sexta-feira, setembro 22, 2006


My South Park Version :-D


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quarta-feira, setembro 20, 2006

if (IMC < 18) then "modelo não pode desfilar"


Esta não é necessariamente uma notícia nova, mas só agora é que eu pude comentar. Veja notícia


Causou frisson no mundo da moda a decisão do governo espanhol de impedir que modelos com IMC baixo demais participem de desfiles na Semana de Moda de Madri. Houve até quem dissesse que logo o governo iria querer legislar sobre as cores e os tecidos. Não poderia haver argumento mais absurdo.
O que existe, finalmente, é uma reação ao que todos viam: a excessiva magreza das modelos: fruto do culto excessivo ao corpo e submissão a uma corrente de pensamento de estilistas ("as roupas ficam melhor nas magras").
O fato de proibir não significa ser preconceituoso ou discriminatório: se uma empresa tivesse uma funcionária que mal se aguenta em pé, a obrigaria a continuar trabalhando? Qualquer empresa com um mínimo de humanidade a encaminharia para tratamento. Então porque continuar exigindo cada mísero grama de gordura dessas meninas?
Não costumo acompanhar desfiles de moda, apenas flashes de vez em quando. Numa reportagem que assisti sobre anorexia passaram imagens de modelos desfilando e fiquei chocada: "Como ninguém nota o que está acontecendo? Tal magreza não é normal!". Então fico feliz que mais alguém tenha notado.
Alguns expoentes do mundo fashion atiraram farpas para todos os lados, afirmando que estão querendo culpá-los pelos distúrbios alimentares. Não é bem assim. Em primeiro lugar, há que se preocupar com o bem-estar das modelos que estão atuando e passando por este problema (tido como "mal necessário" por várias esferas). Em segundo lugar, esta imagem projetada como ideal influencia realmente o comportamento de jovens pelo mundo inteiro. Isentar a moda disto é irreal.
Israel e Índia também estão comprando a idéia. Espero que o Brasil também adote. Pelo bem de muitas.

Post relacionado: Errando é que aprende (errata)

terça-feira, setembro 19, 2006

O último suspiro de um chuchu abandonado


Meu dia não foi inspirador.
Foi rotineiro, estranho, chato.
A começar por uma quedinha básica de pressão logo no comecinho do dia.
Depois, uma solidão diferente no escritório.
Mas, estando decidida a escrever, começo a vasculhar por um tema que me inspire.
Não demora muito e acho.
Desta vez o assunto é política.



Já dizem os sábios que política, religião e futebol não se discutem. Como eu não estou discutindo, apenas monologando, o farei com liberdade.
Nas últimas semanas, temos acompanhado investigações sobre a máfia das sanguessugas e das ambulâncias. Mas em algum momento, que não sei precisar qual, tudo isso virou coisa pouca comparado à "máfia" do PT. Deixou-se de ver que as acusações de corrupção vêm desde governos anteriores, com possível (possibilíssima) participação dos políticos tucanos para notar, apenas, que um dossiê foi "comprado" pelo PT.
Não estou dizendo que o PT e a Istoé não compraram. Pode ser que sim, pode ser que não. O problema é ver gente que está enrolada até o pescoço posando de vítima, dizendo que tudo não passa de armação eleitoreira para acabar com sua campanha. Como se a campanha presidencial já não estivesse decidida há tempos.
Isto me soa como uma tentativa desesperada de mudar uma eleição e uma pontuação estagnada por falta de carisma, proposta e apoio (é ridículo ver Serra dizendo que Alckmin é melhor para o Brasil. Sempre que vejo, completo mentalmente a fala dele: "Mas eu seria melhor, claro").
Revoltante.
Ridículo.
E ainda pedir que o caso seja investigado por um órgão isento. Como se a PF não fosse.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Odisséia do final de semana

O último final de semana é tema para vários posts, porque foram várias as reflexões vindas de uma noite desastrada. Mas como eu estou com trauma de séries de posts, já que não consigo terminar nenhuma (vide "Enecomp" e "Dicotomias do dia-a-dia") não vou prometer nada. Nada além de um post. Que é este. Se outros vierem, maravilha.


Prólogo
Tudo começou com a descoberta de uma rave no dia 15/09. Geralmente eu me infiltro nas comunidades de música eletrônica no Orkut para descobrir os próximos eventos. Mas esta me veio por scrap. Pensei: "Pow, massa. Um sinal de que devo ir". Entro na comunidade e vejo uma promoção de ingressos. Como estou passando por fase um tanto quanto "pindaibal", decidi ir apenas se ganhasse. Dias depois, resultado: ganhei! Penso: "Bom, agora tenho que ir..."



Viabilidade
Em um dia e meio, eu tinha que tornar viável a minha ida, ou seja: tinha que arranjar companhia. Recruto as meninas superpoderosas (Arwen e Sophia) e chamo aqueles que sei que gostam do estilo. No final das contas, entre convites via Orkut e SMS que nunca chegaram ao destino, vamos eu e Arwen. Sem problemas, afinal, tudo o que quero(emos) é dançar. Ponto importante: Wally me conta de um show que a banda dele (pilgrims) vai fazer na mesma noite e sugere que eu vá primeiro ao show e depois para rave. Como dinheiro é um problema, fico só com a rave, mas guardo a informação para possíveis referências futuras.



Problemas
Na noite de sexta, pretendia chegar em casa no máximo 7 e meia. Mas por acidentes de percurso, atrasos de ônibus e engarrafamento, só vim chegar bem depois de 8 (sinal 1). Cansada e com uma sensação íntima de desânimo. Bom, mas por pura teimosia, vamos à luta. Comer, preparar figurino, esperar ônibus. Esperar ônibus. Esperar ônibus. Repita a atividade por aproximadamente 40 minutos (sinal 2). E Arwen já me perguntando se vou mesmo. Mas eu não disse que sou teimosa?



Chegada
Entre mortos, feridos e risadas, chegamos no Jaraguá quase 23:00. Vamos ao lugar da festa. Triste notícia: perdi o ingresso que havia comprado para Arwen (sinal 3). Lá vamos nós, lisas e loucas, pagar por outra entrada. Ao chegar na bilheteria, em vez dos malucos habituais, dois adultos com jeito de pais dos organizadores (sinal 4). Gente do lado de fora, quando a festa já estava rolando (sinal 5). Bom, compramos e entramos. O som alto era um bom sinal.Ao entrar no local (muito bom, aliás) não havia nem 10 pessoas. E destas, 2 dançando. Na falta de algo melhor, caímos na risada. Tanto sofrimento pra se esbaldar e agora isso! E outra: como tínhamos pensado em amanhecer dançando não havia qualquer plano de local para dormir. E agora, José?Só para não dizer que ouvi tunts-tunts e não dancei, ainda ensaiamos uns passos. O dj era bom, a música ótima, o ambiente legal. Mas não dá vontade de dançar se não tem ninguém mais dançando. A situação estava ficando insustentável. Decidimos esperar até meia-noite. Se nada mais acontecesse, iríamos para o Fábrica (bendito Wally!).



Saída
Meia-noite. Nada de alteração do cenário. Pernas para que te quero. Na saída, uma moça avisou "se sair não pode voltar" e Arwen, mordaz como nunca, retruca: "não pretendemos mesmo voltar". Não ouvi nada disso.



Chegada 2
Chegamos enfim no Fábrica. Eu estava certa de que o ingresso custava 10 reais. Na verdade, 13. Ainda tentamos uma chorada pra ganhar desconto, já que boa parte do show já tinha passado. Mas nenhuma apelação adiantou. Bom, antes pagar 26 reais em ingressos do que em taxi de volta pra casa...Festa estranha, com gente esquisita, mas estávamos muito legais! :-D Embora o show do Pilgrims já tivesse passado (o que nos deixou decepcionadas), ainda havia mais 3 bandas. Então, no meio de teens e emos, lá vamos nós. E eis que encontramos o salvador da noite: Camilo, um companheiro de viagem no Enecomp! E entre apresentações, papo sobre Harry Potter, faculdade e shorts curtos vestidos por homens, foi passando a noite.Shows legais, galera que merece post à parte e a sensação de aventura rolando: "Uma noite no underground de Maceió"..kkkkkkkkkk...Claro que não era a mesma coisa de se esbaldar numa rave, mas isso não é exatamente um problema...



Saída 2
Show curtíssimo do Dance of Days. Pra mim, que não estava vendo muita diferença entre as músicas, eles tocaram apenas umas 6 faixas. Para os entendidos do negócio (Camilo, que fez o favor de nos aterrissar na situação), tocaram umas 12.E eis que tudo termina. São apenas 3 e meia da manhã.Pergunta: o que fazer até o sol nascer?!?!?!??!?!



Indecisão

Primeira opção: ir para o Extra. Afinal, para que serve um supermercado 24 horas?!?!?!
Problema: que ônibus pegar para chegar lá? Quanto custaria ir de táxi?

Segunda opção: seguir o Camilo e a turma dele.
Problema: a turma do Camilo não sabia pra onde ir.

Opção escolhida: a 2ª, CLARO!
Enquanto esperamos a decisão, passaporte e coca-cola.

...



Decisão
Decisão tomada: cada um da turma do Camilo ia pro seu canto. E agora, José?

Camilo decide ficar e esperar amanhecer (VALEEEEEU, MOÇOO!!!). Daí, nos arranjamos nos degraus da administração do porto de Maceió da maneira que deu. Mazela absoluta e total! Impossível não lembrar de Poços!Não fomos os únicos malucos a ficar. Havia mais umas 8 pessoas. Todos unidos, todos protegidos. E no meio da galera, até reencontramos uma antiga colega de turma nossa...(ê cidade pequena!). Chuvinha fina para completar a noite, motoristas meio altos escalando o gelo baiano e alarme de uma fábrica disparando. Todos felizes! :-D

Horas depois, com o céu já claro, eu agradecia aos céus por tudo estar acabando bem, sem maiores danos. Mas eis que de trás do Fábrica vem 2 garotas correndo que nem loucas. Perguntamos o que era. Alguém disse: "assalto". Aaaaaaaaaahhhhhhhhhhh...LOGO AGORA QUE TUDO TAVA INDO TÃO BEM!?!
Saímos correndo sem saber pra onde ir nem onde se esconder. Foi a primeira vez que me vi numa situação arriscada e não tive uma crise de riso. Acho que é porque eu já tinha rido a noite toda.
Até agora não sei bem o que é que houve. Sei que o susto foi um despertador maravilhoso: não tinha mais vestígio de sono nenhum..rss...
Indo para o ponto, esperar o ônibus por pouco tempo. Depois, me manter acordada até chegar em casa. Chegando, um único pensamento:
"Thanks God!!! I'm at home!!"

quarta-feira, setembro 06, 2006

Depois da bronquite, vamos divagar (com i mesmo!)

Já que Parlatorium significa conversa informal sobre assuntos diversos, vou me dar a liberdade de escrever sobre tudo e coisa nenhuma...



Para os garotos:
"Entre homem e gay, o ideal era ser metrossexual. Depois, ser metrossexual virou demais. Agora, entre homem e metrossexual existe o übersexual. Vão acabar descobrindo que o ideal é ser homem mesmo..."


Uma das piores coisas do mundo é trabalhar com medo, viver com medo, pisando em ovos e com receio de qualquer telefonema. Quando não se tem autoridade para mudar a realidade e não é possível se conformar com ela, a situação fica difícil. E começamos a contar as horas até o fim do tormento.


"Nao me diga que sou fantástica. Mostre-me porque você é fantástico. Este é o caminho"


Sabe qual a maneira de deixar uma situação ruim menos ruim? Pensar que logo você vai se livrar dela. Qualquer pessoa que trabalhe sabe como é prazeroso organizar as coisas quando se está na última semana antes de sair de férias. Parece que produzimos mais, os problemas se resolvem mais facilmente. E este raciocínio se aplica a tudo. Só é preciso um pouco de esforço mental para acreditar que tudo é passageiro, por pior que seja.

quarta-feira, agosto 30, 2006


A revolução que opera em mim é silenciosa. Às vezes manda sinais como olhares estranhos, sorrisos vindos do nada ou um silêncio inexplicável.
Poucas vezes satisfeita consigo e com o mundo. Sempre com fome de algo que não sabe explicar.
A frágil quer ser forte. A forte quer ser frágil. E aquela que abriga as duas naturezas? O que deseja? Satisfação? Admiração? Reconhecimento? Paz? Por que?
Anseio por criatura que enxergue a complexidade e esteja acima deste mundo. Anseio por algo que já experimentei algumas vezes. Vezes estas tão fugazes que só fizeram aumentar o desejo de possuir indefinidamente.
Hoje não escrevo para ser entendida.
Escrevo para me entender.

quarta-feira, agosto 16, 2006

Ao lado, pôr-do-sol na Bahia. Primeiro dia de viagem.

Espirros e mais espirros.
Mal acabo de me recuperar do problema de garganta, ganho um resfriado. Ê vida cruel! Estou pensando se conseguirei apresentar algum seminário, quando mal consigo atender o telefone sem "aaaaaaatchim...".
Meu estado de ânimo ainda não voltou ao normal desde que voltei de viagem. É um tal de repensar ali, repensar aqui. No final das contas, ainda não cheguei a conclusão nenhuma de quem sou, pra onde vou e o que eu estou fazendo aqui.
Mas, ontem vi alguma esperança no fim do túnel. Pode ser só uma luzinha fraca, uma réstia insignificante. Mas já é o suficiente para mais algum tempo de fôlego.
No mais, esperar um tempinho e saúde para continuar posts sobre o Enecomp...
Ah, que cabeça a minha! Já ia esquecendo de falar sobre minha mais recente descoberta: um texto (na verdade, um site inteiro) falando sobre as mentiras que a Veja conta. Você é leitor dela? Acredita? Então ACESSE:

quinta-feira, agosto 10, 2006

Músicas-adjetivo


Já prestou atenção em colunas sociais? Acho muito divertido ver aquele povo com a mesma cara fazendo sempre as mesmas coisas. E os comentários dos colunistas é que são ótimos: "Fulana de Tal num momento radiante", "Beltrana, sempre entre as antenadas da cidade", "Sicrano dos Grudes, com seu maravilhoso negócio", e por aí vai.
Mas o elogio máximo que uma socialite pode receber é ser chamada de "mulher-adjetivo". Levei tempo até entender a profundidade desta expressão máxima de bajulação. Agora compartilho a explicação, para enriquecer sua bagagem de cultura inútil: se eu fosse uma mulher-adjetivo, as pessoas iriam se referir a alguém maravilhosa dizendo "Ela é tão Alek". E daí já daria pra entender toda a magnanimidade da criatura.

Mas a conversa sobre coluna social foi só para fazer uma analogia: existem algumas músicas que para mim são adjetivos. Hoje estou num dia que é um misto de "Lugar ao Sol" (Charlie Brown Jr.) e "Além do que se vê" (Los Hermanos). Explico:


"Ainda vejo o mundo com os olhos de criança,
que só quer brincar
e não tanta responsa..."


"É preciso força
pra sonhar
e perceber
que a estrada vai além do que se vê"


Que música é adjetivo do seu dia? Você é uma pessoa-adjetiva?

ENECOMP II - Festas 2

Luiz Américo tentando me estrangular...Brincadeira, brincadeira...era só um abraço amigo. Ê festa boa!
Eu sempre reclamei da mania de muitas mães de não darem crédito a quem se deve. Por exemplo, você faz algo a vida inteira correta e uma vez que faz errado, é como se tivesse feito errado o tempo todo. Então, para não cair na mesma mania, já que o primeiro post não tinha foto por culpa do Max...
ESTE POST TEM FOTO POR CAUSA DA INFORMAÇÃO DO MAX!
Em letras maiúsculas, pra dar mais destaque.
Queria poder criar mais um texto legalzinho, mas o fato é que só consegui postar aqui porque o sistema ficou fora do ar. Paciência...

quarta-feira, agosto 09, 2006

ENECOMP II - Festas 1


Na foto, esquerda pra direita: Max, eu, Luiz Américo, Debi (maninha!!!) e Madurim (vulgo Felipe Bernardo)



Começar falando de um congresso pelas festas é um tanto suspeito. Mas, quem não deve não teme e como eu FUI a palestras, posso falar sem medo.
Confesso que comprei o pacote de festas com receio. Não gosto de axé, pagode e forró (só se for o forró pé-de-serra) e uma festa com o nome de "Cervejada" não me parecia um show de rock.
Mas por recomendação de todo mundo, lá vamos nós (como diria Minnie num episódio memorável do Pica-pau - aquele da vassoura).
Eu ia falar das produções de figurino para as festas, mas isto merece um post (ou vários) à parte. Por hora, só quero expressar minha IMENSA felicidade em ter podido dançar trance em 4 noites seguidas!!! Ver toda aquela galera se movimentando sob um som muuuito louco foi demais! Rave é ótimo. E com a caravana Maceió, melhor IMPOSSÍVEL! O triste foi só sermos expulsos (delicadamente) da boate pelo segurança.
Embora ainda tenha havido sua parcela de axé, funk e até forró, foi suportável. Deu para dançar sem muito problema e quando a situação realmente ficava muito preta (p. ex.: "Levanta a perninha ai ai") era só tapar os ouvidos e continuar no dois-pra-lá-dois-pra-cá.

terça-feira, agosto 08, 2006

ENECOMP I

Preciso me mudar.
Para onde?
Bem, para uma cidade de crianças lindas e clima frio.
Uma cidade de roupas e sapatos bem baratos.
Uma cidade que não vou esquecer.

O congresso? Ah, foi muito bom também. A mesa redonda sobre Regulamentação da Profissão foi maravilhosa, embora nada conclusiva. E a palestra sobre uma empresa de software livre bem sucedida mexeu com os sonhos de muita gente. Inclusive eu.
Gostaria de ter postado durante a viagem. Qualquer jornalista sabe que notícia fria não vende. Mas prefiro vender notícia fria do que perder o frio de Poços. :-D
Então, deixo este post inicial assim.
Sem fotos, porque o Max ainda não me disse onde estão.
Mas com a sensação de que muitos textos ainda vão rolar...

Depois da tempestade, analisar os estragos... :-)

De volta DO congresso. De volta DA cidade.
Ô viagem abençoada!!! Muita coisa pra contar. É tema pra mais de metro de post.
Mas por enquanto, ao som de Nickelback (quem diria?! Eu, que adoro System!!), só quero escrever por 5 minutos e sobre 5 minutos. Até porque meu horário de almoço está acabando...

A impressão inicial tinha passado. Ido embora, quem sabe? Era o que eu pensava. Ledo engano. Não, tinha ficado apenas mais forte. Os olhos não conseguiam desgrudar e eu me perguntava: "Por que?!""Por que?!". Como resposta, apenas uma alegria indescritível e a sensação de que deveria memorizar cada detalhe daqueles minutos. Porque me lembraria daquilo por muito tempo. Não queria mais continuar com a máscara e isso não acontece sempre. Perco o controle. Saio para me recompor, sem muito sucesso. Mas quando volto, já tenho os olhos menos úmidos. Só o aperto no coração não diminui...Traço planos mirabolantes para jamais ter tempo de executá-los. Quem sabe da próxima vez?
Se Ele quiser, não importa onde, como, quando.

Have a heart.
Now I know that I have.

Agora, já refeita, é só saborear de vez em quando...

quinta-feira, julho 20, 2006

quarta-feira, julho 12, 2006

Analisando peças de propaganda

Publicidade é uma área difícil. Eu sei. Ter a obrigação de produzir idéias brilhantes a cada campanha é difícil. Mas já estou cansada de ver comerciais explorando idéias manjadas. Como gosto não se discute, vou expor minha opinião a respeito de algumas peças. Se não concorda, também é livre para se expressar: é só comentar.

A primeira e mais óbvia é a peça da Vivo, que fala da promoção em que, após os 3 minutos iniciais da ligação, os outros 45 são gratuitos. Para quê usar uma mulher explicando ridiculamente uma partida de futebol!? Isto só serve para reforçar a imagem da mulher como absolutamente ignorante quando se trata de bola. Existem alguns exemplares da espécie assim (Raica de Oliveira inclusa), mas com tantas lutando para desfazer esta imagem (seleção de prata da última Olimpíada inclusa) a propaganda presta um ENORME desserviço.

A outra é a da Albany, que fala dos sabonetes específicos para homem e mulher. Tudo bem, vou dar o braço a torcer: não seria tão interessante se fizessem um comercial explicando que a pele masculina é mais oleosa, necessita de uma limpeza mais profunda e requer sabonete próprio. No entanto, o comercial exibido passa pelo mesmo problema daquele da Vivo - reforça preconceitos:

Mulher só come salada, homem come carne.
Mulher não faz atividade física (só lê), homem que malha.
Mulher só quer amor, home que só quer sexo.
E por aí vai.

Tantos e tantas lutando por igualdade e o slogan é "Homens e mulheres são diferentes". E depois, uma pilha de clichês. Ê (falta de) criatividade.
Sobre Albany, ainda me reservo o direito de discordar do slogan da linha: "Para quem quer ser diferentemente lindo". Seria muito mais elegante dizer "Para quem É diferentemente lindo". Desta forma, estaria elogiando o seu cliente e não, obrigando-o a adquirir produtos para "ser diferentemente lindo". Quem é, É. Não precisa ser cliente.

segunda-feira, julho 10, 2006

Um dia atípico

Estou triste e desanimada.
Não me pergunte o porquê.
Hoje, em vez de me divertir à toa, quero quietude.
Não me pergunte o porquê.
Mudar as coisas, agir, trabalhar? Não hoje.
Não me pergunte o porquê.

Tudo o que eu gostaria hoje era poder dormir um pouco.
E esquecer a pilha de itens que povoa minha cabeça.
Não quero decidir nada hoje.
Não quero comentar nada hoje.
Não me pergunte o porquê.

quarta-feira, julho 05, 2006

Trabalho X Você - Quem ganha?

Eu achava que a vida pessoal importava mais. E achava a música "Epitáfio", dos Titãs, absolutamente maravilhosa. Um trechinho da letra para quem não conhece/não lembra:

"Devia ter amado mais,
ter chorado mais,
ter visto o sol nascer.
Devia ter trabalhado menos..."

Tudo ia bem. Até ler um artigo numa edição da Você S/A, antiga, que falava sobre essa música. E nele o autor apontava a canção como um dos maiores mitos do mundo moderno. Defendia a hipótese de que se você parar "para ver o sol nascer" (ou melhor, "curtir a vida") vai perder um tempo precioso para o seu aperfeiçoamento, afinal, o mundo não parou de girar e os fatos não pararam de acontecer só porque você decidiu parar.
Acredito no aperfeiçoamento contínuo. Ler livros, revistas, jornais. Fazer cursos. Freqüentar palestras. Otimizar as rotinas. Mas acho que isto deve trazer um maior tempo livre, uma maior organização, uma melhoria na qualidade de vida. E não, mais trabalho, mais preocupação, mais estresse.
A tecnologia cuja promessa era fazer o trabalho por nós fez o contrário (ou fomos nós?). Hoje, o celular nos deixa ao alcance dos problemas o tempo todo. E embora ele possua o botão "desligar", pega mal estar indisponível quando existem tantos querendo a sua vaga. Acostumamo-nos tanto com as máquinas, que não cansam, não adoecem, não precisam de estímulo, que começamos a pensar as pessoas do mesmo modo.
Tenho uma preocupação há alguns anos: as pessoas que fazem de algo a sua vida. Pode ser uma faculdade, um curso qualquer, um emprego. Por exemplo, o local onde cursei todo o ensino médio exigia demais dos alunos. Os amigos com quem tínhamos mais contato eram aqueles que estudavam conosco. As conversas quase sempre estavam, direta ou indiretamente, ligadas à escola. Então, quando tudo terminou, bateu um grande vazio: e agora? Havia hiatos de 3 anos na vida de vários de nós. E se, pra nós foi assim, imagina o que acontece com quem passa 30 anos de vida se dedicando a trabalho. E lá está toda sua vida, seu assunto, seus amigos e inimigos. Quando se aposentar, como será? Mais do que perder dinheiro, muitos hoje se preocupam com a perda dos laços, da rotina. E não se aposentam.
Sobre esta relação tão profunda entre pessoas e trabalho, havia uma entrevista nas páginas amarelas da Veja com uma executiva alemã. Ela defendia a total separação entre a vida pessoal e a profissional. Nada de festas da empresa, celular ligado no final de semana ou horas extras. Inicialmente fiquei chocada com a afirmação dela de que não é possível/desejável ter amigos no trabalho e ainda não concordo. Mas outros pontos da teoria são válidos, já que têm como objetivo permitir que o funcionário cultive outras áreas da vida que não só a profissional.
Pessoas precisam recarregar as baterias. Respirar outros ares. Estes ares podem ser mais puros, poluídos, interessantes, monótonos. Mas que sejam diferentes. Só assim é possível ter idéias novas, ânimo, garra. Gosto de pessoas que imprimem sua marca pessoal no trabalho, que têm outros objetivos além de ganhar o salário no final/início/meio do mês. Que cultivam hobbies, lêem assuntos fora do trabalho, ouvem música, se divertem.
Acho que é delas que vêm as idéias que mudam o mundo.

quarta-feira, junho 07, 2006

Rotina

Acordo.
Sempre mais tarde do que deveria e sempre muito antes do que gostaria.
Forço o estômago a trabalhar quando ele ainda deveria estar descansando.
O resultado de vez em quando não é muito bom: ainda acordando, ele dói por uns longos 40 minutos.
Ônibus.
Quase sempre cheio.
Quase sempre em pé.
E uma sensação de que eu não deveria estar ali, que está tudo errado.Viajo.
E durante a viagem, longos cochilos.
Pelo menos quando o companheiro ao lado (ou a falta dele) permitem.
Chego.
Caminho, sonolenta.
Chego, diretamente imersa num turbilão de atividades.
E assim se passa o dia.
Que é sempre curto demais para tudo o que há para fazer.
Viajo de volta.
Sem cochilos, porque dormir em pé é proeza demais para mim.
Chego.
Indecisão: estudar ou não estudar.
Sair ou não sair.
Dormir ou não dormir.
Decisão tomada, cumprida.
Volta para casa.
Alimentar o estômago.
Banho.
Cama.
Até o dia seguinte.

"Don't close your eyes,
Don't close your eyes,
This is your life..."

Como é a sua?

segunda-feira, maio 22, 2006

Minha lista de desejos. O que você quer?

Quero dançar até não aguentar mais.
Quero ficar quieta e imóvel.
Quero expor sentimentos e trancá-los a sete chaves.
Quero estar presa por vontade.
Quero o sorriso de positivo espanto.
Quero a admiração e a supresa.
Quero o troféu e a rosa.
Quero o distanciamento e a profunda ligação.
Quero me sentir igual e saber que sou diferente.
Quero o brilho das noites de gala e a simplicidade de um café.
Quero requinte e humildade.
Quero inteligência aguda e coração aberto.
Quero o conhecimento infinito.
Quero saber tudo o que preciso e o que não preciso também.
Quero a apreciação do que sei e sou capaz.
Quero o reconhecimento do gênio e do tolo.
Quero a amizade do bom e do mau.
Quero o calor do sol e o frio da neve.
Quero o brilho do aço e a maciez da pele.
Quero sentir o poder do ter e a satisfação de doar.
Quero jamais parar e parar sempre que quiser.

Não quero a obrigação.
Não quero o limite.
Não quero a cobrança.
Não quero a eterna indecisão.
Não quero o mesmo de sempre.
Não quero o diferente todo dia.
Não quero dar mais do que devo.
Não quero o retrabalho e a não-mudança.
Não quero o esforço em vão.
Não quero a lágrima inútil e o sorriso fácil.
Não quero querer o que não posso ter.

Cumpra, mas não prometa...

"Mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri"
Ana Carolina




Prometo de manhã para re-prometer ao dormir.
"À tarde"
"Amanhã"
"No próximo final de semana"
E tenho a impressão de que por mais que eu faça, sempre há o dobro por fazer. Em todas as áreas: profissional, acadêmica, pessoal, sentimental...
Os planejamentos e programações se sucedem, mas sem muito resultado. As listas de itens pendentes não param de crescer. E chega um ponto em que já não sei mais pra onde ir, o que deve ser prioridade e o que não deve.
Para administrar melhor o tempom, estou tentando adquirir a mania de escrever tudo o que tenho que fazer. TUDO MESMO. E ir riscando à medida que vou cumprindo. Por uns dois dias isto deu realmente certo. Mas depois vêm uma saída inesperada, uma rede que despenca, uma gripe incômoda. E tudo volta à estaca zero.
Ah,como era a vida há algumas décadas atrás... Não é que tudo fosse tranqüilidade: chefes de família (homens ou mulheres) sempre tiveram preocupações, muitas preocupações. Mas um jovem geralmente não tinha tantas. Tinha algumas, proporcionais à idade. Stress? Não, isso é problema novo. Antes, só cansaço, "pobrema nos neuvo".É difícil conciliar as diversas esferas de que se compõe a vida moderna. O ponto de equilíbrio não é o mesmo para todos, já que os pesos atribuídos a cada área são diferentes. Não há modelos fáceis para seguir.
A não-existência de um caminho pré-definido tem muitas vantagens. Mas também traz muita dor de cabeça. Acho que por isso Millôr diz que a ambição secreta do povo é ter a liberdade de não precisar decidir nada.

sexta-feira, maio 19, 2006

Oração aos jovens

É claro que você deve ter a coragem das suas convicções e enfrentar as coisas cara a cara e -

[Desde que :

  • não vá contra seus próprios e inerradicáveis interesses
  • respeite fundamente a sua família
  • observe a verdade não pode estar toda do seu lado e que o outro lado também tem sua parcela
  • suas idéias sejam sempre sadias e patrióticas
  • você observe à risca os estatutos vigentes, os decálogos em curso, as apostilas recomendadas, as orientações gerais sobre aquilo em que é permitido opinar, as bases do que é respeitável moral e civicamente, os exemplos de cima, até onde se pode chegar dentro do sistema (...)
  • jamais desrespeite as bases em que estão assentados os nossos princípios de povo e nação, assim como nossos usos e costumes ]

- exteriorizar toda a sua convicção e dizer tudo o que pensa, contar tudo o que sabe, com coragem e destemor, doa a quem doer. Você deve apenas tomar o cuidado, que acreditamos perfeitamente válido, de declarar, antes de mais nada, a fim de não ferir susceptibilidades, que qualquer semelhança é mera coincidência.

Millôr Fernandes (com adaptações)


Texto tirado de minha mais recente aquisição: MUITO bom e barato -> PERFEITO!

(Sugestão de frase final: by Paulo)