sábado, dezembro 01, 2007
Desconstruindo frases feitas
Pensar enlouquece.
Mas de vez em quando chegamos a alguma conclusão.
Eis a minha última.
Não que seja uma conclusão com cara de ponto final.
Tem mais um jeitão de fim de capítulo
Questionamento do dia: A frase "é errando que se aprende" não seria apenas um consolo para lidarmos melhor com a dor causada pelo nosso erro? Uma maneira de dizermos que isto não poderia ser evitado, quando na verdade, poderia? O erro reforça o nosso conhecimento, faz com que reflitamos. A frase não deveria ser "errando se aprende"? A primeira versão dá a entender que só é possivel aprender através do erro, o que não é verdade. Usá-la desta maneira soa como desculpa para justificar nossa vontade de ir contra algo que talvez já fosse senso comum, ou já estivesse marcado na consciência individual como algo indesejado, inadequado, errado. Tentou-se ir contra. E aí, dizemos "é errando que se aprende", quando na verdade, se tivéssemos pensado um pouco, não teríamos errado. Em vez de dizermos "que droga, poderia ter evitado isto...", dizemos como se as coisas não pudessem ter se sucedido de outra maneira. Isto diminui o arrependimento. Este sim, ensina algo. Mas normalmente tentamos fugir dele, partindo da crença que o erro é inevitável.
Hmm...isto leva a:
crença - o erro é inevitável
frase - "é errando que se aprende"
conseqüência - redução da culpa e abreviação ou completa anulação do processo de arrependimento.
crença - o erro é evitável
frase - "errando se aprende"
conseqüência - percepção de que o erro poderia ter sido evitado, culpa por não tê-lo feito se houve a oportunidade de evitar e não o fez, processo de arrependimento completo (arrependimento é diferente de remorso: um constrói, o outro envenena). Este processo de arrependimento é marcante, ainda que seja curto. Gera novas entradas no conjunto de atitudes e reações do ser, que serão lidas e aplicadas em futuras situações semelhantes.
Logo, não é o erro que ensina. É o arrependimento. Mas por ser um processo doloroso tentamos abreviá-lo afirmando simplesmente que não poderíamos tê-lo evitado. O arrependimento só não deve existir quando nos faltava elementos para tomar a decisão correta, onde este elemento pode ser uma informação, uma pessoa ou uma habilidade que ainda não havíamos adquirido. Mas é preciso obter este elemento faltante para não caírmos no mesmo erro novamente.
Erramos para aprender. Mas apenas errar não faz com que aprendamos. Errar é apenas o início de um processo de aprendizado, abreviado precocemente quando há a crença de que nenhum erro poderia ser evitado.
terça-feira, outubro 30, 2007
florbela espanca
Quero demais, exijo demais,
Há em mim uma sede de infinito,
Uma angústia constante que nem eu mesma compreendo,
Pois estou longe de ser uma pessimista;
Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada.
Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... Sei lá de quê!"
Desabafo da poetisa portuguesa Florbela Espanca.
Meu também.
E pode ser o seu.
domingo, outubro 28, 2007
post musical
Música faz parte de mim.
Se feliz ou em crise, não importa: ela está sempre presente.
Abaixo, um texto construído com versos das canções que me acompanham de uns tempos pra cá. Juntas, elas esboçam um quebra-cabeça sobre de onde vim, e para onde talvez eu vá.
Tem de tudo: Vienna Teng, Loreena McKennit, Capital Inicial. Até Sandy & Junior.
O autor pouco importa.
O que fica é a mensagem.
Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui.
Às vezes me olho no espelho e já nem sei mais quem sou. Havia, e ainda há, um medo e a timidez. Todo um lado que poucos viram e vêem.
Tive que abrir os olhos.
O difícil é que não consigo mais fechar e assim, assisto em silêncio até aquilo que eu não quero enxergar.
Ainda vejo o mundo com os olhos de criança, que só quer brincar e não tanta responsabilidade. E aí me forço a lembrar que é preciso muita força para sonhar e perceber que, apesar do que parece, a estrada vai além do que se vê.
Houve momentos em que todos os meus livros ficaram esquecidos, inúteis, porque só me mostravam como perder meu caminho.
Quis que alguém me dissesse "não vai ser sempre assim tão difícil".
Pensei: "Eu não posso mais ficar entre eles. Poderia passar toda a minha vida aqui, mas nunca estaria satisfeita."
Às vezes a solidão foi tão grande que me senti incompleta e repetia para o desconhecido: "não sou nada sem você. E para completar, não sei quem você é". Depois, decidi: a noite é minha companhia e a solidão, minha guia.
Cada manhã é mais um pedaço do meu caminho. Meu destino não é de ninguém e eu não deixo meus passos no chão. Sempre em frente, sempre tentando encontrar um mundo honesto, encontrar a verdade escravizada.
Muitas vezes sonhei acordada com um jeito de não sentir dor, prendi o choro. Hoje tento compreender e aceitar que a vida é uma sinfonia doce e amarga, que sou milhares de pessoas de um dia para o outro. E o melhor: que posso mudar.
Convenci-me que seria mais fácil fugir, substituindo essa dor por algo errado. Convenci-me de que seria mais fácil correr para longe do que encarar toda essa dor aqui, sozinha...lembrando da escuridão do meu passado, lembrando memórias que eu queria jamais contar.
Vou amando, me frustrando e sobrevivendo por um fio.
Mas estou aqui.
Sem desistir.
a volta daquela que tinha dado um tempo
Sem escrever aqui, que se deixe claro.
Porque fora daqui, têm sido longos os textos.
Criados entre lágrimas e sorrisos. Jamais mostrados para alguém.
Conversas entre mim e eu mesma.
Fruto da eterna busca por respostas e alguma certeza.
A palavra que resume todo este intervalo de tempo é crise.
Crise que precede as mudanças.
Crise que acompanha as mudanças.
Crise que fica depois que as mudanças acontecem.
O que está mudando?
Eu.
O mundo.
Tudo.
Se já cheguei a algum resultado?
Digamos que sim.
Mas não são conclusivos.
(Haverá conclusão algum dia?)
Se eu poderia evitar tudo isto?
Digamos que sim.
Mas não quero.
Porque se o fizer continuarei resumida.
Confinada entre as quatro paredes que as circunstâncias construíram para mim.
Se está perto do fim?
Digamos que não.
Às vezes creio que o término nunca chegará.
Se estou feliz?
Hum...o que é estar feliz?
Se sou feliz?
Sim.
Felicidade que nem sempre se expressa através de sorrisos.
Mas que nunca vai completamente embora.
Ainda bem.
quinta-feira, março 22, 2007
Freak on a leash
Um retrocesso
Foi como voltar à 6º série, 1º ano, alguns momentos do 3º.
Vejo o quanto minha estabilidade é superficial.
Quase um verniz.
Continuo a mesma.
Dizem que o oposto do amor não é o ódio: é a indiferença.
Eu concordo.
E o fato foi tão pequeno.
Tão pequeno se comparado a tanto que aconteceu e que teria piores conseqüências.
Mas dizem que os piores venenos estão nos menores frascos.
As maiores dores estão nos menores fatos.
E doeu.
A ignorância é uma benção.
Saber que machucamos as pessoas todos os dias, de maneira profunda, sem que sequer notemos é ganhar uma carga de responsabilidade imensa.
É ter que prestar atenção em cada ser humano como se cada um deles fosse um universo incrivelmente delicado.
Mas não é isso que somos?
Ossos e carne.
E sentimentos frágeis.
nos deixa auto-suficientes,
nos deixa auto-centrados.
Esquecemos de quem está do lado,
esquecemos de ver quem precisa de ajuda,
esquecemos que sempre que houver alguém sorrindo, haverá alguém querendo chorar.
O mundo fica cor-de-rosa.
Parece que nessa hora a felicidade é obrigação de todos.
E quem não está cumprindo, é irresponsável e simplesmente não merece ajuda.
Lição que vi.
Lição que muitas vezes não cumpri.
Lição que não mais quero esquecer.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Resumo dos últimos dias
Questionamentos sobre destino, desígnios de Deus, injustiças...
Olhos ardendo e lacrimejando: óculos perdidos.
Aniversário da Bibi, cujo post de aniversário, o Blogger me impediu de publicar.
Já li sobre competição e globalização.
Pesquisei sobre mapas astrais.
Revoltei-me enquanto lia Novae.
Agora investigando a carreira de coaching: a promessa é boa, mas gostaria de informações menos propagandísticas.
Espirrando loucamente: maldita mudança climática brusca.
Ouvindo músicas melosas: "Have you ever really loved a woman", "Anytime", "Love by grace".
Há uma profusão de pensamentos e planos borbulhando.
Quando algum deles ganhar consistência, divulgo.
É que eu li em algum canto, nas minhas andanças virtuais, que compartilhar planos não é bom: divide a imaginação ao meio e a imaginação é muito importante e poderosa para realização de desejos.
Se é assim, sou quase a Mulher-maravilha: ô cabecinha prodigiosa...
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
É pique, é pique, RÁ-TIM-BUM!
Hoje a festa é familiar. Dia em que a seguinte criatura fica um pouquinho mais velha:
- Gustavo: nascido Luis Gustavo, hoje já quase não se sabe do Luis. Caçula.
Como tal, chato, pegajoso, pentelho. Fala pelos cotovelos. Está se achando o máximo desde que começou Eletrotécnica. Sai resmungando coisas como "o eletroduto pode ser reaproveitado", "o metro é décima milionésima parte de sei-lá-o-quê". Seus métodos de irritar consistem em abraçar alguém quando este alguém está furioso, cantar "doméstica" (tayrone, o cigano - argh!!!!), dizer "sabia que eu te amo" depois de ter levado um sermão. Palhaço. Gosta de rock. Torce pelo Vasco. Adora uma combinação estranha: café, açúcar, adoçante, leite (normal), leite (em pó). E ainda dizem que se parece comigo. Eu, hein?!
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Sinais? Ou "viagens"?
Eu, ao chegar, recebo cobrança por algo que eu não teria a mínima condição de fazer.
Isto é um sinal?
Am I in the right way?
segunda-feira, janeiro 29, 2007
A verdade existe. Mas tem muitas versões.
Dizem que os sagitarianos costumam ter uma crise de identidade na transição da adolescência para a fase adulta.
Bem, se serve de confirmação, eu estou em crise.
(De novo)
No último final de semana fui parar numa realidade completamente diferente, pessoas diferentes, costumes diferentes. Sabe aquilo que você só encara de passagem e não faz questão alguma de descobrir como é de verdade? Pois é, embora eu não fizesse questão, acabei descobrindo.
Descobri que sou um bocado tolerante, mas que algumas coisas realmente não me descem. Descobri que sou absolutamente impaciente com gênios ruins. Descobri que posso ser um bocado cruel se quiser.
Mas a descoberta mais importante, e que me fez desejar ardentemente um papel para escrever (ou melhor, um teclado para digitar) foi a de que a verdade existe. Só que para achá-la é preciso ouvir as várias versões, porque cada um tem sua verdade, ou sua parte da verdade (*).
É o seguinte: escutei uma narrativa (longa, por sinal) de 4 pessoas diferentes. Foi engraçado ver como as versões se completavam e se esclareciam mutuamente. Uma me disse "Não sei porque Fulano fez aquilo". Depois, conversando com o Fulano, descobri o porquê. Tão óbvio, tão simples. Mas tal qual padre, não posso revelar nada do que ouvi. Não posso desfazer mal-entendidos. Não posso desfazer más impressões. Não posso fazer com que os envolvidos finalmente se entendam. É uma pena. Mas guardarei a lição aprendida para usos futuros e espero não esquecê-la. Porque é relativamente fácil esclarecer os conflitos alheios. Os nossos sempre parecem insolúveis.
A descoberta tem preço: a progressiva perda da capacidade de julgar. Explico: a cada vez que ouço pessoas dizendo o porquê de cometerem erros, fazerem "maldades", mais me convenço de que tudo isto é muito relativo. Exceto alguns casos, as pessoas não erram porque querem. São levadas a isto por não terem consciência da real dimensão de seu erro, por não saberem que é um erro. Sabendo disto, para mim fica mais difícil identificar culpados, porque cada um "sabe a alegria e a dor que traz no coração".
*Um dos diálogos cruciais entre meus personagens imaginários:
"- Pensas me enganar. Mas eu sei a verdade.
- Uma parte da verdade é a verdade?
- Sim.
- Não. A parte que tu sabes da verdade mais aquela que sei: isto é a verdade."
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Retiro temporário
Poderei ser achada no litoral norte e/ou celular.
Para os que ficam, comentem!
Para os que ficam e são de tecnologia, leiam Web 2.0 é uma revolução?
Abraços!
terça-feira, janeiro 16, 2007
Como enlouquecer um sagitariano
Rezo todo dia pra nunca fazerem isso comigo...
Mostre a mesa de trabalho dele, num canto voltada para a parede
- Diga a ele que tem prazo de duas horas para entregar um trabalho. (na verdade, dizer que tem prazo já é um problema. E se esta cobrança vier com cara feia, MUITO PIOR)
- Quando ele contar uma aventura que passou, diga que é uma coisa normal (isso dá nos nervos...)
- Se ele começar a filosofar, fale que isso não enche barriga e é melhor ele trabalhar (resposta para isto: "tenho culpa se você tem a mente limitada?")
- Quando ele convidar você para um programa diga que está com dor de cabeça e não está afim das suas maluquices (maluquices??? eu???)
- Diga que ele está comendo muito (não quero ouvir isto nem da balança, que dirá de outra pessoa)
- Se ele comentar sobre um assunto fale para ele se informar e que "está por fora" (aí bateu no ponto fraco: cultura)
- Não lhe dê férias (ficamos mal-humorados, resmungões, depressivos e estressados.)
- Diga para ele calar a boca e que fala demais (está correndo sério risco de vida se o fizer...)
- Diga para ele não jantar porque vai levá-lo a um restaurante. Vá para um restaurante francês que sirva pratos minúsculos (só tem perdão se depois vier um belo rodízio de pizza.)
- Faça gozação com ele na frente de todo mundo (somos otimistas. Mas extremamente susceptíveis. Das 2 uma: ou a gente te mata ou a gente se mata. Por via das dúvidas não faça.)
- Concorde com ele e depois diga que só concordou para ele parar de falar (castigo: ouvir mais 4 horas de argumentação)
- Diga para ele esperar um pouco na recepção.... demore mais de duas horas (somos impacientes. E pode esperar que vai ter troco)
- Diga que seus projetos são inviáveis e que ele não é criativo (ou seja: "sonhador" e "burro": ofensas mortais...)
Fonte: Gaia Astral
Escolha nossa de cada dia
Levantar ou dormir.
Mudar ou não mudar.
Insistir ou desistir.
Continuar ou jogar para o ar.
Ouvir ou ignorar.
Sair ou não sair.
Comer ou não comer.
Se importar ou dar de ombros.
Abstrair ou detalhar.
Bons motivos para escolher qualquer uma delas.
O seu ser é consequência de suas escolhas.
Sou realmente responsável por minhas escolhas?
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Tarcísio Gonçalves Pereira
Essa pessoa era o Tarcísio.
Sabe aquela criatura que consegue arrancar risadas mesmo do ouvinte mais rabugento? Aquela que consegue fazer a Palavra ser entendida mesmo por quem não dá a mínima? Era ele. Nem meu pai, contestador de muitas coisas em matéria de religião, resistia ao encanto.
O segredo? Bom-humor.
Mineiro, da cidade de Delfim Moreira, tinha piadas e "causos" pra contar a toda hora. Era profundo conhecedor da Bíblia. E como tal, tinha a segurança de dizer coisas como:
- "A maior desgraça que a vinda de Jesus trouxe para o humanidade foi tirar o direito da gente dizer que a culpa do que dá errado é de Deus. Ah, e como é difícil não ter a quem culpar";
- "Imaginem se José e Maria brigassem: 'Sua irresponsável, não consegue tomar conta do Filho de Deus?' e Maria: 'Ah é, mas pelo menos eu sou mãe de verdade dele.' Olha que coisa, gente! E se Jesus foi criado numa família pacífica, seus filhos também devem ser";
- "Por que Pedro negou Jesus 3 vezes? É mágoa por Jesus ter curado a sogra dele".
Durante todo o ano de 2006, confesso que o vi pouco. Ele também estava mais recolhido, lutando para vencer um câncer devastador. A última vez em que o vi foi no início de dezembro, quando ele apareceu para dizer "Buscai as coisas do alto". Para dizer que o câncer tira tudo de uma pessoa (e ele que "já não tinha muita coisa, ficou sem nada") mas a fé, não: esta nunca lhe será tirada e por isso Jesus aprovou a atitude de Maria, irmã de Lázar e Marta, quando ela preferiu ficar aos seus pés em vez de ir ajudar a irmã nos afazeres domésticos.
Agora, fica a saudade.
E o trabalho maravilhoso dele: a comunidade Bethania, que acolhe dependentes químicos e portadores de HIV. Meu objetivo para este ano é conhecer este lugar, passar um tempo e experimentar este contato com pessoas que precisam de apoio.
Bom...é isto.
Queria ter podido escrever no dia da morte dele, mas estava de cama.
Então escrevo agora.
O Tarcísio é mais conhecido como Pe. Léo, scj.
Para ouvir sua última pregação.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Feliz Ano Novo!
Post atrasado, você vai dizer.
Ué? Mas em 10 dias 2007 já ficou velho? Só passou 2,7% do ano.
Então isso quer dizer que você, cuja expectativa de vida é de 75 anos, se tem mais que 2 já está velho.
Viu como a gente esquece rápido as coisas que deseja e promete?
Quem ouviu "Que neste ano todos os seus desejos se realizem" está trabalhando pra que os sonhos se tornem realidade? Ou será que ainda nem definiu que sonhos concretizar?
Quem disse "Este ano vai ser diferente" já fez algo de diferente, revolucionário, inovador?
Quem ouviu "Que Deus te abençoe e te ilumine neste novo ano" já parou pra ouvi-Lo?
Quem disse "2007 vai ser de paz e prosperidade" está buscando a paz de espírito e a prosperidade de bençãos?
Não?
Calma, não precisa desesperar:
ainda tem 97,3% do ano pra mudar tudo isso.
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Nerds e Loucura. Nada a ver.
Ano novo, estamos tentando uma vida nova.
Mas o primeiro post de 2007 fala de uma queixa antiga.
Desabafo de uma ex-cdf que já escutou muita abobrinha por aí
Se eu gostasse de dançar forró, não haveria problema.
Se eu adorasse comentar as novelas da Globo, não haveria problema.
Se eu ignorasse toda a conjuntura político-social-econômica do mundo não haveria problema.
Mas como sou viciada em livros, estudos, aprendizado, aí temos um problema.
O que não falta é gente para te dizer "você vai enlouquecer, conheço não-sei-quem que ficou louco assim", "você não aproveita a vida", "pra quê tanta leitura, não muda nada". Em primeiro lugar, ninguém enloquece por ler. Pode enlouquecer por falta de leitura, tamanha a carga de preconceitos e idéias caducas que vai carregar. Em segundo lugar, o que é "aproveitar a vida"? Sair com amigos, namorar, badalar? A leitura não impede isto. Quem gosta de ler e não faz isto é porque realmente não quer. Em terceiro lugar, se os livros mudarem a minha cabeça, já está de bom tamanho.
...
[Que post agressivo.
Não era esse o tom que eu queria.
Meu objetivo era só falar desse preconceito que a gente sofre de vez em quando.
Mas sem revolta.
Afinal, cada louco com suas manias.
A minha é aprender.
E a tua? ]
Se quiser um texto ainda mais revoltado e radical sobre o tema, leia Pacto pela inteligência
quinta-feira, dezembro 28, 2006
27-28 de dezembro - risos, lágrimas e soro caseiro
E acordei com o carro já na minha porta.
Reunião no outro lado do estado.
Eu estava com um mal-estar muito chato.
E continuei com ele por todo o dia.
Eu estava cansada.
Só pude tirar um cochilo rápido antes de ir para o amigo secreto da turma.
Eu estava muito, muito irritada.
Chegar atrasada por culpa de outros é terrível.
Eu estava feliz.
No final tudo acabou dando certo: agenda, vinho, risos e pagamento de rodízio.
Eu estava triste.
Chegar em casa sabendo que o gato da casa tinha acabado de morrer não é nada agradável.
Praticamente apagou a alegria da noite.
Eu estava morta de sono, apesar de dormir.
E com um pressentimento de que devia ficar em casa.
Mas teimosa que sou, saí.
Eu estava passando mal.
Num posto de gasolina de beira da estrada.
E atrasada para o trabalho.
Eu estou melhorando agora.
Eu estou me alimentando de soro caseiro.
Eu estou com sono.
Eu estou indo para casa.
Mas não faço idéia da hora em que vou chegar.
terça-feira, dezembro 26, 2006
James Brown, Substation e aumento de salários
- Aumentos dos deputados de 91% parece ter sido barrado. Ô glória! Até que enfim, uma decisão sensata. Mas para a vitória ser completa, tem que acabar com a maldita "verba indenizatória" (na verdade um segundo salário, recebido todo mês, sobre o qual não incidem descontos ou imposto de renda). Para maiores informações, Franklin Martins.
- Uma pena a morte do James Brown. O cara podia não ser flor que se cheire, mas vamos e convenhamos que sua música é única. O reveillon com ele ia ser ótimo (não melhor que o de Los Hermanitos...). Tristeza para os muitos que compraram ingresso. Minha favorita dele? "I feel good", claro. Ela vai ser o tema da minha formatura. Se eu tiver uma, porque rituais de passagem não são exatamente o forte do pessoal de Exatas...
- Rave urbana Substation 2006, muito boa. O clima era diferente, já que o local de realização da festa mudou. Nos 10 anos da festa, ela aconteceu na Estação Ferroviária. Mudou agora, na 11ª edição. Mas nada que pudesse frustrar os que, como eu, estavam loucos para dançar.
Reveillon dos sonhos

Show do Los Hermanos em Recife - PE
Gratuito
O último do cd "4"
Além deles, um DJ
No reveillon.
ISTO É QUE É FESTA DE ANO NOVO!!!
Eu queria estar lá :-(
Paciência...
terça-feira, dezembro 19, 2006
"Você pode me ver do jeito que quiser
Eu retomo o meu caminho e nada a declarar
Meia culpa cada um que vá cuidar do seu
Se for só um arranhão não vou nem soprar"
terça-feira, dezembro 12, 2006
Errando é que se aprende
Inaugurando a sessão de errata do Parlatorium
Post: If (IMC <> 18 then "modelo não pode desfilar" - Comenta a polêmica decisão dos organizadores
da Semana de Moda de Madri, de proibir que modelos com IMC (Índice de Massa Corpórea) inferior a 18 entrassem na passarela. Alguns setores da moda odiaram a idéia.Data: 20/09/2006
Erro: A foto publicada junto ao post foi esta à direita. A modelo da foto é, acreditem, Gisele Bündchen - a imagem foi manipulada por computador. Infelizmente não consegui achar a original, mas vi no Programa do Jô a imagem real e ela é bem diferente. A produção do programa também caiu na pegadinha e acabou publicando como se fosse verdadeira. Eles descobriram o erro e eu aproveito para me corrigir também.
Correção: Troquei a foto por outra, esta de font
e mais confiável e utilizada por diversos sites médicos que falam sobre anorexia (foto à esquerda).Comentário: Como qualquer pessoa comum, não me sinto feliz de abordar mais uma vez esta doença. Falar dela novamente significa que ela continua fazendo vítimas, e desta vez, notórias vítimas brasileiras. Mas não posso deixar de me alegrar ao ver que o meu desejo expresso no primeiro post (de que a batalha contra a doença chegasse ao Brasil) está sendo realizado.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
É pique, é pique, é hora, RÁ-TIM-BUM!

Hoje é dia de comemorar o aniversário de uma pessoa que conheço há exatamente 20 anos e posso dizer que ela, apesar dos (muitos) pesares, é uma boa criatura. Eis o ser:
- Rosa: Uma sósingular, em essência. Criatura sorridente, amigável, otimista de carteirinha. Ainda não sabe o que quer da vida e tem fortes suspeitas de que não vai descobrir nem tão cedo. Enquanto não acha o que ama, vai fazendo o que gosta: lidar com pessoas, lidar com máquinas, ajudar o próximo, aprender. Viciada em leitura, cafeína e entender os problemas da humanidade. Fã de preto, laranja, branco. Detesta a cor rosa (segundo ela, "de rosa já basta eu"). Alérgica a camarão. Alérgica a AAS. Alérgica a quase tudo, enfim. Multifacetada. E detesta que julguem apenas uma face como se ela fosse a totalidade. Impaciente, indecisa, às vezes insegura. Mas como otimista (e brasileira) que é, não desiste (quase) nunca.
A você, dona Moça, o desejo de que encontre aquilo que busca. E é claro, dinheiro, paz, saúde (menos alergia), alegria, amigos, sucesso, felicidade, blá, blá, blá...
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Pequenas alterações no blog
Olá, pessoas! :-D
Aproveitei uns minutinhos de folga para alterar uns detalhes no blog, que espero serem úteis:
- Primeiro: corrigir o endereço do fotolog do Allyson Cabral, que teve problemas com a conta e criou um novo. Podem acessar a página do garoto clicando em "AllysonZAUM" no menu "Links".
- Segundo: foi criar um link permanente para o post "Sósingular - não, não escrevi errado". Já que o assunto virou minha bandeira pessoal (onipresente nos nicks e perfis), nada melhor do que esclarecer o maravilhoso significado da expressão. Se não leu o post, acessa aí do lado. Eu recomendo.
- Terceiro: foi a adição da minha rádio pessoal no Cotonete ao blog. Infelizmente, parece que este não deu muito certo porque a interface do player não é intuitiva. Vou deixar aí enquanto arranjo uma opção melhor. Na rádio tem Linkin Park, Laura Pausini, Black Sabbath e outros...
sexta-feira, dezembro 01, 2006
De "Observatório da Imprensa" : ódio de classe e padrão Veja
- Guerra do Rio, a imprensa e o ódio de classe : comenta a última edição do jornal "O Globo". Nela existem 9 páginas dedicadas ao assassinato da ex-mulher do sócio de uma poderosa empresa brasileira de expressão internacional e apenas 1 página falando da matança ocorrida nas favelas na mesma data. Engraçado é que a referida mulher estava divorciada há mais de 20 anos, mas talvez para dar mais destaque à notícia, resolveram citar esta relação distante. Por trás desta postura a atitude preconceituosa e discriminatória que liga o valor das pessoas ao valor monetário que possuem. Leia o artigo
- Folha adota "padrão Veja" de jornalismo : fala da última edição da "Folha de São Paulo". Numa de suas reportagens, explora um contrato de publicidade oficial envolvendo o governo federal, o Grupo Bandeirantes de Televisão e a Gamecorp (empresa da qual o filho do presidente é sócio), afirmando em manchete que "Publicidade oficial ajuda a bancar TV do filho de Lula". Na matéria não há qualquer denúncia propriamente dita. O objetivo parece ter sido simplesmente impressionar os "leitores de manchete" (infelizmente, boa parte da população). Leia o artigo
Respondam-me: haverá futuro para o jornalismo, a mídia, a ética?
* Em tempo: Dois posts seguidos relacionados à Jornalismo não são perseguição. Nem vontade de voltar para o curso. Apenas coincidência.
quinta-feira, novembro 30, 2006
Erro de redação!

"Pé machucado", "Pé fraturado", "Pé engessado", qualquer coisa. Mas "avariado" NÃO!!! De acordo com o dicionário Houaiss a palavra até pode ser usada para dano em alguma parte do corpo, num sentido figurado. Mas que fica muito estranho, isso fica...E estranheza é tudo o que um redator jornalístico não quer em um texto.
De: O Jornal
Pensamentos vespertinos - Anos 60 e saudade
ZZZZZzzzZZZzzZZZ...
Que soninho...
Mas dormir bem (leia-se "10 horas sem interrupção") é uma coisa que só devo fazer no domingo, infelizmente.
Comecei a ajudar uma amiga do trabalho (Carol) com a Feira de Ciências da escola (fico me perguntando onde é que foram parar as Ciências quando o pessoal vai falar de Exército, Ibama e afins). O tema dela? Anos 60. É muita coisa. Guerra do Vietnã, golpe militar no Brasil, homem na Lua, minissaia, Beatles, Woodstock. Mas faremos o possível para montar uma equipe legal. As idéias que já tive para o trabalho dela eu não tive para mim mesma quando precisei (será que estou ficando mais criativa com o passar do tempo?)
E durante essa ajuda bateu uma saudade do Ensino Médio...fazer trabalhos, apresentar peças, longas tardes na biblioteca devorando tudo ou só batendo papo. Bons tempos...
Já agora, o que vejo é que em 2008 ficarão poucos amigos por perto. E começa a bater uma saudade antecipada. Existe coisa mais desconfortável do que ver todos seguindo um rumo e você...nada?
terça-feira, novembro 28, 2006
Hoje vai chover

Salto alto em plena terça-feira. E é claro, as colegas do escritório não iam deixar esse milagre passar em branco. Especialmente quando se tem uma câmera digital à disposição.
segunda-feira, novembro 27, 2006
Discordância absoluta!
Brasil inteiro, vírgula!!!!!
Eu NÃO!
Não estou torcendo por uma galerinha que brincou o ano inteiro, zombou dos professores e dos pais e se comportou pior do que crianças. Quer dizer, não estou torcendo pela aprovação deles. Torço para que tenham noção da vida, aprendam o valor do conhecimento e tenham responsabilidade. Torço para que sejam adolescentes não no pior sentido do termo (bagunceiros, descompromissados, etc) e sim, no melhor (animados, revolucionários, repletos de energia). Se isso se refletir numa aprovação, melhor. Torço para que o jornalismo pare de destacar os maus exemplos e comece a bombardear os noticiários com bons exemplos: por que não mostrar aqueles já aprovados no 3º bimestre? Por que não associar aprovação-conhecimento, em vez de aprovação-farra?
Será que estou ficando paranóica demais?
Visita ao campo
Explico:

Apresento-lhes o Assentamento Jubileu 2000, pertencente ao município de São Miguel dos Milagres. Ele é composto por 42 famílias e existe há aproximadamente 1 ano e meio. Ali vivem famílias de trabalhadores sem-terra que ocuparam uma fazenda improdutiva e hoje cultivam abacaxi (delicioso!), mamão, maracujá, feijão e uma série de outros alimentos.
Fui lá a trabalho, na última sexta (24/11). E quanto mais convivo com gente diferente, mais me dou conta de como eu amo o ser humano e as coisas simples da vida. Tem idéia como é bom chupar abacaxi colhido da hora, descascado com faca peixeira, debaixo de uma árvore? É o que há de bom!
Melhor ainda é ter contato com a simplicidade do povo e vê-lo radiante com a situação atual, onde eles se sustentam e produzem para si, para vender e presentear , quando há algum tempo atrás (mal) sobreviviam do corte da cana em terra de usineiros. Isto é revolução, embora ainda haja muito por fazer.

Para quem não tem a experiência do campo, fica o registro de um momento especial: o bezerrinho da foto nasceu minutos antes de nós chegarmos no assentamento.
quinta-feira, novembro 23, 2006
É pique, é pique, é hora, RÁ-TIM-BUM!

Hoje é um dia especial. Não só porque estou postando novamente após longos dias de sumiço, mas principalmente porque hoje o Mestre Pogobol está ficando mais velho!!!
- Mestre Pogobol: Um cara que eu conheço há aproximadamente 7 anos. No início dos tempos éramos meio distantes, mas um certo curso técnico fez essa situação mudar: nos tornamos grandes amigos e hoje somos parte dos Internetmons. Um cidadão coruripense (leia-se, "de Coruripe") de marca maior, engraçado, amigo, dono de um "fuca" (leia-se "fusca") e um nariz de palhaço. Meu ex-companheiro de cantorias. Era (ou é) fã da Érika (ex-caloura do Raul Gil). Atualmente envereda pela área de Engenharia Civil, mas pode ser encontrado nas festas de Medicina. Não, não...acho que nestas ocasiões ele não quer ser encontrado...
Desejo que continue sempre essa criatura hilária, que esteja presente em nossas reuniões, que o Philos reconheça seu talento para vender ingressos, que passe em todos os cálculos da vida e, claro: felicidade, saúde, paz, sucesso e tudo aquilo que todo mundo sempre deseja nessas ocasiões. :-D
Mea culpa
Pois bem, farei o que estiver ao meu alcance para que as aranhas não se proliferem por aqui. Mas se elas começarem a se reproduzir, favor não desistir: esta blogueira demora, mas sempre posta! :-D
sexta-feira, novembro 10, 2006
Fúria feminina (feminista?!)
Confesso que sempre fui atípica. Do alto da sabedoria de meus 8 anos, proclamei à família que brincar de boneca apenas ensinava a garota a ser mãe e que eu iria morar sozinha. Bem, 11 anos depois, ainda não moro sozinha, mas a minha opinião sobre as bonecas ainda é a mesma.
Pois bem, e como fico agora ao ver que as meninas desta geração passam mais tempo cuidado da aparência do que qualquer outra coisa? Revoltada é o mínimo.
Estas "bonequinhas" geralmente pertencem às classes média e alta, têm Gisele Bündchen como referência, se acham gordas e não vivem sem cabeleireiro e maquiagem.
E é claro, são aplaudidas por pais (que babam por sua princesinha) e mães (divididas entre a felicidade e o espanto de verem miniaturas tão perfeitas de mulheres adultas).
Imagino estas garotas no futuro. Aprenderão elas que a aparência não é tudo? Entrarão em crise quando perderem a juventude? Algum dia conseguirão enxergar algo além delas mesmas? Ganharão valores como solidariedade e amor ao próximo?
Acho que Simone de Beauvoir não previu isso. Queimar sutiãs em praça pública para que parcela da geração feminina seguinte ficasse idiotizada com sua própria imagem no espelho. Ô desperdício...
Frases filosóficas
Eu ainda não entendi. Mas é profundo, não é?
quinta-feira, novembro 09, 2006
Cada vez que faço minha ronda nos blogs e sites políticos sinto um comichão para escrever e voltar à área de Humanas. Pergunto: "Como acabou o escândalo Daslu?", "Por que a Veja ainda não foi processada pela série de calúnias e atrocidades cometidas cometidas durante a campanha eleitoral?", "Por que a Globo preferiu exibir fotos de dinheiro, em vez de falar do desastre com o avião da Gol?".
Pois é...questionamentos infinitos. Fico feliz por não ser a única a pensar nisto. Existe hoje toda uma rede de sites (blogs inclusive) dedicados ao tema. Torço para que em breve a maioria dos brasileiros tenha acesso à internet, não só para orkut e afins, mas como forma de obterem conhecimento precioso e escondido pela grande mídia. Como amante de tecnologia, acredito que ela possa realmente ser ferramenta de transformação social.
Para fechar, recomendo a leitura do artigo "Só as mães são sinceras", da revista Época. Ele traz um retrato bem diferente da maternidade idílica tão divulgada na sociedade. Vale uma reflexão: "o que é ser mãe?", "sentir perda de identidade ao ser mãe é sinal de egoísmo?", "como balancear carreira, vida amorosa, filhos, controle doméstico?", "qual a causa da imposição da maternidade?". Tenho grande interesse por tudo o que se relaciona à posição da mulher em sociedade e essa reportagem me fez "viajar" um bocado. Viaje também! :-)
quarta-feira, novembro 08, 2006
É pique, é pique, é hora, RÁ-TIM-BUM!

Hoje é dia de dar parabéns para dois amigos de SI que, infelizmente, não estudam mais comigo. São eles:
- Latino (vulgo Allan): Um maluco, em resumo. Fã de números, engraçado, ótimo amigo. Já passou por fases ruins, mas parece que agora encontrou o caminho. Extremamente adaptável, a ponto de às vezes esquecer quem é. Quem nunca o viu dançando psy não pode considerar sua existência completa.
- Cobol (vulgo João Rodrigo): Gente fina, fã de Ana Carolina, um tanto quanto distraído (não pense que esqueci as etiquetas dos óculos... :-D). Possui umas tiradas ótimas. Atualmente, no Corpo de Bombeiros. Achei que iria para o casamento dele ainda esse ano, mas parece que não é dessa vez que teremos uma festa de arromba no interior do estado. Paciência...
Não tenho mais o prazer de estudar na mesma turma que vocês, mas saibam que continuo torcendo para que consigam tudo o que desejam. De resto, saúde, amor, paz, viagens, baixo colesterol, longas noites de sono e afins :-)
terça-feira, novembro 07, 2006
FAQ - Internetmons
- O que são os Internetmons? - Internetmons foi o nome adotado por um grupo de 4 amigos, que estudaram juntos no curso técnico de Informática, no Cefet, entre 2003 e 2004. São eles: Pink Potter (esta que vos fala), She-ra, Mestre Pogobol e Philos. Juntos, criaram um blog, o Mundo dos Internetmons (hospedado no weblogger, mas hoje desativado), como maneira de estarem informados sobre o mundo da tecnologia (já que teriam que postar sempre) e aprender noções de HTML.
- De onde veio o nome "Internetmon"? - Este termo foi criado pelo PJ Pereira, um profissional de web, para nomear "monstrinhos" que povoam o mercado de internet (p. ex.: "Pulachu" é aquele tipo de profissional que não pára quieto, vive pulando de emprego em emprego em busca de um salário melhor, e se acha o máximo). A She-ra ouviu este termo num seminário de que participou e na hora de criar o blog, achou uma boa idéia pegar o termo emprestado e dar um novo sentido.
- Qual a origem dos apelidos? - Responder esta é um pouco difícil e corro o risco de errar, mas vamos tentar:
Pink Potter - "Pink" é a versão inglesa do meu verdadeiro nome e "Potter" vem do meu vício por Harry Potter
Mestre Pogobol - o cara detentor desse apelido era mestre em "Bubble Volley", um joguinho de vôlei entre duas bolhas. Não sei porque cargas d'água começamos a chamar esse jogo de "pogobol". O caso é que o apelido ficou :)
She-ra: este não tem qualquer explicação. Simplesmente o Mestre Pogobol achou que tinha que ser She-ra e nós concordamos.
Philos: era o nick que o garoto utilizava no msn na época. Ele foi o último internetmon a se juntar à turma (é que no começo dos tempos ele não estudava conosco...) e no último post do finado blog, aparece como "em fase de avaliação" (eterna...) Os internetmons ainda existem? - Os internetmons enquanto grupo de amigos continua existindo, apesar de termos passado quase 2 anos sem um encontro. A boa notícia é que essa tão aguardada reunião aconteceu no último dia 30/10 e pasmem! A amizade continua a mesma :-)
- Se existem, onde estão eles? - Cada um foi para o seu canto. E esses cantos são tão distintos que para marcar uma reunião leva semanas, meses...Sou a única que continua na área de Informática, os outros deram uma mudada no rumo (só a She-ra que continua meio próxima, mas ainda assim, o negócio dela é design). Mas como gostar de informática não é pré-requisito para ser internetmon, continuamos com a identidade :-)
- O que eu faço para ser um Internetmon? - A priori, somos um grupo fechado. Mas é claro que esta é uma situação perfeitamente negociável. Se você tem alguns parafusos a menos (mas não admite nem sob tortura), adora dar risada e não tem medo de odisséias (como andar na lama, lavar panelas queimadas, limpar melancias explosivas e afins) manda um email, deixa um coment. Quem sabe a gente não te convida para a próxima reunião?
Receita para felicidade: amigos - novos e antigos
Os colegas em comum foram Kaká (gente finíssima, mestranda em Matemática) e Adelaílson (um professor de Cálculo decididamente não convencional), que tive o prazer de conhecer no meio de uma tapioca com a turma de SI e que acabaram me seqüestrando por tabela (o alvo era o Allyson). Abração para eles!
A efervescência não parou por aí. Tive o prazer de ir ao Erecomp (Encontro Regional dos Estudantes de Computação), em Campina Grande, cercada por uma galera que em 12 horas passou de desconhecida a amiga. *Mais detalhes em breve*
Os amigos de longa data são os Internetmons.
Não sabe quem são os internetmons?
Que pena...Explico:
...
Hum...acho que os Internetmons merecem um post à parte.
Sobre o Erecomp: estamos estudando uma parceria entre Parlatorium e TacaCoisa, para publicação de posts em conjunto. Aguardem notícias :-)
A pior mentira é aquela que se conta a si mesmo
Quem sabe - Los Hermanos
Quem sabe o que é ter e perder alguém
Quem sabe o que é ter e perder alguém
Quem sabe o que é ter e perder alguém
Sente a dor que senti
Quem sabe o que é ver quem se quer partir
E não ter pra onde ir
Faz tanta falta o teu amor
Te esperar
Não sei viver sem te ter
Não dá mais pra ser
Assim
Quem sabe o que é ter sem querer pra si
Não quer ver outro em mim
Não fala do que eu deveria ser
Pra ser alguém mais feliz
Faz tanta falta o teu amor
Te esperar
Não sei viver sem te ter
Não dá mais pra ser
Assim
Música implorada no show de 29/01, mas que só foi cantada em 28/11, deixando fãs (inclusive eu) histéricos. Sinto que logo chegará o tempo em que tudo o que restará é a saudade do que poderia ter sido e não foi.
Tenho o pressentimento de que demorará muito até One last cry...
quarta-feira, novembro 01, 2006
Indiferença. Individual. Quanta Idiotice!
Lula reeleito.
E uma miscelânea de pensamentos que só vão ganhar nexo quando eu puser no papel (ou no blogger).
Aviso de antemão que não faço idéia do que vai sair.
Você lê se quiser.
Estes últimos tempo tenho sentido como nunca as contradições de minha natureza sagitariana. Enquanto faço verdadeiro esforço para me auto-estimular e conseguir concluir o curso, reflito sobre as condições da natureza humana. É dispensável dizer que a vida prática ultimamente tem me tomado bem mais tempo, é só ver o tempo que passei sem postar por aqui. E não foi por falta
de idéia.
Bom, o cenário é a noite do último domingo, segundo turno. Tinha eu voltado para casa depois de ir às urnas e lá pelas 9 e meia da noite, quando já se tinha certeza (dessa vez absoluta) do resultado da eleição, mudei da Band para assistir o quadro "Ser ou não ser" no Fantástico. O resultado? Uma verdadeira tempestade mental.
Frase: "A indiferença é a banalização do mal".
Perfeita, não?
Eu achei.
E achei, porque ela resume toda a minha indignação com a situação atual.
Vivemos anestesiados, embriagados. Foi-se o tempo em que se dizia "Roubaram você? Que horror!!!!". Hoje se diz "Graças a Deus, pelo menos você está bem". Bem?!?!
E a indiferença vai bem mais além.
Na série, ela citou 3 indiferenças: a da elite pelos excluídos, dos excluídos pela elite, e da elite consigo mesma. Explico:
- Elite pelos excluídos: faz com que as elites enxerguem os excluídos como "coisa" e não como seres humanos. Para mim, essa indiferença ficou implícita (e às vezes, explícita) nas falas de diversos "comentaristas" ao longo da campanha, que insistiam em dizer que o voto do povo estava errado, que o brasileiro é burro e não sabe votar. Tudo isso simplesmente porque
as classes C e D resolveram votar por elas mesmas. E não pelas outras. - Excluídos pela elite: faz com que os pobres vejam a elite como inimigo a ser comabtido e contra o qual se pode fazer tudo, esquecendo-se do fato de que (apesar de tudo) merecem o respeito que deve ser concedido a qualquer ser humano. Esta indiferença justifica, por exemplo, o assassinato para roubar um tênis Nike.
- Elite pela elite: faz com que a elite não queira enxergar a si mesma e queira viver sempre anestesiada. Daí uma venda tão grande de tranqüilizantes entre a classe, por exemplo.
(Esta última indiferença me levou a outra linha de raciocínio: o que há de verdadeiro, ou correto, na anestesia dos sentimentos? Porque sempre dizemos a alguém que chora: "tenha calma", "anime-se" e não permitimos que a dor tenha sua vazão? Lembro um trecho de Cazuza: "você sonhava acordada com um jeito de não sentir dor, prendia o choro...")
O caso é que depois de ver tudo isso tão estampado, fiquei com a sensação de que não estou fazendo nada para mudar. Vivemos numa sociedade injusta e individualista. Não fiquei surpresa ao saber que a solidariedade entre os jovens anda baixa. Não que os jovens não sejam solidários. Eles são. Mas com os semelhantes. O diferente não é semelhante. Logo, semelhantes são só aqueles que compartilham de nosso meio social, de nossas opiniões. A esses eu devo solidariedade. Ao resto, não.
E porque não faço nada? Porque só cuidar de mim mesma já toma tempo demais. E por que tanto tempo dedicado a si?
Porque vivemos numa sociedade individualista e injusta.
domingo, outubro 29, 2006
Post rapidssimo!
Final de semana maravilhoso:
Showzaaaaço dos Los Hermanos... :)
Amizades a 1000
Planos para uma semana barbara...
Agora é só aprender PHP...kkkkkkkkkkkkkkkkkk...
Pra quem eu vi nesse finde, beijaaaao
Pra quem eu nao vi, beijao tbm! :)
terça-feira, outubro 17, 2006
Dia difícil
Oscilando entre a vontade de fazer e o desejo de jogar tudo para o alto.
Testando meus limites de moral.
À procura de um rumo, um sentido, uma pessoa, uma causa.
Preciso urgentemente de um curso para administração do tempo. Porque o meu está muito, muito escasso.
Entre as coisas que eu queria fazer estão: estudar design de interfaces e gerência de projetos, pensar em como criar um movimento sósingular, organizar pilhas intermináveis de ordens de serviço de uma vez por todas, planejar minha ida ao Erecomp, reencontrar amigos a quem estou devendo tapiocas e afins.
Quando eu achava que as coisas não poderiam ficar piores, descubro que tenho um projeto de PHP para entregar até a próxima quarta-feira. O detalhe é que faz um certo tempo que não programo uma única linha para web. E não tenho tardes livres pra relembrar. Minhas tardes estão recheadas de relatórios, cortes e cobranças. Posso?
Tudo isso, junto com poucas horas de sono e uma crise de garganta em estágio inicial, me fez ficar muito mal ontem. Cansada de todos, sem interesse para produzir coisa alguma, querendo mudar absolutamente, mas ainda sem saber o que mudar, como, quando...
Como Deus não deixa ninguém em absoluto desamparo, tenho o alento de, no auge da minha desesperança, encontrar com um dos meus mentores em Informática, um cara que me ajuda muito desde que enveredei por esse campo, virou um dos meus melhores amigos, e que eu não via há tempos. Uma conversa muito bem-humorada me fez relaxar um pouco.
Infelizmente, ainda não vejo solução. Falar em estímulo e motivação parece grego quando não se tem uma necessidade básica: descanso.
Minha mente prática requer soluções. Ainda não achei nenhuma.
É.
Acho que é hora de exercitar a paciência.
quarta-feira, outubro 11, 2006
SÓSINGULAR (não, não escrevi errado)
Não sou desajustada.
Não sou estranha.
Não sou puritana.
Sou apenas...
Uma
Sósingular, sósingular, sósingular, sósingular, sósingular...
A VIDA NÃO É MARAVILHOSA?!?!?!
Antes que alguém me xingue de doida ou insensível por deixar ficar repetindo uma palavra estranha, segue abaixo a definição:
SÓSINGULAR s. pessoa que gosta de ser solteira (mas não se opõe a ter um relacionamento) e geralmente prefere estar sozinha a namorar só pra fazer parte de um casal. De características únicas e espírito otimista, uma personalidade única, que transcende o estado civil.
Ufa...passada a emoção inicial, deixa eu escrever com calma.
A história é a seguinte: estava eu no shopping (ou seja, na livraria Sodiler). Não pretendia comprar nada, apenas estudar minhas próximas aquisições. Seleciono 4 títulos e vou para o mezanino folhear: "O laptop de Leonardo" (ótima iniciação ao estudo de interface/interação humano-computador), "O Diabo veste Prada" (que me fez ter muitas crises de riso, educadamente reprimidas), "Inteligência Corporal" (é, eu quero emagrecer um pouquinho. Mas folheando vi que não vai ser com esse livro) e, finalmente...

O livro que eu precisava. Ou melhor, usando os termos em que o descrevi para minha mãe, O LIVRO DA MINHA VIDA.
Bem, por enquanto é só. Mas acho que vou aproveitar esse feriado para criar uma cobertura completa sobre sósingulares em português, já que o Google retornou apenas 10 resultados dessa palavra.
Agora que já compartilhei a novidade, posso assistir aula em paz.
Ou não, já que não paro de pensar no artigo e nas amigas que são sósingulares, mas que ainda não sabem disto.
terça-feira, outubro 10, 2006
É pique, é pique, é hora, RÁ-TIM-BUM!

Meus parabéns especialíssimos vão para duas pessoas maravilhosas:
- Jefferson: colega de turma, em SI, desde 2004. Um puliça rodoviário federal muito do mala. Gente fina, adorador do Deus Metal, apaixonado por Monza, ótimo orador, pai de crianças muito fofas. De vez em quando passa semanas sem assistir aula, sempre colocando a culpa nos pobres sem-terra. Ultimamente ele jura que pensa que acha que pode julgar o peso de todo mundo só porque emagreceu uns quilinhos. E está me devendo material fotográfico do Parlatorium.
- Jacqueline: amiga desde o tempo em que eu usava tamanho 16 (faz tempo, muuito tempo). Mais especificamente, nossa amizade já tem mais de uma década. Garota pra lá de inteligente, tem talento pra escrita, tentou ir contra a vocação e fazer Enfermagem, mas hoje está muito bem obrigado no curso de Jornalismo. O aniversário dela passou já há algum tempo, mas nunca é tarde pra desejar coisa boa, né mermo?
A vocês dois, que entraram na minha vida em momentos bem diferentes, desejo tudo o que há de bom no mundo: saúde, paz, sucesso, felicidade, amor, dinheiro, chocolate, vinho tinto, 10 horas de sono...enfim, TUDO!
Bloqueio criativo
Sobre isso de excesso de conteúdo, tenho um problema engraçado: às vezes eu divago (ou "viajo") demais quando vou escrever um texto. Começo num ponto de partida e mudo o rumo do texto completamente. Outras vezes, são tantas minúcias que quero comentar, que acaba não saindo muita coisa. No caso do debate, por exemplo, eu gostaria de falar do detalhe em cada fala, da postura "Bush" de Alckmin, das finas ironias do Lula, da fala (a meu ver, desastrada) da Marta Suplicy ao final do debate, enfim: isso não seria um post. Seria uma cobertura de 5 páginas sobre o debate: tecnologicamente impossível.
Então, farei um resumo bem rápido do que deveria estar aqui no Parlatorium, mas não está:
- Perda de um inestimável casaco vinho
- Um debate com cara de embate
- Meu desejo fugaz de estudar Ciências Políticas
- Texto sobre uma aniversariante muito especial: Jacqueline
Enfim, fica aí uma amostra do que poderia ter sido e não foi.
Mas ainda pode ser.

Para finalizar, um site de música muito bom (Portugal) : Cotonete. Fruto da minha mais recente busca por rádios online, este me surpreendeu pelas rádios temáticas que possui. Recomendo :)
quinta-feira, outubro 05, 2006
Post rápido
- Palestra polêmica e interessante com a delegada regional da SBC
- Me recuperando de um tremendo bolo que levei de Allyson e Allan..rss...
- Já sentindo muita falta dos atuais colegas de trabalho
- Lascada em Programação Web
Dia legal, não?
terça-feira, outubro 03, 2006
Mais frágil do que taça de cristal ao alcance de crianças.
A gente jura que é muita coisa, que faz muita coisa, que merece muita coisa. Ledo engano. Estava eu pensando em como faria dúzias de coisas no final de semana e como esta semana seria corrida. Ah, sem esquecer dos planos para a rave deste próximo sábado (07/10), pela qual espero há algum tempo.
Mas eis que no meio do caminho havia um degrau. Uma calçada. E um passo em falso. Resultado? Um dedão inchado, unha roxa e três dias de pernas para o ar, literalmente.
Nada de aula, trabalho ou rave.
A gente não é nada mesmo.
E para completar, o senador do Estado em que eu moro elege Collor como senador. Ainda bem que sou pernambucana...
Sai Heloisa Helena, entra Fernando Collor. E com Lula presidente (pelo menos até dezembro). Não é um contra-senso!?!? Se em 1992 dissessem que isso aconteceria, tachariam a pessoa de louca. Mas, assim é a vida.
Bloco do Eu Sozinho
Não sei como se parece, como se veste, como fala.
Mas de vez em quando meu peito se oprime tão fortemente, tal é a minha vontade de achar.
Já pensei ter achado.
Já me enganei.
Já desisti.
Já recomecei a busca.
Já me satisfiz sozinha.
Já quis companhia.
Às vezes o vento me diz que é erro.
Que o tempo se esvai e nada conseguirei.
Mal sabe ele que sou surda.
quarta-feira, setembro 20, 2006
if (IMC < 18) then "modelo não pode desfilar"
Esta não é necessariamente uma notícia nova, mas só agora é que eu pude comentar. Veja notícia
Causou frisson no mundo da moda a decisão do governo espanhol de impedir que modelos com IMC baixo demais participem de desfiles na Semana de Moda de Madri. Houve até quem dissesse que logo o governo iria querer legislar sobre as cores e os tecidos. Não poderia haver argumento mais absurdo.O que existe, finalmente, é uma reação ao que todos viam: a excessiva magreza das modelos: fruto do culto excessivo ao corpo e submissão a uma corrente de pensamento de estilistas ("as roupas ficam melhor nas magras").
O fato de proibir não significa ser preconceituoso ou discriminatório: se uma empresa tivesse uma funcionária que mal se aguenta em pé, a obrigaria a continuar trabalhando? Qualquer empresa com um mínimo de humanidade a encaminharia para tratamento. Então porque continuar exigindo cada mísero grama de gordura dessas meninas?
Não costumo acompanhar desfiles de moda, apenas flashes de vez em quando. Numa reportagem que assisti sobre anorexia passaram imagens de modelos desfilando e fiquei chocada: "Como ninguém nota o que está acontecendo? Tal magreza não é normal!". Então fico feliz que mais alguém tenha notado.
Alguns expoentes do mundo fashion atiraram farpas para todos os lados, afirmando que estão querendo culpá-los pelos distúrbios alimentares. Não é bem assim. Em primeiro lugar, há que se preocupar com o bem-estar das modelos que estão atuando e passando por este problema (tido como "mal necessário" por várias esferas). Em segundo lugar, esta imagem projetada como ideal influencia realmente o comportamento de jovens pelo mundo inteiro. Isentar a moda disto é irreal.
Israel e Índia também estão comprando a idéia. Espero que o Brasil também adote. Pelo bem de muitas.
Post relacionado: Errando é que aprende (errata)
terça-feira, setembro 19, 2006
O último suspiro de um chuchu abandonado
Meu dia não foi inspirador.
Foi rotineiro, estranho, chato.
A começar por uma quedinha básica de pressão logo no comecinho do dia.
Depois, uma solidão diferente no escritório.
Mas, estando decidida a escrever, começo a vasculhar por um tema que me inspire.
Não demora muito e acho.
Desta vez o assunto é política.
Já dizem os sábios que política, religião e futebol não se discutem. Como eu não estou discutindo, apenas monologando, o farei com liberdade.
Nas últimas semanas, temos acompanhado investigações sobre a máfia das sanguessugas e das ambulâncias. Mas em algum momento, que não sei precisar qual, tudo isso virou coisa pouca comparado à "máfia" do PT. Deixou-se de ver que as acusações de corrupção vêm desde governos anteriores, com possível (possibilíssima) participação dos políticos tucanos para notar, apenas, que um dossiê foi "comprado" pelo PT.
Não estou dizendo que o PT e a Istoé não compraram. Pode ser que sim, pode ser que não. O problema é ver gente que está enrolada até o pescoço posando de vítima, dizendo que tudo não passa de armação eleitoreira para acabar com sua campanha. Como se a campanha presidencial já não estivesse decidida há tempos.
Isto me soa como uma tentativa desesperada de mudar uma eleição e uma pontuação estagnada por falta de carisma, proposta e apoio (é ridículo ver Serra dizendo que Alckmin é melhor para o Brasil. Sempre que vejo, completo mentalmente a fala dele: "Mas eu seria melhor, claro").
Revoltante.
Ridículo.
E ainda pedir que o caso seja investigado por um órgão isento. Como se a PF não fosse.
segunda-feira, setembro 18, 2006
Odisséia do final de semana
Prólogo
Tudo começou com a descoberta de uma rave no dia 15/09. Geralmente eu me infiltro nas comunidades de música eletrônica no Orkut para descobrir os próximos eventos. Mas esta me veio por scrap. Pensei: "Pow, massa. Um sinal de que devo ir". Entro na comunidade e vejo uma promoção de ingressos. Como estou passando por fase um tanto quanto "pindaibal", decidi ir apenas se ganhasse. Dias depois, resultado: ganhei! Penso: "Bom, agora tenho que ir..."
Viabilidade
Em um dia e meio, eu tinha que tornar viável a minha ida, ou seja: tinha que arranjar companhia. Recruto as meninas superpoderosas (Arwen e Sophia) e chamo aqueles que sei que gostam do estilo. No final das contas, entre convites via Orkut e SMS que nunca chegaram ao destino, vamos eu e Arwen. Sem problemas, afinal, tudo o que quero(emos) é dançar. Ponto importante: Wally me conta de um show que a banda dele (pilgrims) vai fazer na mesma noite e sugere que eu vá primeiro ao show e depois para rave. Como dinheiro é um problema, fico só com a rave, mas guardo a informação para possíveis referências futuras.
Problemas
Na noite de sexta, pretendia chegar em casa no máximo 7 e meia. Mas por acidentes de percurso, atrasos de ônibus e engarrafamento, só vim chegar bem depois de 8 (sinal 1). Cansada e com uma sensação íntima de desânimo. Bom, mas por pura teimosia, vamos à luta. Comer, preparar figurino, esperar ônibus. Esperar ônibus. Esperar ônibus. Repita a atividade por aproximadamente 40 minutos (sinal 2). E Arwen já me perguntando se vou mesmo. Mas eu não disse que sou teimosa?
Chegada
Entre mortos, feridos e risadas, chegamos no Jaraguá quase 23:00. Vamos ao lugar da festa. Triste notícia: perdi o ingresso que havia comprado para Arwen (sinal 3). Lá vamos nós, lisas e loucas, pagar por outra entrada. Ao chegar na bilheteria, em vez dos malucos habituais, dois adultos com jeito de pais dos organizadores (sinal 4). Gente do lado de fora, quando a festa já estava rolando (sinal 5). Bom, compramos e entramos. O som alto era um bom sinal.Ao entrar no local (muito bom, aliás) não havia nem 10 pessoas. E destas, 2 dançando. Na falta de algo melhor, caímos na risada. Tanto sofrimento pra se esbaldar e agora isso! E outra: como tínhamos pensado em amanhecer dançando não havia qualquer plano de local para dormir. E agora, José?Só para não dizer que ouvi tunts-tunts e não dancei, ainda ensaiamos uns passos. O dj era bom, a música ótima, o ambiente legal. Mas não dá vontade de dançar se não tem ninguém mais dançando. A situação estava ficando insustentável. Decidimos esperar até meia-noite. Se nada mais acontecesse, iríamos para o Fábrica (bendito Wally!).
Saída
Meia-noite. Nada de alteração do cenário. Pernas para que te quero. Na saída, uma moça avisou "se sair não pode voltar" e Arwen, mordaz como nunca, retruca: "não pretendemos mesmo voltar". Não ouvi nada disso.
Chegada 2
Chegamos enfim no Fábrica. Eu estava certa de que o ingresso custava 10 reais. Na verdade, 13. Ainda tentamos uma chorada pra ganhar desconto, já que boa parte do show já tinha passado. Mas nenhuma apelação adiantou. Bom, antes pagar 26 reais em ingressos do que em taxi de volta pra casa...Festa estranha, com gente esquisita, mas estávamos muito legais! :-D Embora o show do Pilgrims já tivesse passado (o que nos deixou decepcionadas), ainda havia mais 3 bandas. Então, no meio de teens e emos, lá vamos nós. E eis que encontramos o salvador da noite: Camilo, um companheiro de viagem no Enecomp! E entre apresentações, papo sobre Harry Potter, faculdade e shorts curtos vestidos por homens, foi passando a noite.Shows legais, galera que merece post à parte e a sensação de aventura rolando: "Uma noite no underground de Maceió"..kkkkkkkkkk...Claro que não era a mesma coisa de se esbaldar numa rave, mas isso não é exatamente um problema...
Saída 2
Show curtíssimo do Dance of Days. Pra mim, que não estava vendo muita diferença entre as músicas, eles tocaram apenas umas 6 faixas. Para os entendidos do negócio (Camilo, que fez o favor de nos aterrissar na situação), tocaram umas 12.E eis que tudo termina. São apenas 3 e meia da manhã.Pergunta: o que fazer até o sol nascer?!?!?!??!?!
Indecisão
Primeira opção: ir para o Extra. Afinal, para que serve um supermercado 24 horas?!?!?!
Problema: que ônibus pegar para chegar lá? Quanto custaria ir de táxi?
Segunda opção: seguir o Camilo e a turma dele.
Problema: a turma do Camilo não sabia pra onde ir.
Opção escolhida: a 2ª, CLARO!
Enquanto esperamos a decisão, passaporte e coca-cola.
...
Decisão
Decisão tomada: cada um da turma do Camilo ia pro seu canto. E agora, José?
Camilo decide ficar e esperar amanhecer (VALEEEEEU, MOÇOO!!!). Daí, nos arranjamos nos degraus da administração do porto de Maceió da maneira que deu. Mazela absoluta e total! Impossível não lembrar de Poços!Não fomos os únicos malucos a ficar. Havia mais umas 8 pessoas. Todos unidos, todos protegidos. E no meio da galera, até reencontramos uma antiga colega de turma nossa...(ê cidade pequena!). Chuvinha fina para completar a noite, motoristas meio altos escalando o gelo baiano e alarme de uma fábrica disparando. Todos felizes! :-D
Horas depois, com o céu já claro, eu agradecia aos céus por tudo estar acabando bem, sem maiores danos. Mas eis que de trás do Fábrica vem 2 garotas correndo que nem loucas. Perguntamos o que era. Alguém disse: "assalto". Aaaaaaaaaahhhhhhhhhhh...LOGO AGORA QUE TUDO TAVA INDO TÃO BEM!?!
Saímos correndo sem saber pra onde ir nem onde se esconder. Foi a primeira vez que me vi numa situação arriscada e não tive uma crise de riso. Acho que é porque eu já tinha rido a noite toda.
Até agora não sei bem o que é que houve. Sei que o susto foi um despertador maravilhoso: não tinha mais vestígio de sono nenhum..rss...
Indo para o ponto, esperar o ônibus por pouco tempo. Depois, me manter acordada até chegar em casa. Chegando, um único pensamento:
"Thanks God!!! I'm at home!!"
quarta-feira, setembro 06, 2006
Depois da bronquite, vamos divagar (com i mesmo!)
Para os garotos:
"Entre homem e gay, o ideal era ser metrossexual. Depois, ser metrossexual virou demais. Agora, entre homem e metrossexual existe o übersexual. Vão acabar descobrindo que o ideal é ser homem mesmo..."
Uma das piores coisas do mundo é trabalhar com medo, viver com medo, pisando em ovos e com receio de qualquer telefonema. Quando não se tem autoridade para mudar a realidade e não é possível se conformar com ela, a situação fica difícil. E começamos a contar as horas até o fim do tormento.
"Nao me diga que sou fantástica. Mostre-me porque você é fantástico. Este é o caminho"
Sabe qual a maneira de deixar uma situação ruim menos ruim? Pensar que logo você vai se livrar dela. Qualquer pessoa que trabalhe sabe como é prazeroso organizar as coisas quando se está na última semana antes de sair de férias. Parece que produzimos mais, os problemas se resolvem mais facilmente. E este raciocínio se aplica a tudo. Só é preciso um pouco de esforço mental para acreditar que tudo é passageiro, por pior que seja.
quarta-feira, agosto 30, 2006

A revolução que opera em mim é silenciosa. Às vezes manda sinais como olhares estranhos, sorrisos vindos do nada ou um silêncio inexplicável.
Poucas vezes satisfeita consigo e com o mundo. Sempre com fome de algo que não sabe explicar.
A frágil quer ser forte. A forte quer ser frágil. E aquela que abriga as duas naturezas? O que deseja? Satisfação? Admiração? Reconhecimento? Paz? Por que?
Anseio por criatura que enxergue a complexidade e esteja acima deste mundo. Anseio por algo que já experimentei algumas vezes. Vezes estas tão fugazes que só fizeram aumentar o desejo de possuir indefinidamente.
Hoje não escrevo para ser entendida.
Escrevo para me entender.
quarta-feira, agosto 16, 2006
Ao lado, pôr-do-sol na Bahia. Primeiro dia de viagem. Espirros e mais espirros.
Mal acabo de me recuperar do problema de garganta, ganho um resfriado. Ê vida cruel! Estou pensando se conseguirei apresentar algum seminário, quando mal consigo atender o telefone sem "aaaaaaatchim...".
Meu estado de ânimo ainda não voltou ao normal desde que voltei de viagem. É um tal de repensar ali, repensar aqui. No final das contas, ainda não cheguei a conclusão nenhuma de quem sou, pra onde vou e o que eu estou fazendo aqui.
Mas, ontem vi alguma esperança no fim do túnel. Pode ser só uma luzinha fraca, uma réstia insignificante. Mas já é o suficiente para mais algum tempo de fôlego.
No mais, esperar um tempinho e saúde para continuar posts sobre o Enecomp...
quinta-feira, agosto 10, 2006
Músicas-adjetivo

Já prestou atenção em colunas sociais? Acho muito divertido ver aquele povo com a mesma cara fazendo sempre as mesmas coisas. E os comentários dos colunistas é que são ótimos: "Fulana de Tal num momento radiante", "Beltrana, sempre entre as antenadas da cidade", "Sicrano dos Grudes, com seu maravilhoso negócio", e por aí vai.
Mas o elogio máximo que uma socialite pode receber é ser chamada de "mulher-adjetivo". Levei tempo até entender a profundidade desta expressão máxima de bajulação. Agora compartilho a explicação, para enriquecer sua bagagem de cultura inútil: se eu fosse uma mulher-adjetivo, as pessoas iriam se referir a alguém maravilhosa dizendo "Ela é tão Alek". E daí já daria pra entender toda a magnanimidade da criatura.
Mas a conversa sobre coluna social foi só para fazer uma analogia: existem algumas músicas que para mim são adjetivos. Hoje estou num dia que é um misto de "Lugar ao Sol" (Charlie Brown Jr.) e "Além do que se vê" (Los Hermanos). Explico:
ENECOMP II - Festas 2
Luiz Américo tentando me estrangular...Brincadeira, brincadeira...era só um abraço amigo. Ê festa boa!Eu sempre reclamei da mania de muitas mães de não darem crédito a quem se deve. Por exemplo, você faz algo a vida inteira correta e uma vez que faz errado, é como se tivesse feito errado o tempo todo. Então, para não cair na mesma mania, já que o primeiro post não tinha foto por culpa do Max...
ESTE POST TEM FOTO POR CAUSA DA INFORMAÇÃO DO MAX!
Em letras maiúsculas, pra dar mais destaque.
Queria poder criar mais um texto legalzinho, mas o fato é que só consegui postar aqui porque o sistema ficou fora do ar. Paciência...
quarta-feira, agosto 09, 2006
ENECOMP II - Festas 1

Na foto, esquerda pra direita: Max, eu, Luiz Américo, Debi (maninha!!!) e Madurim (vulgo Felipe Bernardo)
Começar falando de um congresso pelas festas é um tanto suspeito. Mas, quem não deve não teme e como eu FUI a palestras, posso falar sem medo.
Confesso que comprei o pacote de festas com receio. Não gosto de axé, pagode e forró (só se for o forró pé-de-serra) e uma festa com o nome de "Cervejada" não me parecia um show de rock.
Mas por recomendação de todo mundo, lá vamos nós (como diria Minnie num episódio memorável do Pica-pau - aquele da vassoura).
Eu ia falar das produções de figurino para as festas, mas isto merece um post (ou vários) à parte. Por hora, só quero expressar minha IMENSA felicidade em ter podido dançar trance em 4 noites seguidas!!! Ver toda aquela galera se movimentando sob um som muuuito louco foi demais! Rave é ótimo. E com a caravana Maceió, melhor IMPOSSÍVEL! O triste foi só sermos expulsos (delicadamente) da boate pelo segurança.
Embora ainda tenha havido sua parcela de axé, funk e até forró, foi suportável. Deu para dançar sem muito problema e quando a situação realmente ficava muito preta (p. ex.: "Levanta a perninha ai ai") era só tapar os ouvidos e continuar no dois-pra-lá-dois-pra-cá.
terça-feira, agosto 08, 2006
ENECOMP I
Para onde?
Bem, para uma cidade de crianças lindas e clima frio.
Uma cidade de roupas e sapatos bem baratos.
Uma cidade que não vou esquecer.
O congresso? Ah, foi muito bom também. A mesa redonda sobre Regulamentação da Profissão foi maravilhosa, embora nada conclusiva. E a palestra sobre uma empresa de software livre bem sucedida mexeu com os sonhos de muita gente. Inclusive eu.
Gostaria de ter postado durante a viagem. Qualquer jornalista sabe que notícia fria não vende. Mas prefiro vender notícia fria do que perder o frio de Poços. :-D
Então, deixo este post inicial assim.
Sem fotos, porque o Max ainda não me disse onde estão.
Mas com a sensação de que muitos textos ainda vão rolar...
Depois da tempestade, analisar os estragos... :-)
Ô viagem abençoada!!! Muita coisa pra contar. É tema pra mais de metro de post.
Mas por enquanto, ao som de Nickelback (quem diria?! Eu, que adoro System!!), só quero escrever por 5 minutos e sobre 5 minutos. Até porque meu horário de almoço está acabando...
A impressão inicial tinha passado. Ido embora, quem sabe? Era o que eu pensava. Ledo engano. Não, tinha ficado apenas mais forte. Os olhos não conseguiam desgrudar e eu me perguntava: "Por que?!""Por que?!". Como resposta, apenas uma alegria indescritível e a sensação de que deveria memorizar cada detalhe daqueles minutos. Porque me lembraria daquilo por muito tempo. Não queria mais continuar com a máscara e isso não acontece sempre. Perco o controle. Saio para me recompor, sem muito sucesso. Mas quando volto, já tenho os olhos menos úmidos. Só o aperto no coração não diminui...Traço planos mirabolantes para jamais ter tempo de executá-los. Quem sabe da próxima vez?
Se Ele quiser, não importa onde, como, quando.
Have a heart.
Now I know that I have.
Agora, já refeita, é só saborear de vez em quando...
quinta-feira, julho 20, 2006
quarta-feira, julho 12, 2006
Analisando peças de propaganda
A primeira e mais óbvia é a peça da Vivo, que fala da promoção em que, após os 3 minutos iniciais da ligação, os outros 45 são gratuitos. Para quê usar uma mulher explicando ridiculamente uma partida de futebol!? Isto só serve para reforçar a imagem da mulher como absolutamente ignorante quando se trata de bola. Existem alguns exemplares da espécie assim (Raica de Oliveira inclusa), mas com tantas lutando para desfazer esta imagem (seleção de prata da última Olimpíada inclusa) a propaganda presta um ENORME desserviço.
A outra é a da Albany, que fala dos sabonetes específicos para homem e mulher. Tudo bem, vou dar o braço a torcer: não seria tão interessante se fizessem um comercial explicando que a pele masculina é mais oleosa, necessita de uma limpeza mais profunda e requer sabonete próprio. No entanto, o comercial exibido passa pelo mesmo problema daquele da Vivo - reforça preconceitos:
Mulher só come salada, homem come carne.
Mulher não faz atividade física (só lê), homem que malha.
Mulher só quer amor, home que só quer sexo.
E por aí vai.
Tantos e tantas lutando por igualdade e o slogan é "Homens e mulheres são diferentes". E depois, uma pilha de clichês. Ê (falta de) criatividade.
Sobre Albany, ainda me reservo o direito de discordar do slogan da linha: "Para quem quer ser diferentemente lindo". Seria muito mais elegante dizer "Para quem É diferentemente lindo". Desta forma, estaria elogiando o seu cliente e não, obrigando-o a adquirir produtos para "ser diferentemente lindo". Quem é, É. Não precisa ser cliente.
segunda-feira, julho 10, 2006
Um dia atípico
Não me pergunte o porquê.
Hoje, em vez de me divertir à toa, quero quietude.
Não me pergunte o porquê.
Mudar as coisas, agir, trabalhar? Não hoje.
Não me pergunte o porquê.
Tudo o que eu gostaria hoje era poder dormir um pouco.
E esquecer a pilha de itens que povoa minha cabeça.
Não quero decidir nada hoje.
Não quero comentar nada hoje.
Não me pergunte o porquê.
quarta-feira, julho 05, 2006
Trabalho X Você - Quem ganha?
"Devia ter amado mais,
ter chorado mais,
ter visto o sol nascer.
Devia ter trabalhado menos..."
Tudo ia bem. Até ler um artigo numa edição da Você S/A, antiga, que falava sobre essa música. E nele o autor apontava a canção como um dos maiores mitos do mundo moderno. Defendia a hipótese de que se você parar "para ver o sol nascer" (ou melhor, "curtir a vida") vai perder um tempo precioso para o seu aperfeiçoamento, afinal, o mundo não parou de girar e os fatos não pararam de acontecer só porque você decidiu parar.
Acredito no aperfeiçoamento contínuo. Ler livros, revistas, jornais. Fazer cursos. Freqüentar palestras. Otimizar as rotinas. Mas acho que isto deve trazer um maior tempo livre, uma maior organização, uma melhoria na qualidade de vida. E não, mais trabalho, mais preocupação, mais estresse.
A tecnologia cuja promessa era fazer o trabalho por nós fez o contrário (ou fomos nós?). Hoje, o celular nos deixa ao alcance dos problemas o tempo todo. E embora ele possua o botão "desligar", pega mal estar indisponível quando existem tantos querendo a sua vaga. Acostumamo-nos tanto com as máquinas, que não cansam, não adoecem, não precisam de estímulo, que começamos a pensar as pessoas do mesmo modo.
Tenho uma preocupação há alguns anos: as pessoas que fazem de algo a sua vida. Pode ser uma faculdade, um curso qualquer, um emprego. Por exemplo, o local onde cursei todo o ensino médio exigia demais dos alunos. Os amigos com quem tínhamos mais contato eram aqueles que estudavam conosco. As conversas quase sempre estavam, direta ou indiretamente, ligadas à escola. Então, quando tudo terminou, bateu um grande vazio: e agora? Havia hiatos de 3 anos na vida de vários de nós. E se, pra nós foi assim, imagina o que acontece com quem passa 30 anos de vida se dedicando a trabalho. E lá está toda sua vida, seu assunto, seus amigos e inimigos. Quando se aposentar, como será? Mais do que perder dinheiro, muitos hoje se preocupam com a perda dos laços, da rotina. E não se aposentam.
Sobre esta relação tão profunda entre pessoas e trabalho, havia uma entrevista nas páginas amarelas da Veja com uma executiva alemã. Ela defendia a total separação entre a vida pessoal e a profissional. Nada de festas da empresa, celular ligado no final de semana ou horas extras. Inicialmente fiquei chocada com a afirmação dela de que não é possível/desejável ter amigos no trabalho e ainda não concordo. Mas outros pontos da teoria são válidos, já que têm como objetivo permitir que o funcionário cultive outras áreas da vida que não só a profissional.
Pessoas precisam recarregar as baterias. Respirar outros ares. Estes ares podem ser mais puros, poluídos, interessantes, monótonos. Mas que sejam diferentes. Só assim é possível ter idéias novas, ânimo, garra. Gosto de pessoas que imprimem sua marca pessoal no trabalho, que têm outros objetivos além de ganhar o salário no final/início/meio do mês. Que cultivam hobbies, lêem assuntos fora do trabalho, ouvem música, se divertem.
Acho que é delas que vêm as idéias que mudam o mundo.
quarta-feira, junho 07, 2006
Rotina
Sempre mais tarde do que deveria e sempre muito antes do que gostaria.
Forço o estômago a trabalhar quando ele ainda deveria estar descansando.
O resultado de vez em quando não é muito bom: ainda acordando, ele dói por uns longos 40 minutos.
Ônibus.
Quase sempre cheio.
Quase sempre em pé.
E uma sensação de que eu não deveria estar ali, que está tudo errado.Viajo.
E durante a viagem, longos cochilos.
Pelo menos quando o companheiro ao lado (ou a falta dele) permitem.
Chego.
Caminho, sonolenta.
Chego, diretamente imersa num turbilão de atividades.
E assim se passa o dia.
Que é sempre curto demais para tudo o que há para fazer.
Viajo de volta.
Sem cochilos, porque dormir em pé é proeza demais para mim.
Chego.
Indecisão: estudar ou não estudar.
Sair ou não sair.
Dormir ou não dormir.
Decisão tomada, cumprida.
Volta para casa.
Alimentar o estômago.
Banho.
Cama.
Até o dia seguinte.
"Don't close your eyes,
Don't close your eyes,
This is your life..."
Como é a sua?




