidade de Delfim Moreira, tinha piadas e "causos" pra contar a toda hora. Era profundo conhecedor da Bíblia. E como tal, tinha a segurança de dizer coisas como:

  • "A maior desgraça que a vinda de Jesus trouxe para o humanidade foi tirar o direito da gente dizer que a culpa do que dá errado é de Deus. Ah, e como é difícil não ter a quem culpar";
  • "Imaginem se José e Maria brigassem: 'Sua irresponsável, não consegue tomar conta do Filho de Deus?' e Maria: 'Ah é, mas pelo menos eu sou mãe de verdade dele.' Olha que coisa, gente! E se Jesus foi criado numa família pacífica, seus filhos também devem ser";
  • "Por que Pedro negou Jesus 3 vezes? É mágoa por Jesus ter curado a sogra dele".
Depois da gargalhada sempre vinha a lição. E assim, de risada em risada, a gente ia aprendendo a ser um filho de Deus melhor.
Durante todo o ano de 2006, confesso que o vi pouco. Ele também estava mais recolhido, lutando para vencer um câncer devastador. A última vez em que o vi foi no início de dezembro, quando ele apareceu para dizer "Buscai as coisas do alto". Para dizer que o câncer tira tudo de uma pessoa (e ele que "já não tinha muita coisa, ficou sem nada") mas a fé, não: esta nunca lhe será tirada e por isso Jesus aprovou a atitude de Maria, irmã de Lázar e Marta, quando ela preferiu ficar aos seus pés em vez de ir ajudar a irmã nos afazeres domésticos.

Agora, fica a saudade.
E o trabalho maravilhoso dele: a comunidade Bethania, que acolhe dependentes químicos e portadores de HIV. Meu objetivo para este ano é conhecer este lugar, passar um tempo e experimentar este contato com pessoas que precisam de apoio.
Bom...é isto.
Queria ter podido escrever no dia da morte dele, mas estava de cama.
Então escrevo agora.


O Tarcísio é mais conhecido como Pe. Léo, scj.
Para ouvir sua última pregação.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Feliz Ano Novo!

Post atrasado, você vai dizer.
Ué? Mas em 10 dias 2007 já ficou velho? Só passou 2,7% do ano.
Então isso quer dizer que você, cuja expectativa de vida é de 75 anos, se tem mais que 2 já está velho.

Viu como a gente esquece rápido as coisas que deseja e promete?

Quem ouviu "Que neste ano todos os seus desejos se realizem" está trabalhando pra que os sonhos se tornem realidade? Ou será que ainda nem definiu que sonhos concretizar?
Quem disse "Este ano vai ser diferente" já fez algo de diferente, revolucionário, inovador?
Quem ouviu "Que Deus te abençoe e te ilumine neste novo ano" já parou pra ouvi-Lo?
Quem disse "2007 vai ser de paz e prosperidade" está buscando a paz de espírito e a prosperidade de bençãos?


Não?
Calma, não precisa desesperar:
ainda tem 97,3% do ano pra mudar tudo isso.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Nerds e Loucura. Nada a ver.


Ano novo, estamos tentando uma vida nova.
Mas o primeiro post de 2007 fala de uma queixa antiga.
Desabafo de uma ex-cdf que já escutou muita abobrinha por aí


Se eu gostasse de dançar forró, não haveria problema.
Se eu adorasse comentar as novelas da Globo, não haveria problema.
Se eu ignorasse toda a conjuntura político-social-econômica do mundo não haveria problema.

Mas como sou viciada em livros, estudos, aprendizado, aí temos um problema.
O que não falta é gente para te dizer "você vai enlouquecer, conheço não-sei-quem que ficou louco assim", "você não aproveita a vida", "pra quê tanta leitura, não muda nada". Em primeiro lugar, ninguém enloquece por ler. Pode enlouquecer por falta de leitura, tamanha a carga de preconceitos e idéias caducas que vai carregar. Em segundo lugar, o que é "aproveitar a vida"? Sair com amigos, namorar, badalar? A leitura não impede isto. Quem gosta de ler e não faz isto é porque realmente não quer. Em terceiro lugar, se os livros mudarem a minha cabeça, já está de bom tamanho.

...

[Que post agressivo.
Não era esse o tom que eu queria.
Meu objetivo era só falar desse preconceito que a gente sofre de vez em quando.
Mas sem revolta.
Afinal, cada louco com suas manias.
A minha é aprender.
E a tua? ]

Se quiser um texto ainda mais revoltado e radical sobre o tema, leia Pacto pela inteligência

quinta-feira, dezembro 28, 2006

27-28 de dezembro - risos, lágrimas e soro caseiro

Eu estava dormindo.
E acordei com o carro já na minha porta.
Reunião no outro lado do estado.

Eu estava com um mal-estar muito chato.
E continuei com ele por todo o dia.

Eu estava cansada.
Só pude tirar um cochilo rápido antes de ir para o amigo secreto da turma.

Eu estava muito, muito irritada.
Chegar atrasada por culpa de outros é terrível.

Eu estava feliz.
No final tudo acabou dando certo: agenda, vinho, risos e pagamento de rodízio.

Eu estava triste.
Chegar em casa sabendo que o gato da casa tinha acabado de morrer não é nada agradável.
Praticamente apagou a alegria da noite.

Eu estava morta de sono, apesar de dormir.
E com um pressentimento de que devia ficar em casa.
Mas teimosa que sou, saí.

Eu estava passando mal.
Num posto de gasolina de beira da estrada.
E atrasada para o trabalho.

Eu estou melhorando agora.
Eu estou me alimentando de soro caseiro.
Eu estou com sono.
Eu estou indo para casa.
Mas não faço idéia da hora em que vou chegar.

terça-feira, dezembro 26, 2006

James Brown, Substation e aumento de salários

  • Aumentos dos deputados de 91% parece ter sido barrado. Ô glória! Até que enfim, uma decisão sensata. Mas para a vitória ser completa, tem que acabar com a maldita "verba indenizatória" (na verdade um segundo salário, recebido todo mês, sobre o qual não incidem descontos ou imposto de renda). Para maiores informações, Franklin Martins.
  • Uma pena a morte do James Brown. O cara podia não ser flor que se cheire, mas vamos e convenhamos que sua música é única. O reveillon com ele ia ser ótimo (não melhor que o de Los Hermanitos...). Tristeza para os muitos que compraram ingresso. Minha favorita dele? "I feel good", claro. Ela vai ser o tema da minha formatura. Se eu tiver uma, porque rituais de passagem não são exatamente o forte do pessoal de Exatas...
  • Rave urbana Substation 2006, muito boa. O clima era diferente, já que o local de realização da festa mudou. Nos 10 anos da festa, ela aconteceu na Estação Ferroviária. Mudou agora, na 11ª edição. Mas nada que pudesse frustrar os que, como eu, estavam loucos para dançar.

Reveillon dos sonhos


Show do Los Hermanos em Recife - PE
Gratuito
O último do cd "4"
Além deles, um DJ
No reveillon.

ISTO É QUE É FESTA DE ANO NOVO!!!

Eu queria estar lá :-(
Paciência...

terça-feira, dezembro 19, 2006


"Você pode me ver do jeito que quiser
Eu não vou fazer esforço pra te contrariar
De tantas mil maneiras que eu posso ser
Estou certa que uma delas vai te agradar
(...)
Se o teu santo por acaso não bater com o meu
Eu retomo o meu caminho e nada a declarar
Meia culpa cada um que vá cuidar do seu
Se for só um arranhão não vou nem soprar"


"Rosas"
Intérprete: Ana Carolina
Compositor: Totonho Villeroy
A mais recente da lista "Esta é a minha música"

A comunicação na família moderna

terça-feira, dezembro 12, 2006

Errando é que se aprende


Inaugurando a sessão de errata do Parlatorium

Post: If (IMC <> 18 then "modelo não pode desfilar" - Comenta a polêmica decisão dos organizadores Imagem manipulada por computadorda Semana de Moda de Madri, de proibir que modelos com IMC (Índice de Massa Corpórea) inferior a 18 entrassem na passarela. Alguns setores da moda odiaram a idéia.
Data: 20/09/2006
Erro: A foto publicada junto ao post foi esta à direita. A modelo da foto é, acreditem, Gisele Bündchen - a imagem foi manipulada por computador. Infelizmente não consegui achar a original, mas vi no Programa do Jô a imagem real e ela é bem diferente. A produção do programa também caiu na pegadinha e acabou publicando como se fosse verdadeira. Eles descobriram o erro e eu aproveito para me corrigir também.
Correção: Troquei a foto por outra, esta de fontImagem verdadeirae mais confiável e utilizada por diversos sites médicos que falam sobre anorexia (foto à esquerda).
Comentário: Como qualquer pessoa comum, não me sinto feliz de abordar mais uma vez esta doença. Falar dela novamente significa que ela continua fazendo vítimas, e desta vez, notórias vítimas brasileiras. Mas não posso deixar de me alegrar ao ver que o meu desejo expresso no primeiro post (de que a batalha contra a doença chegasse ao Brasil) está sendo realizado.

Isso é que é conectividade!


Finja que você é o Bob. Qual a resposta da pergunta?

quarta-feira, dezembro 06, 2006

É pique, é pique, é hora, RÁ-TIM-BUM!


Hoje é dia de comemorar o aniversário de uma pessoa que conheço há exatamente 20 anos e posso dizer que ela, apesar dos (muitos) pesares, é uma boa criatura. Eis o ser:
  • Rosa: Uma sósingular, em essência. Criatura sorridente, amigável, otimista de carteirinha. Ainda não sabe o que quer da vida e tem fortes suspeitas de que não vai descobrir nem tão cedo. Enquanto não acha o que ama, vai fazendo o que gosta: lidar com pessoas, lidar com máquinas, ajudar o próximo, aprender. Viciada em leitura, cafeína e entender os problemas da humanidade. Fã de preto, laranja, branco. Detesta a cor rosa (segundo ela, "de rosa já basta eu"). Alérgica a camarão. Alérgica a AAS. Alérgica a quase tudo, enfim. Multifacetada. E detesta que julguem apenas uma face como se ela fosse a totalidade. Impaciente, indecisa, às vezes insegura. Mas como otimista (e brasileira) que é, não desiste (quase) nunca.

A você, dona Moça, o desejo de que encontre aquilo que busca. E é claro, dinheiro, paz, saúde (menos alergia), alegria, amigos, sucesso, felicidade, blá, blá, blá...

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Pequenas alterações no blog

Olá, pessoas! :-D
Aproveitei uns minutinhos de folga para alterar uns detalhes no blog, que espero serem úteis:

  • Primeiro: corrigir o endereço do fotolog do Allyson Cabral, que teve problemas com a conta e criou um novo. Podem acessar a página do garoto clicando em "AllysonZAUM" no menu "Links".
  • Segundo: foi criar um link permanente para o post "Sósingular - não, não escrevi errado". Já que o assunto virou minha bandeira pessoal (onipresente nos nicks e perfis), nada melhor do que esclarecer o maravilhoso significado da expressão. Se não leu o post, acessa aí do lado. Eu recomendo.
  • Terceiro: foi a adição da minha rádio pessoal no Cotonete ao blog. Infelizmente, parece que este não deu muito certo porque a interface do player não é intuitiva. Vou deixar aí enquanto arranjo uma opção melhor. Na rádio tem Linkin Park, Laura Pausini, Black Sabbath e outros...

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Cegonha revisitada


A influência da tecnologia é uma coisa ótima, não?

De "Observatório da Imprensa" : ódio de classe e padrão Veja

Atualmente um dos meus sites favoritos é o Observatório da Imprensa. E é dele que eu cito dois artigos fresquinhos e muito reveladores, nesta tarde de muito sono e dor de dente...

  • Guerra do Rio, a imprensa e o ódio de classe : comenta a última edição do jornal "O Globo". Nela existem 9 páginas dedicadas ao assassinato da ex-mulher do sócio de uma poderosa empresa brasileira de expressão internacional e apenas 1 página falando da matança ocorrida nas favelas na mesma data. Engraçado é que a referida mulher estava divorciada há mais de 20 anos, mas talvez para dar mais destaque à notícia, resolveram citar esta relação distante. Por trás desta postura a atitude preconceituosa e discriminatória que liga o valor das pessoas ao valor monetário que possuem. Leia o artigo

  • Folha adota "padrão Veja" de jornalismo : fala da última edição da "Folha de São Paulo". Numa de suas reportagens, explora um contrato de publicidade oficial envolvendo o governo federal, o Grupo Bandeirantes de Televisão e a Gamecorp (empresa da qual o filho do presidente é sócio), afirmando em manchete que "Publicidade oficial ajuda a bancar TV do filho de Lula". Na matéria não há qualquer denúncia propriamente dita. O objetivo parece ter sido simplesmente impressionar os "leitores de manchete" (infelizmente, boa parte da população). Leia o artigo

Respondam-me: haverá futuro para o jornalismo, a mídia, a ética?



* Em tempo: Dois posts seguidos relacionados à Jornalismo não são perseguição. Nem vontade de voltar para o curso. Apenas coincidência.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Erro de redação!

Essa não dava pra deixar passar:




"Pé machucado", "Pé fraturado", "Pé engessado", qualquer coisa. Mas "avariado" NÃO!!! De acordo com o dicionário Houaiss a palavra até pode ser usada para dano em alguma parte do corpo, num sentido figurado. Mas que fica muito estranho, isso fica...E estranheza é tudo o que um redator jornalístico não quer em um texto.

De: O Jornal

Pensamentos vespertinos - Anos 60 e saudade


ZZZZZzzzZZZzzZZZ...
Que soninho...
Mas dormir bem (leia-se "10 horas sem interrupção") é uma coisa que só devo fazer no domingo, infelizmente.


Comecei a ajudar uma amiga do trabalho (Carol) com a Feira de Ciências da escola (fico me perguntando onde é que foram parar as Ciências quando o pessoal vai falar de Exército, Ibama e afins). O tema dela? Anos 60. É muita coisa. Guerra do Vietnã, golpe militar no Brasil, homem na Lua, minissaia, Beatles, Woodstock. Mas faremos o possível para montar uma equipe legal. As idéias que já tive para o trabalho dela eu não tive para mim mesma quando precisei (será que estou ficando mais criativa com o passar do tempo?)
E durante essa ajuda bateu uma saudade do Ensino Médio...fazer trabalhos, apresentar peças, longas tardes na biblioteca devorando tudo ou só batendo papo. Bons tempos...
Já agora, o que vejo é que em 2008 ficarão poucos amigos por perto. E começa a bater uma saudade antecipada. Existe coisa mais desconfortável do que ver todos seguindo um rumo e você...nada?

terça-feira, novembro 28, 2006

Hoje vai chover

A situação é esta: como resultado de uma queda que levei há aproximadamente dois meses, o maior dedo do meu pé direito está desprovido de unha, motivo pelo qual não vivo sem band-aid. É também por esta razão que estou sendo forçada a deixar de lado minhas paixões: tênis, all star, babuche - em resumo, qualquer calçado fechado. Até a unha se recompor (sendo otimista, uns dois meses) serei obrigada a andar de sandálias, rasteiras, havaianas e coisas do gênero - em resumo, qualquer calçado aberto. Tenho poucos deste tipo. Dentre estes, quase nenhum é utilizável para trabalhar. Resultado:



Salto alto em plena terça-feira. E é claro, as colegas do escritório não iam deixar esse milagre passar em branco. Especialmente quando se tem uma câmera digital à disposição.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Discordância absoluta!

Comentário da Glória Maria, apresentadora do Fantástico na edição de ontem, se dirigindo aos adolescentes que estão pendurados na escola, repletos de notas baixas:
"...o Brasil inteiro está torcendo por vocês..."

Brasil inteiro, vírgula!!!!!
Eu NÃO!
Não estou torcendo por uma galerinha que brincou o ano inteiro, zombou dos professores e dos pais e se comportou pior do que crianças. Quer dizer, não estou torcendo pela aprovação deles. Torço para que tenham noção da vida, aprendam o valor do conhecimento e tenham responsabilidade. Torço para que sejam adolescentes não no pior sentido do termo (bagunceiros, descompromissados, etc) e sim, no melhor (animados, revolucionários, repletos de energia). Se isso se refletir numa aprovação, melhor. Torço para que o jornalismo pare de destacar os maus exemplos e comece a bombardear os noticiários com bons exemplos: por que não mostrar aqueles já aprovados no 3º bimestre? Por que não associar aprovação-conhecimento, em vez de aprovação-farra?

Será que estou ficando paranóica demais?

Visita ao campo

Os últimos dias foram interessantes.Tive a oportunidade de entrar numa realidade completamente diferente da habitual. De conhecer um carinho e uma inocência que me fizeram chorar. De mudar, transformar, revolucionar. O chato de tudo isso é que encarar minha realidade de novo foi mais duro do que o normal.

Explico:

Apresento-lhes o Assentamento Jubileu 2000, pertencente ao município de São Miguel dos Milagres. Ele é composto por 42 famílias e existe há aproximadamente 1 ano e meio. Ali vivem famílias de trabalhadores sem-terra que ocuparam uma fazenda improdutiva e hoje cultivam abacaxi (delicioso!), mamão, maracujá, feijão e uma série de outros alimentos.

Fui lá a trabalho, na última sexta (24/11). E quanto mais convivo com gente diferente, mais me dou conta de como eu amo o ser humano e as coisas simples da vida. Tem idéia como é bom chupar abacaxi colhido da hora, descascado com faca peixeira, debaixo de uma árvore? É o que há de bom!
Melhor ainda é ter contato com a simplicidade do povo e vê-lo radiante com a situação atual, onde eles se sustentam e produzem para si, para vender e presentear , quando há algum tempo atrás (mal) sobreviviam do corte da cana em terra de usineiros. Isto é revolução, embora ainda haja muito por fazer.


Para quem não tem a experiência do campo, fica o registro de um momento especial: o bezerrinho da foto nasceu minutos antes de nós chegarmos no assentamento.

quinta-feira, novembro 23, 2006

É pique, é pique, é hora, RÁ-TIM-BUM!



Hoje é um dia especial. Não só porque estou postando novamente após longos dias de sumiço, mas principalmente porque hoje o Mestre Pogobol está ficando mais velho!!!

  • Mestre Pogobol: Um cara que eu conheço há aproximadamente 7 anos. No início dos tempos éramos meio distantes, mas um certo curso técnico fez essa situação mudar: nos tornamos grandes amigos e hoje somos parte dos Internetmons. Um cidadão coruripense (leia-se, "de Coruripe") de marca maior, engraçado, amigo, dono de um "fuca" (leia-se "fusca") e um nariz de palhaço. Meu ex-companheiro de cantorias. Era (ou é) fã da Érika (ex-caloura do Raul Gil). Atualmente envereda pela área de Engenharia Civil, mas pode ser encontrado nas festas de Medicina. Não, não...acho que nestas ocasiões ele não quer ser encontrado...

Desejo que continue sempre essa criatura hilária, que esteja presente em nossas reuniões, que o Philos reconheça seu talento para vender ingressos, que passe em todos os cálculos da vida e, claro: felicidade, saúde, paz, sucesso e tudo aquilo que todo mundo sempre deseja nessas ocasiões. :-D

Mea culpa

Aos queridos leitores deste blog, que não cansaram de reclamar (via comentários e pessoalmente) do meu sumiço, aqui vai meu sincero pedido de desculpas. Sincero e justificável, haja vista o grande número de atividades desempenhadas nesse período, sem contar uma crise de bronquite que me fez passar todo o dia de ontem acamada. (chique, não?)
Pois bem, farei o que estiver ao meu alcance para que as aranhas não se proliferem por aqui. Mas se elas começarem a se reproduzir, favor não desistir: esta blogueira demora, mas sempre posta! :-D

sexta-feira, novembro 10, 2006

Fúria feminina (feminista?!)

Para as garotas: como foi sua infância? Brincou com bonetas, de casinha, surrupiou maquiagem da mãe? Se a resposta é sim, você é mais uma das que teve uma típica infância feminina.
Confesso que sempre fui atípica. Do alto da sabedoria de meus 8 anos, proclamei à família que brincar de boneca apenas ensinava a garota a ser mãe e que eu iria morar sozinha. Bem, 11 anos depois, ainda não moro sozinha, mas a minha opinião sobre as bonecas ainda é a mesma.
Pois bem, e como fico agora ao ver que as meninas desta geração passam mais tempo cuidado da aparência do que qualquer outra coisa? Revoltada é o mínimo.
Estas "bonequinhas" geralmente pertencem às classes média e alta, têm Gisele Bündchen como referência, se acham gordas e não vivem sem cabeleireiro e maquiagem.
E é claro, são aplaudidas por pais (que babam por sua princesinha) e mães (divididas entre a felicidade e o espanto de verem miniaturas tão perfeitas de mulheres adultas).
Imagino estas garotas no futuro. Aprenderão elas que a aparência não é tudo? Entrarão em crise quando perderem a juventude? Algum dia conseguirão enxergar algo além delas mesmas? Ganharão valores como solidariedade e amor ao próximo?
Acho que Simone de Beauvoir não previu isso. Queimar sutiãs em praça pública para que parcela da geração feminina seguinte ficasse idiotizada com sua própria imagem no espelho. Ô desperdício...

Frases filosóficas

"A integração é o poder da conquista" (by Luiz Sampaio)

Eu ainda não entendi. Mas é profundo, não é?

quinta-feira, novembro 09, 2006

Sabe aquela sensação de impaciência que nos acomete de vez em quando? Pois é...estou com ela agora.
Cada vez que faço minha ronda nos blogs e sites políticos sinto um comichão para escrever e voltar à área de Humanas. Pergunto: "Como acabou o escândalo Daslu?", "Por que a Veja ainda não foi processada pela série de calúnias e atrocidades cometidas cometidas durante a campanha eleitoral?", "Por que a Globo preferiu exibir fotos de dinheiro, em vez de falar do desastre com o avião da Gol?".
Pois é...questionamentos infinitos. Fico feliz por não ser a única a pensar nisto. Existe hoje toda uma rede de sites (blogs inclusive) dedicados ao tema. Torço para que em breve a maioria dos brasileiros tenha acesso à internet, não só para orkut e afins, mas como forma de obterem conhecimento precioso e escondido pela grande mídia. Como amante de tecnologia, acredito que ela possa realmente ser ferramenta de transformação social.
Para fechar, recomendo a leitura do artigo "Só as mães são sinceras", da revista Época. Ele traz um retrato bem diferente da maternidade idílica tão divulgada na sociedade. Vale uma reflexão: "o que é ser mãe?", "sentir perda de identidade ao ser mãe é sinal de egoísmo?", "como balancear carreira, vida amorosa, filhos, controle doméstico?", "qual a causa da imposição da maternidade?". Tenho grande interesse por tudo o que se relaciona à posição da mulher em sociedade e essa reportagem me fez "viajar" um bocado. Viaje também! :-)

quarta-feira, novembro 08, 2006

É pique, é pique, é hora, RÁ-TIM-BUM!


Hoje é dia de dar parabéns para dois amigos de SI que, infelizmente, não estudam mais comigo. São eles:
  • Latino (vulgo Allan): Um maluco, em resumo. Fã de números, engraçado, ótimo amigo. Já passou por fases ruins, mas parece que agora encontrou o caminho. Extremamente adaptável, a ponto de às vezes esquecer quem é. Quem nunca o viu dançando psy não pode considerar sua existência completa.
  • Cobol (vulgo João Rodrigo): Gente fina, fã de Ana Carolina, um tanto quanto distraído (não pense que esqueci as etiquetas dos óculos... :-D). Possui umas tiradas ótimas. Atualmente, no Corpo de Bombeiros. Achei que iria para o casamento dele ainda esse ano, mas parece que não é dessa vez que teremos uma festa de arromba no interior do estado. Paciência...

Não tenho mais o prazer de estudar na mesma turma que vocês, mas saibam que continuo torcendo para que consigam tudo o que desejam. De resto, saúde, amor, paz, viagens, baixo colesterol, longas noites de sono e afins :-)

terça-feira, novembro 07, 2006

FAQ - Internetmons

  • O que são os Internetmons? - Internetmons foi o nome adotado por um grupo de 4 amigos, que estudaram juntos no curso técnico de Informática, no Cefet, entre 2003 e 2004. São eles: Pink Potter (esta que vos fala), She-ra, Mestre Pogobol e Philos. Juntos, criaram um blog, o Mundo dos Internetmons (hospedado no weblogger, mas hoje desativado), como maneira de estarem informados sobre o mundo da tecnologia (já que teriam que postar sempre) e aprender noções de HTML.

  • De onde veio o nome "Internetmon"? - Este termo foi criado pelo PJ Pereira, um profissional de web, para nomear "monstrinhos" que povoam o mercado de internet (p. ex.: "Pulachu" é aquele tipo de profissional que não pára quieto, vive pulando de emprego em emprego em busca de um salário melhor, e se acha o máximo). A She-ra ouviu este termo num seminário de que participou e na hora de criar o blog, achou uma boa idéia pegar o termo emprestado e dar um novo sentido.

  • Qual a origem dos apelidos? - Responder esta é um pouco difícil e corro o risco de errar, mas vamos tentar:

    Pink Potter - "Pink" é a versão inglesa do meu verdadeiro nome e "Potter" vem do meu vício por Harry Potter
    Mestre Pogobol - o cara detentor desse apelido era mestre em "Bubble Volley", um joguinho de vôlei entre duas bolhas. Não sei porque cargas d'água começamos a chamar esse jogo de "pogobol". O caso é que o apelido ficou :)
    She-ra: este não tem qualquer explicação. Simplesmente o Mestre Pogobol achou que tinha que ser She-ra e nós concordamos.
    Philos: era o nick que o garoto utilizava no msn na época. Ele foi o último internetmon a se juntar à turma (é que no começo dos tempos ele não estudava conosco...) e no último post do finado blog, aparece como "em fase de avaliação" (eterna...)

  • Os internetmons ainda existem? - Os internetmons enquanto grupo de amigos continua existindo, apesar de termos passado quase 2 anos sem um encontro. A boa notícia é que essa tão aguardada reunião aconteceu no último dia 30/10 e pasmem! A amizade continua a mesma :-)

  • Se existem, onde estão eles? - Cada um foi para o seu canto. E esses cantos são tão distintos que para marcar uma reunião leva semanas, meses...Sou a única que continua na área de Informática, os outros deram uma mudada no rumo (só a She-ra que continua meio próxima, mas ainda assim, o negócio dela é design). Mas como gostar de informática não é pré-requisito para ser internetmon, continuamos com a identidade :-)

  • O que eu faço para ser um Internetmon? - A priori, somos um grupo fechado. Mas é claro que esta é uma situação perfeitamente negociável. Se você tem alguns parafusos a menos (mas não admite nem sob tortura), adora dar risada e não tem medo de odisséias (como andar na lama, lavar panelas queimadas, limpar melancias explosivas e afins) manda um email, deixa um coment. Quem sabe a gente não te convida para a próxima reunião?

Receita para felicidade: amigos - novos e antigos

Passei duas semanas numa efervescência de amizades. Encontrei gente pela net, conheci colegas em comum e, especialmente, revi amigos de longa data.
Os colegas em comum foram Kaká (gente finíssima, mestranda em Matemática) e Adelaílson (um professor de Cálculo decididamente não convencional), que tive o prazer de conhecer no meio de uma tapioca com a turma de SI e que acabaram me seqüestrando por tabela (o alvo era o Allyson). Abração para eles!
A efervescência não parou por aí. Tive o prazer de ir ao Erecomp (Encontro Regional dos Estudantes de Computação), em Campina Grande, cercada por uma galera que em 12 horas passou de desconhecida a amiga. *Mais detalhes em breve*
Os amigos de longa data são os Internetmons.
Não sabe quem são os internetmons?
Que pena...Explico:

...

Hum...acho que os Internetmons merecem um post à parte.


Sobre o Erecomp: estamos estudando uma parceria entre Parlatorium e TacaCoisa, para publicação de posts em conjunto. Aguardem notícias :-)

A pior mentira é aquela que se conta a si mesmo


Quem sabe - Los Hermanos


Quem sabe o que é ter e perder alguém
Quem sabe o que é ter e perder alguém

Quem sabe o que é ter e perder alguém
Sente a dor que senti
Quem sabe o que é ver quem se quer partir
E não ter pra onde ir

Faz tanta falta o teu amor
Te esperar
Não sei viver sem te ter
Não dá mais pra ser
Assim

Quem sabe o que é ter sem querer pra si
Não quer ver outro em mim
Não fala do que eu deveria ser
Pra ser alguém mais feliz

Faz tanta falta o teu amor
Te esperar
Não sei viver sem te ter
Não dá mais pra ser
Assim


Música implorada no show de 29/01, mas que só foi cantada em 28/11, deixando fãs (inclusive eu) histéricos. Sinto que logo chegará o tempo em que tudo o que restará é a saudade do que poderia ter sido e não foi.
Tenho o pressentimento de que demorará muito até One last cry...

quarta-feira, novembro 01, 2006

Indiferença. Individual. Quanta Idiotice!



Lula reeleito.
E uma miscelânea de pensamentos que só vão ganhar nexo quando eu puser no papel (ou no blogger).
Aviso de antemão que não faço idéia do que vai sair.
Você lê se quiser.


Estes últimos tempo tenho sentido como nunca as contradições de minha natureza sagitariana. Enquanto faço verdadeiro esforço para me auto-estimular e conseguir concluir o curso, reflito sobre as condições da natureza humana. É dispensável dizer que a vida prática ultimamente tem me tomado bem mais tempo, é só ver o tempo que passei sem postar por aqui. E não foi por falta
de idéia.
Bom, o cenário é a noite do último domingo, segundo turno. Tinha eu voltado para casa depois de ir às urnas e lá pelas 9 e meia da noite, quando já se tinha certeza (dessa vez absoluta) do resultado da eleição, mudei da Band para assistir o quadro "Ser ou não ser" no Fantástico. O resultado? Uma verdadeira tempestade mental.

Frase: "A indiferença é a banalização do mal".

Perfeita, não?
Eu achei.
E achei, porque ela resume toda a minha indignação com a situação atual.
Vivemos anestesiados, embriagados. Foi-se o tempo em que se dizia "Roubaram você? Que horror!!!!". Hoje se diz "Graças a Deus, pelo menos você está bem". Bem?!?!
E a indiferença vai bem mais além.
Na série, ela citou 3 indiferenças: a da elite pelos excluídos, dos excluídos pela elite, e da elite consigo mesma. Explico:

  • Elite pelos excluídos: faz com que as elites enxerguem os excluídos como "coisa" e não como seres humanos. Para mim, essa indiferença ficou implícita (e às vezes, explícita) nas falas de diversos "comentaristas" ao longo da campanha, que insistiam em dizer que o voto do povo estava errado, que o brasileiro é burro e não sabe votar. Tudo isso simplesmente porque
    as classes C e D resolveram votar por elas mesmas. E não pelas outras.
  • Excluídos pela elite: faz com que os pobres vejam a elite como inimigo a ser comabtido e contra o qual se pode fazer tudo, esquecendo-se do fato de que (apesar de tudo) merecem o respeito que deve ser concedido a qualquer ser humano. Esta indiferença justifica, por exemplo, o assassinato para roubar um tênis Nike.
  • Elite pela elite: faz com que a elite não queira enxergar a si mesma e queira viver sempre anestesiada. Daí uma venda tão grande de tranqüilizantes entre a classe, por exemplo.

(Esta última indiferença me levou a outra linha de raciocínio: o que há de verdadeiro, ou correto, na anestesia dos sentimentos? Porque sempre dizemos a alguém que chora: "tenha calma", "anime-se" e não permitimos que a dor tenha sua vazão? Lembro um trecho de Cazuza: "você sonhava acordada com um jeito de não sentir dor, prendia o choro...")

O caso é que depois de ver tudo isso tão estampado, fiquei com a sensação de que não estou fazendo nada para mudar. Vivemos numa sociedade injusta e individualista. Não fiquei surpresa ao saber que a solidariedade entre os jovens anda baixa. Não que os jovens não sejam solidários. Eles são. Mas com os semelhantes. O diferente não é semelhante. Logo, semelhantes são só aqueles que compartilham de nosso meio social, de nossas opiniões. A esses eu devo solidariedade. Ao resto, não.
E porque não faço nada? Porque só cuidar de mim mesma já toma tempo demais. E por que tanto tempo dedicado a si?

Porque vivemos numa sociedade individualista e injusta.